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quinta-feira, maio 26, 2011

Momento musical-Nem este Tempo nem este lugar... :-(




Aqui deixo a letra desta canção de Brian Wilson para os seus Beach Boys, do álbum glorioso "Pet Sounds".



"I JUST WASN'T MADE FOR THESE TIMES"


I keep looking for a place to fit

Where I can speak my mind

I've been trying hard to find the people

That I won't leave behind



They say I've got brains

But they ain't doing me no good

I wish they could



Each time things start to happen again

I think I got something good goin'for myself

But what goes wrong?



Sometimes I feel very sad (2x)
(can't find nothing I can put my heart and soul into)
Sometimes I feel very sad (Can't find nothing I can put my heart and soul into)


I guess I wasn´t made for these times...


Every time I got the inspiration

To go change things around
No one wants to help me look for places

where new things can be found



Where can I turn when my fair weather friends cop out

What's it all about



Each time things start to happen again (...)

...

Sometimes I feel very sad

(...)
I guess I just wasn't made for these times...


______________________________________

Em tempo de campanha eleitoral que, mal começada já cansa, só resta ir votar, no dia aprazado, embora se saiba que pouco muda. Mas é o que temos e não se deve dar o gosto a quem não quer sequer votos de protesto. Portanto, reflictam até lá... e vão votar... e votem no que quiserem. Mas tenha boa memória! Votem, mas não em desvairados e cabrõ*s!
Pois neste país e mundo cada vez mais parecidos com um poço incómodo, fundo, desolador e GELADO... Já temos cabrõ*es e cabr*nas de mais a mandar em tudo, em plena prepotência. Ao menos que no dia 6 se possa respirar melhor.Mas a "coisa" não está boa nem para nós nem para o cidadão europeu ou da Terra (incluo os animais, que há mais tempo que nós não têm votos na matéria).

De resto, num país onde quase não se tem voz, ou espaço, ou mera consideração humana... vai continuar tudo mais ou menos na mesma. É que a maior mudança deve ser a de cada pessoa, em si...e nas pequenas coisas que pode fazer à sua volta... e isso raramente acontece. As pessoas têm as vontades anquilosadas, o coração condicionado a egoísmos e modas, o orgulho hipertrofiado, o desânimo instalado. Cada um gosta que os outros, no colectivo ou individualmente, façam algo a seu favor, mas é incapaz de dar esse exemplo...de ter gestos de bondade, de iniciativa positiva.
Não se desviem com a desculpa do sol ou da chuva. Vão votar, amigos leitores. Depois, se algo muda ou não, vai depender também de cada um, em cada dia.
Por meu lado , continuarei a fazer o mesmo esforço, enquanto tiver alguma saúde ( e me sobrar algo do coração amarrotado) embora, como diz a canção, não creio ter nascido para estes Tempos! Ou seja para esta forma fria e calculista de funcionamento do mundo, para uma época em que se usam as pessoas como se fossem coisas (às vezes como ídolos passageiros, mas sempre como coisas!) e se admiram coisas e abstracções como se fossem pessoas. Onde a solidariedade não surge quando dela se precisa e de nada serve ter-se um cérebro para pensar (pois já há ideias "pronto a vestir" que nos proporcionam fazer boa figura...). :(((

Até qualquer dia,
"Alergia"

segunda-feira, maio 23, 2011

N.O.3- o Ridículo: Mais Estudos daqueles "muita fixes" e "pense positivo,pá!"

E como a a farsa tem de continuar, até à desgraça final , isto é, até o dinheiro acabar de vez e não haver mais Novas Oortunidades para ninguém, eis que chegam fantásticos "Estudos", mais uma vez vindos não se sabe como nem de onde, feitos por uma almas bondosas (de quem não duvido a ciência, mas que até admiro como atingem tais conclusões num tempo tão escasso e prematuro), que gostam de salientar o Pensamento Positivo, a famosa auto -Estima, etc.
Como a "avaliação" dos Cursos de N.O., --há cerca de um ano orientada pela equipa de Roberto Carneiro e UCP, --apenas pode deduzir por única conclusão segura que estes cursos garantiam o elevar da Auto-estima dos formandos, julgo que este novo estudo será para estender a auto-estima a toda a família dos formandos, nomeadamente aos seus "rebentos" em idade escolar.(será porque a família está menos horas com eles? Porque agora têm messenger à borla para ligar do Curso para casa? Bem...está certo... agora vêm a fraca apresentação dos trabalhos dos filhos e ralham com eles e ajudam nas pesquisas, na certa...)
Mal não vem ao mundo em suceder isto, mas é curioso que tais estudos tão profundos (?) cheguem sempre em alturas tão certeiras... :P


Leiam então e concluam algo, pois eu nem tenho mais fôlego para comentar tanta ...hã.... tanta.




(a notícia já é do dia 10 de Maio, do "i-online", e o título termina mesmo assim, com a palavra "especialista"...não é a família que é especialista, mas uma tal de "especialista"... em Novas O.? Em Educação em geral? Em relações familiares???)

terça-feira, maio 10, 2011

Contas da Parque Escolar? "Contentorai-vos"! :((

(imagem DAQUI)



Estou com pouca paciência para grandes comentários. Esta notícia já é de Abril do ano passado, mas passou um tanto despercebida.
Ela mostra o que vamos continuar a pagar até "aos Infernos" e a tal "contabilidade criativa" que também é tanto usada nas Parcerias Publico-Privadas (PPP).


O Tribunal de Contas bem pode detectar e denunciar, mas é outro que, tal como a Constituição Portuguesa, é alegremente igorado.


A notícia é do "Público", de 3 de Abril de 2010 (clicar no título para ler):





Assim, relembrando: o Estado tem centenas de Escolas por todo o País, construídas ao longo de décadas e até séculos. O Governo, no seu gosto peculiar pelos ajustes directos, entrega a renovação das escolas a uma novíssima Empresa Pública, a Parque Escolar (PE), que renova ou reconstrói escolas , ou constrói Centros Educativos (os chamados Caixotes) ao pé de escolas já existentes e remodeladas, gastando o dinheiro DO ESTADO à tripa forra e ficando mesmo assim a dever N dinheiro às construtoras sub-contratadas.
Usando a tal contabilidade criativa tão em voga, a PE, contra as regras estabelecidas, subdivide as empreitadas, para evitar concursos públicos (tradução: para melhor favorecer os amiguitos e e escapar à supervisão existente nesses concursos, sob o pretexto da urgência).



Por isso, caros leitores, Professores, Pais e Educadores, estudantes: acreditem no que já aqui disse! Com as imposições da "Troika" para suprir o défice, esta é mais uma torneira de dinheiro que vai secar para os que realmente sugam o Estado (quais Funcionários Públicos quais quê?!). Mas como a PE ficou proprietária das escolas, num negócio que se tornou num verdadeiro e descarado ROUBO do património estatal, as escolas e agrupamentos vão ter de pagar um aluguer à PE, por uma boa maquia ao metro quadrado, e, como o orçamento das escolas é cada vez mais magro, certamente acabarão por serem despejadas, para que a PE possa rentabilizar os espaços alugando-os aos que têm bolsos mais recheados.
Escolas haverá que serão reconstruídas mas cujos alunos continuarão a ter aulas eternamente em contentores pseudo-climatizados nas traseiras (onde os arvoredos foram abatidos), enquanto as novas instalações se transformam num colégio privado, ou numa empresa high-tech de serviços, ou num lar de terceira idade para reformados ricos.



Mas ,neste país onde a "bosta" domina, já nada me admira, pois o que se passa em geral é como o que se passa entre as pessoas, tantas vezes: neste Portugal da treta, só é bom o que enche o olho e não o que é simples, verdadeiro e TRANSPARENTE.


Tanto Portugal como a maioria dos portugueses gostam do que é rutilante, da bela escola à rica e "à francesa" cheia "gadgets" e de ares condicionados (só de ver e de embasbacar, pois depois ficam irrespiráveis, porque é preciso desligá-los) de" lantejoulas", de aparências (mas de telhados a voar passados poucos meses). E de pessoas rutilantes, lantejouladas, com "auras" de coragem , de "determinação", de "porreiros, pá!".


É um facto que dói: boa parte dos tretas dos portugueses coloca num pedestal as aparência e o "edifício de Luxo" de carne e osso,constituído pelas "cunhas" , pelos chamados "Vips" e "jet-sets" vários,pessoas de conveniência,enquanto que o que é mesmo importante e tem valor, o que é mesmo SÓLIDO e verdadeiro, o estudo,o saber, a verdadeira coragem, os sentimentos puros e as pessoas simples (não no sentido de burras, mas no sentido de verídicas, sem poses) são contentores humanos escondidos e arrumados envergonhadamente nas traseiras, indispensáveis mas não rutilantes para merecerem louvor público ou , sequer, alguma gentileza pública.
Não há remédio, países e pessoas que agem assim merecem cair nos buracos da vida, sejam de dívidas ou outros, pois mesmo que critiquem atitudes como da PE ou do Governo espoliador que a criou, no fundo amam o rutilante e o superficial, admiram a "graxa" fácil e o "chico-espertismo" dessa gente, não respeitam os que mais trabalham com lisura, transparência e honestidade, os que agem mesmo , com verdadeira coragem e respeito, com sacrifício próprio, altruísmo e lealdade; em vez de encher tudo com as farófias das primeira impressões, das famas construídas pelas gabarolices e títulos e comendas! :((



Acabei por me estender demais... mas é que acho que certos países, como Portugal, como muita das sua gentes, não têm remendo possível...
Mas leiam a notícia, que é o que interessa...
"Alergia"

sexta-feira, abril 01, 2011

E ... um pouquinho de respeito fica bem ... não se trata da suspensão da avaliação dos professores

mas sim de um determinado modelo, enjeitado pela odiada Maria  de Lurdes Rodrigues e mantido pela aventureira Isabel Alçada.

segunda-feira, dezembro 06, 2010

OS PROFESSORES SÃO UNS COBARDES - E NÃO só ELES

COBARDES OU COVARDES, COMO QUEIRAM.

Estou farta deles ... desde os tempos de aluna ... Pensei vir para aqui por vocação mas ... somos cilindrados como alunos e professores se quisermos mais do que a xungaria que é o ensino, público e privado. Nos vários ciclos. Do básico, do Superior. Em dezenas e dezenas, destaco 5 ou 6 por terem sido correctos e bons e um por ter sido excelente.
De mim, já disseram cobras e lagartos, não me afecta mais do que me afectou na altura. Nunca me vou esquecer.
Vou morrer por esta merda? Parece-me que pelo menos, não tenho os anos de vida normais em média.





Ora bolas!