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terça-feira, maio 31, 2011

Para o dia Mundial da Criança... e 2/5 delas Pobres, em Portugal! :(((



Para o Dia Mundial da Criança cuja "comemoração" se inicia daqui a escassas horas... fica esta de "aperitivo" amargo (notícia abaixo), contrabalançado pela doçura do video acima... :(((((

Portugal cada vez mais desigual e retrocedendo até naquilo que tinha melhorado bastante (caso da mortalidade infantil)...


(enfim... nada que não adivinhássemos já...)

E disto ninguém fala, na campanha eleitoral, mas é a nossa realidade, num país que chegou a cúmulo de ver as suas escolas a terem de abrir as cantinas ao fim de semana para que as crianças tenham uma refeição quente diária. Um país onde o Banco Alimentar Contra a Fome e outras instituições afins, apesar de terem cada vez mais doações, já não têm que chegue para quem lhes bate "à porta"!
Um país onde o que interessa é brincar à política, viver das aparências e correr atrás de delírios consumistas e hedonistas...Um país podre, repleto de tantos seres arrogantes, hipócritas e amnésicos, com tanta gente ao lado a precisar de apoio, por mais simples que seja.

Um nojo... um retrocesso ignóbil... um desfazer em pouco tempo, em atitudes "infantis" (é melhor, tendo em conta a data designar antes como "atitudes burras/estúpidas/acéfalas", pois esse outro termo será um insulto à inteligência das crianças...) do que foi conquistado arduamente por outros!

NÃO É JUSTO! (claro, que, a quem não custou ganhar, fazer ou conquistar, não custa perder, desfazer, desprezar...! Se as pessoas ao menos tivessem essa consideração por quem mais se esforçou...).
Portugal de novo na cauda da Europa e a pedir esmola!

Portugal mais uma vez a desperdiçar os seus talentos, ainda em busca de quimeras enganosas, até à miséria final!
Portugal e os portugueses a quererem comprovar, mais uma vez, que afinal só duraram tantos séculos como nação, por mero engano, ou por se comportarem como ratos de esgoto, eternos oportunistas que depois são os primeiros a abandonar o "barco" sem uma palavra para os que deixam à míngua, ou seja, para aqueles que foram vítimas da "me*da" que mais uma vez fizeram mas a quem só legam pouco mais que a peste bubónica... e a fome... e a pobreza... :(((
Nojo e revolta... é o que sinto... sobretudo revolta... enquanto lá fora continua a luta pela dança das cadeiras, mas todos calando o que vão fazer a situações destas... que ficaram bem de fora das linhas do famoso Acordo "troikado"!
Estamos bem "troikados" como povo, enquanto outros vão alegremente "fladendo" nas esquinas esconsas das cunhas, das benesses, dos tachos e das futilidades mil...
No dizer do poeta do livro Eclesiastes, há um tempo para tudo, para semear e para colher, para rir e para chorar. Este tempo devia ser para meditar, para unir, para as pessoas com "alma" se revoltarem contra tudo o que está a acontecer... mas preferem cada um se refugiar nos seus grupos, nas suas facções, nos seus prazeres maiores ou menores mais ou menos desabridos de sociedade pateta e narcisista.
Sobram uns tantos(muitos!), ora abandonados a lutar pela mera sobrevivência, ora revoltados e fechados no seu casulo de dor... :(((
Não haverá uma onda que varra e desinfecte isto tudo, que traga de novo a Esperança e a confiança?

(tinha prometido a mim mesma que só voltaria a escrever aqui quando conseguisse ser mais "positiva"...mas até o dia da Criança me inspirou estes pensamentos, desculpem! No entanto achei que tinha de fazer um esforço por algo dizer-- e acreditem, que é imenso, no momento que corre-- pois ninguém sabe o dia de amanhã. a vida é estupidamente breve... e de momento só me apetece "abanar" as pessoas e acordá-las para tanta estupidez e cegueira! Mas devem ser palavras caídas por terra, pois a maioria das pessoas até para lerem têm preguiça, dizem que é deformação do uso dos computadores...mas eu ainda valorizo o papel escrito e a reflexão. Muitos estão encerrados no seu egoísmo e "vidinha", mas alguns , se dedicarem um tempo,hão-de ler. Desses,se Minerva os inspirar,alguns hão-de entender e apreciar. Com sorte, talvez haja alguém no Mundo que compreenda e se inspire a agir, ou pelo menos, quem sabe, a guardar e meditar estas palavras no seu coração.)
Nas horas finais de um dia " de revolta "cinza" de fim de Maio,pelas crianças sempre (e pelos que não esqueceram a criança dentro de si...),atentamente,

"Alergia"


quinta-feira, maio 26, 2011

"O Outro País" - José Gil

No meio deste frenesim de campanha eleitoral, no meio de toda a gritaria populista,dos comícios recheados de imigrantes a troco de sandes e das arruadas distribuidoras de papelinhos, é bom ler palavras de um filósofo com alma de Poeta, como é José Gil. No inquérito diário a personalidades portuguesas, o "Público" do passado dia 22 de Maio revela a opinião deste pensador, palavras que traduzem muito do que sinto também neste momento.
A Palavra a José Gil, portanto. (os destaques gráficos/de letra são meus)
A Pergunta era:
Que país espera depois das eleições de 5 de Junho?
"Porque me parece perigoso traçar a imagem de um Portugal ideal preconcebido segundo princípios ideológicos, políticos ou mesmo éticos, referir-me-ei a um país que possa inventar-se a si mesmo, imprevisível e livre.

1. Um país capaz de criar mecanismos que desbloqueiem as energias dos portugueses, logo que elas sejam ameaçadas de paralisia ou destruição.

2. Um país em movimento, em que um dos traços mais característicos dos portugueses, a capacidade de se transformar, de devir outro, se volte para o jogo, a leveza e a criação e dissipe o nosso peso, a nossa falsa profundidade, a nossa tendência para o sombrio e o taciturno; para a gravidade factícia e também para a esperteza provinciana.

3. Um país intenso no que pensa e no que faz, na expressão dos afectos e na espontaneidade dos desejos.

4. Um país que goste de si porque as pessoas gostariam mais de gostar do que de desconfiar umas das outras. Que goste mais da alegria do que da tristeza. Que goste mais de admirar do que de invejar.

5. Um país de gente ávida de conhecer, de descobrir e de criar. Voltado para fora, mas sabendo recolher-se-ia em si.

6. Um país capaz da velocidade maior na imobilidade maior. E da maior concentração na mais rápida mutação.

7. Um país sem culpabilidades arrasadoras, sem complexos de inferioridade abissais, sem temores seculares interiorizados. Em que cada um possa trabalhar e gostar do seu trabalho.

8. Um país que nunca perca a virgindade das emoções, mesmo (ou sobretudo) na morte.

9. Um país capaz de se maravilhar por existir e pertencer à Terra.

10.Um país em que cada um dos seus habitantes viva nele todos os países do planeta."
José Gil, Filósofo


Que este país desejado se realize em geral e também dentro de cada pessoa, é o voto que eu gostaria de juntar a estes...

"Alergia"

terça-feira, maio 10, 2011

Contas da Parque Escolar? "Contentorai-vos"! :((

(imagem DAQUI)



Estou com pouca paciência para grandes comentários. Esta notícia já é de Abril do ano passado, mas passou um tanto despercebida.
Ela mostra o que vamos continuar a pagar até "aos Infernos" e a tal "contabilidade criativa" que também é tanto usada nas Parcerias Publico-Privadas (PPP).


O Tribunal de Contas bem pode detectar e denunciar, mas é outro que, tal como a Constituição Portuguesa, é alegremente igorado.


A notícia é do "Público", de 3 de Abril de 2010 (clicar no título para ler):





Assim, relembrando: o Estado tem centenas de Escolas por todo o País, construídas ao longo de décadas e até séculos. O Governo, no seu gosto peculiar pelos ajustes directos, entrega a renovação das escolas a uma novíssima Empresa Pública, a Parque Escolar (PE), que renova ou reconstrói escolas , ou constrói Centros Educativos (os chamados Caixotes) ao pé de escolas já existentes e remodeladas, gastando o dinheiro DO ESTADO à tripa forra e ficando mesmo assim a dever N dinheiro às construtoras sub-contratadas.
Usando a tal contabilidade criativa tão em voga, a PE, contra as regras estabelecidas, subdivide as empreitadas, para evitar concursos públicos (tradução: para melhor favorecer os amiguitos e e escapar à supervisão existente nesses concursos, sob o pretexto da urgência).



Por isso, caros leitores, Professores, Pais e Educadores, estudantes: acreditem no que já aqui disse! Com as imposições da "Troika" para suprir o défice, esta é mais uma torneira de dinheiro que vai secar para os que realmente sugam o Estado (quais Funcionários Públicos quais quê?!). Mas como a PE ficou proprietária das escolas, num negócio que se tornou num verdadeiro e descarado ROUBO do património estatal, as escolas e agrupamentos vão ter de pagar um aluguer à PE, por uma boa maquia ao metro quadrado, e, como o orçamento das escolas é cada vez mais magro, certamente acabarão por serem despejadas, para que a PE possa rentabilizar os espaços alugando-os aos que têm bolsos mais recheados.
Escolas haverá que serão reconstruídas mas cujos alunos continuarão a ter aulas eternamente em contentores pseudo-climatizados nas traseiras (onde os arvoredos foram abatidos), enquanto as novas instalações se transformam num colégio privado, ou numa empresa high-tech de serviços, ou num lar de terceira idade para reformados ricos.



Mas ,neste país onde a "bosta" domina, já nada me admira, pois o que se passa em geral é como o que se passa entre as pessoas, tantas vezes: neste Portugal da treta, só é bom o que enche o olho e não o que é simples, verdadeiro e TRANSPARENTE.


Tanto Portugal como a maioria dos portugueses gostam do que é rutilante, da bela escola à rica e "à francesa" cheia "gadgets" e de ares condicionados (só de ver e de embasbacar, pois depois ficam irrespiráveis, porque é preciso desligá-los) de" lantejoulas", de aparências (mas de telhados a voar passados poucos meses). E de pessoas rutilantes, lantejouladas, com "auras" de coragem , de "determinação", de "porreiros, pá!".


É um facto que dói: boa parte dos tretas dos portugueses coloca num pedestal as aparência e o "edifício de Luxo" de carne e osso,constituído pelas "cunhas" , pelos chamados "Vips" e "jet-sets" vários,pessoas de conveniência,enquanto que o que é mesmo importante e tem valor, o que é mesmo SÓLIDO e verdadeiro, o estudo,o saber, a verdadeira coragem, os sentimentos puros e as pessoas simples (não no sentido de burras, mas no sentido de verídicas, sem poses) são contentores humanos escondidos e arrumados envergonhadamente nas traseiras, indispensáveis mas não rutilantes para merecerem louvor público ou , sequer, alguma gentileza pública.
Não há remédio, países e pessoas que agem assim merecem cair nos buracos da vida, sejam de dívidas ou outros, pois mesmo que critiquem atitudes como da PE ou do Governo espoliador que a criou, no fundo amam o rutilante e o superficial, admiram a "graxa" fácil e o "chico-espertismo" dessa gente, não respeitam os que mais trabalham com lisura, transparência e honestidade, os que agem mesmo , com verdadeira coragem e respeito, com sacrifício próprio, altruísmo e lealdade; em vez de encher tudo com as farófias das primeira impressões, das famas construídas pelas gabarolices e títulos e comendas! :((



Acabei por me estender demais... mas é que acho que certos países, como Portugal, como muita das sua gentes, não têm remendo possível...
Mas leiam a notícia, que é o que interessa...
"Alergia"

quarta-feira, março 23, 2011

Jejé e Companhia 4: IR AO POTE

cartoon (c) Margarida Alegria/Março de 2011
Em desespero de causa, toda a artilharia pesada foi convocada a apelar a um tal de "Patriotismo" que seria a aprovação de mais este PEC, desde os "embaixadores" veteranos bem instalados nas mordomias à custa do Estado, passando pela desajeitada "Guarda Pretoriana" que tanto gosta de "malhar" em tantos "sujeitos e sujeitas" que ousam enfrentar o salvador da Pátria!
Um exemplo, foi o do ministro da Defesa, Augusto SS, mais conhecido apenas por "SS". Aos microfones da TSF, perante o "Não" peremptório do líder do principal partido da oposição, vociferou estas frases: "Isto não é para rapazinhos que amuem!(...) Seria muito triste que este esforço fosse desbaratado porque, por sofreguidão de poder, por pressa em ir ao pote, alguém decidisse precipitar uma crise política."
Aqui vai a explicação visual do tipo de pote a que se referem todos!
"Alergia"

sexta-feira, dezembro 24, 2010

Não há ponto/Acordo sem "nó"/negócio! :-(

E pronto, para rematar a "trilogia" de posts que se iniciou AQUI --e onde uma suspeita nos fazia cócegas ao cérebro -- e que continuou AQUI, onde anunciava, ainda sem explicitar, a confirmação da dita suspeita, vou hoje falar do tal negócio que sempre veio à luz do dia e relativo ao polémico Acordo Ortográfico. Um que certamente não levantara suspeitas até agora, para além dos possíveis negócios a nível editorial ou de influência/predominância cultural de uns países de Língua Oficial Portuguesa sobre os outros.
Fazendo o ponto da situação: este Acordo agora oficializado não interessa ou agrada à maioria dos portugueses e é posto em causa por muitos especialistas (linguístas, tradutores, professores,editores, escritores ou jornalistas) que quase não foram escutados perante um outro pequeno grupo que atamancou o novo Acordo (A.O.), apesar de serem aqueles os que de forma directa terão de lidar diariamente com o problema. Nem no Parlamento foram escutados, nem foi alvo de atenção pelo mesmo parlamento uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos, corajosamente liderada pelo nosso amigo João Pedro Graça.
No Brasil também há inúmeras vozes contra o Acordo, sendo que o AO por vezes nem é carne nem peixe, não respeitando grafias já comuns aos dois países, criando autênticos neologismos ortográficos. Alguns países dos PALOP ainda não assinaram o acordo, sendo críticos ao mesmo.
A quem interessa então a ditatorial legislação e universalização do AO? Aqui cheira a negócio extra-linguístico, diremos logo.
Ora bem, finalmente, na semana passada, lá veio a lume, fruto do ferver de alguma polémica (zangam-se as comadres...) que assim permitiu ao país perceber que mais parcerias público-privadas ou quejandas existiriam por detrás de toda esta aceleração.
Assim, dia 16 de Dezembro último, no Público, surgia a notícia (os sublinhados são meus):
"AR aprova conversor Lince e empresa refuta erros"
O Parlamento vai aplicar o novo Acordo Ortográfico a 1 de Janeiro de 2012, adoptando o Vocabulário Ortográfico do Português (VOP) do ILTEC- Instituto de Linguística Teórica e Computacional e, como suporte informático, irá utilizar o conversor Lince, na sequência da aprovação por unanimidade, ontem, de uma proposta de Jaime Gama. O Governo também já os tinha escolhido na passada semana.
A qualidade do conversor Lince e do vocabulário foi criticada pela empresa concorrente Priberam, que aponta erros ortográficos tanto na conversão da actual para a nova grafia como no VOP do ILTEC. O administrador Carlos Amaral questiona mesmo quem e como avaliou o Lince e a razão para o Governo decidir adoptar oficialmente um programa informático em detrimento de outros, também gratuitos, já existentes no mercado. (...)" (por Maria Lopes) Ler toda a notícia AQUI (Se for assinante da nova versão online,pois..........:-(( )
Portanto: sempre havia um daqueles acordos de café e de atrás da orelha em que os actuais sinistros governantes se tornaram especialistas. E a coisa metia informática ! pois claro! Como não adivinharamos já?! E não se sabia ao certo quem avaliara o quê e, como refuta o ILTEC, ainda está tudo a ser aperfeiçoado e tal... Onde já vimos isto antes?
Ou seja, mais um caso de Lobbies, mas do pitoresco lobby à portuguesa! Grupos de pressão organizados também os há noutros países e cada vez influenciam mais as decisões políticas, mas o lobby à portuguesinha consiste num amigo do amigo ou amigalhaço que é apresentado a um qualquer sub-sub-governante ou aos do topo, num bar ao fim da tarde, numa almoçarada, num cocktail, entre dois rissóis, e basta uns elogios à elegante fatiota, ao poder ou à eventual esperteza saloia, uma referência a palavras como "informática" "computador" ou , melhor, a "tecnologia" e " MODERNIDADE", para se conseguir impingir qualquer coisa sem verificar de toda a sua qualidade, das possíveis alternativas, ou sequer da relação qualidade preço ou real interesse para a nação.Um pouco ao estilo como os vígaros de rua conseguem enganar em três penadas os ingénuos velhinhos ou os ignorantes lapónios chegados à cidade grande, levando-lhes as economias em troco de um relógio avariado ou de uma mala cheia de jóias de fantasia!
Não estamos para já a duvidar das eventuais qualidades do tal "Lince", mas...
Lembram-se do negócio exclusivo com a JP Sá Couto com os famosos computadores Magalhães comprados em barda para as escolas de Primeiro Ciclo?
E lembram-se de negócios com submarinos, fragatas, aviões e helicópteros avariados, tecnologias da energia das ondas (agora monos arrumados a um canto)?
E do programa e-escolas com computadores para estudantes a preços módicos mas com contratos de internet obrigatórios com as operadoras móveis amiguinhas?
E do Programa informático Citius, obrigatório nos tribunais e que tantos magistrados recusam agora usar, por duvidarem da segurança do mesmo, segurança essa não testada por entidade independente mas pelos ... próprios fornecedores?!
E, mais recentemente, o negócio já estabelecido com nova empresa amiga para a criação de chips para os automóveis, a usar nas futuras ex-Scuts e a tentar torpedear a já existente e conceituada empresa Via Verde (que acabou por terminar a rir-se, pois viu esse feitiço a virar-se contra o feiticeiro e acabou por aumentar o seu negócio, visto que as pessoas, revoltadas, optaram por comprar a VV, que agora era mais abrangente),: lembram-se, claro? Toda a pressão para que as scuts tivessem portagens partia afinal de promessas já feitas nesses "acordos" de vão de escada...
E o TGV? Estão a ver a imagem total agora, pois estão?
Pois agora (ontem mais exactamente) veio o Direito a Resposta do ILTEC, liderado pelo prestigiado, não negamos, José Pedro Ferreira. Diz, por exemplo:
"(...) o ILTEC não é uma empresa, é uma associação sem fins lucrativos e unidades de I&D da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. O Lince não é resultado de subcontratação mas de parceria. O ILTEC foi responsável pela definição das características, dados linguísticos, especificações das regras e lógica da conversão do Lince. A KnowlwdgeWorks assegurou a tradução no desenvolvimento do sistema do interface (... blá blá....) Não há programas gratuitos concorrentes d Lince. (...) ". Ver tudo AQUI.
Ok! Agora passaram a existir almoços grátis e todos trabalham e oferecem serviços apenas por amor ao país e tal e tal...
Então e a KnowledgeWorks vive de ar e vento? Não venham dizer que isto também não implica um negócio. E hoje estamos mais que alertados para aquilo em que se tornou o vocábulo "parcerias".
Por isso, se os computadores nacionais começarem a debitar estranhas ortografias e erros vários a esse nível, não esqueçam, contemplem o Lince mas não culpem ninguém e esqueçam quem o negociou, pois este será talvez o único lince que tão cedo não se extinguirá em Portugal.
Alergia (24-12-2010)

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Us noçus cridus "cobradores de fato" vão impor de FATO o Desacordo Ortográfico no próximo Ano LETIVO

------------Ver detalhes da notícia........................AQUI.
Qual fase de transição de seis anos, qual discussão pública, qual escuta dos cidadãos que lidam com o assunto no dia-a-dia, qual consideração pelos professores, especialmente os do Primeiro Ciclo e os de Português... qual QUÊ!!
Está decidido: antes de abandonar de forma inglória o poder, os nossos desgovernantes de fatinho do Rodeo Drive decidiram, em mais um apressado Conselho de Ministros, deixar o país ainda mais desgraçado e com um problema extra para as gerações vindouras: o Acordo Ortográfico será generalizado e imposto no nosso sistema educativo, já a partir do próximo ano lectivo ( ou será "letivo"?) 2011-2012, dando o "fato" por consumado. E " 'bora" de ignorar tudo e todos, passando a batata quente a editores e, sobretudo, aos professores, os tais apelidados de "heróis" num muito recente arremedo eleitoralista e desavergonhado!
Com certeza, como no caso do tgv e de outras negociatas, será mais um caso de pressões económicas no qual uma fatia do nosso país, neste caso a Língua e a sua herança cultural, é entregue de bandeja.
Já está também na calha e a sair do forno ministerial, sem querer que passe pelo crivo (embora fraquito) da Assembleia da República, a assinatura por Portugal do tratado de Londres, que excluirá a Língua Portuguesa como língua de registo de patentes. Vamos! Força! Ainda faltam mais uns pedacinhos de Portugal por esfarelar nos próximos meses!
E o povo assiste pasmo e impávido...