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segunda-feira, março 28, 2011

Ironias ... '2010 foi o "pior ano em Portugal" '

Acabemos com a pobreza
"A Assistência Médica Internacional (AMI) revelou hoje que 2010 foi o "pior ano em termos de pobreza em Portugal" nos registos da fundação, com os pedidos de apoio a aumentarem 24 por cento face a 2009. (...)" (@LUSA)

domingo, março 13, 2011

Entre a Geração à Rasca e o Portugal inaugural





Imagem do Kaos


Contra multidões, não há argumentos.
Quando o Povo sai à rua, devem ser escassas e concisas as palavras.
Hoje, dia 12 de Março de 2011, Portugal mostrou que estava à altura dos seus quase 900 anos de História: foi grandioso ver todas as tendências e não tendências a descer avenidas, com todos os seus estandartes e libelos de imaginação.


Os caciques da desgraça, apavorados com tudo o que lhes escapa ao minucioso controle, este açaimo de décadas que conseguiram pôr-nos, já só se inquietam agora com o que vai esta Geração à Rasca fazer com todas as gerações que estão à rasca.
Nada de mais simples, e ao alcance da prosa elementar: qualquer futuro passa por uma releitura do passado. Sentem-se, e façam um pouco de arqueologia, porque as respostas estão todas ao vosso alcance.
A raiz de todos os problemas foi uma Revolução, onde este escroque, descaradamente, conta como tudo se passou.
Começou com uma canção e acabou num pântano, mas a sua lógica é a raiz mais profunda desta gangrena: houve um Estado decapitado, um Regime que estava a cair de podre, e, quando caiu, viu todos os seus lugares de decisão serem ocupados por quem ali estava à mão.
Ocuparam e nunca mais saíram, nem deixaram ninguém entrar.

Se querem saber como tudo começou, vão de porta em porta de todos os pavões que agora se autoespelham pelos jornais e televisões, e façam-lhes duas perguntas, a de Baptista Bastos, "olha lá, onde é que tu estavas no 25 de abril", e uma outra, minha, e complementar, "olha lá, onde é que tu estavas no 24 de abril?..."
O segundo questionário deve ser feito ao indivíduo de cadastro mais atenuado de Portugal, e que, vergonhosamente, ocupa a Presidência da República: "perguntem-lhe o que fez, ou deixou fazer, aos fundos de desenvolvimento de Portugal?..."
A geração mais habilitada de sempre, de todo o Portugal, quer saber que habilitações tem esta gente que nos arruinou?... Procure-as AQUI.
Por fim, vão aos políticos presentes, e perguntem-lhes como herdaram tão rapidamente os vícios do Sistema, quantos deles pesam na máquina do Estado, por abuso, amancebamento, filiação, compadrio, ou pertença a seitas secretas.

Não sabem o que fazer?...

Perguntem ao Sousa Tavares, ao Belmiro de Azevedo, à Leonor Beleza, ao Dias Loureiro, ao Pinto da Costa, à Clara Ferreira Alves, ao Vasco Franco, ao "Cherne", ao filho do Júdice e do Constâncio e a uma multidão de tantos outros, como chegaram onde estão, e quanto nos custa mantê-los nessa posição, porque para eles lá continuarem, é sinal de que lá vocês nunca chegarão.

Como a História nos reconta, os vícios de uma Revolução só se curam com as virtudes da revolução que se lhe há de seguir.



(Quinteto da Deolinda faz cricri, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Uma Aventura Sinistra", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Eles são homossexuais e estamos bem com isso! - Mas o ME ....

"Dois dos cartazes que seriam distribuídos pela associação nas escolas" (Foto: DR)
A Rede Ex-Aequo queria levar o combate à homofobia às escolas. Mas tropeçou nos contactos com os serviços do ministério, que consideraram a campanha ideológica. BE e PCP questionam
Leia a notícia toda aqui:

Serviços da Educação barram campanha "ideológica" contra a homofobia nas escolas

...
17.02.2011 - 10:59 Por São José Almeida

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Us noçus cridus "cobradores de fato" vão impor de FATO o Desacordo Ortográfico no próximo Ano LETIVO

------------Ver detalhes da notícia........................AQUI.
Qual fase de transição de seis anos, qual discussão pública, qual escuta dos cidadãos que lidam com o assunto no dia-a-dia, qual consideração pelos professores, especialmente os do Primeiro Ciclo e os de Português... qual QUÊ!!
Está decidido: antes de abandonar de forma inglória o poder, os nossos desgovernantes de fatinho do Rodeo Drive decidiram, em mais um apressado Conselho de Ministros, deixar o país ainda mais desgraçado e com um problema extra para as gerações vindouras: o Acordo Ortográfico será generalizado e imposto no nosso sistema educativo, já a partir do próximo ano lectivo ( ou será "letivo"?) 2011-2012, dando o "fato" por consumado. E " 'bora" de ignorar tudo e todos, passando a batata quente a editores e, sobretudo, aos professores, os tais apelidados de "heróis" num muito recente arremedo eleitoralista e desavergonhado!
Com certeza, como no caso do tgv e de outras negociatas, será mais um caso de pressões económicas no qual uma fatia do nosso país, neste caso a Língua e a sua herança cultural, é entregue de bandeja.
Já está também na calha e a sair do forno ministerial, sem querer que passe pelo crivo (embora fraquito) da Assembleia da República, a assinatura por Portugal do tratado de Londres, que excluirá a Língua Portuguesa como língua de registo de patentes. Vamos! Força! Ainda faltam mais uns pedacinhos de Portugal por esfarelar nos próximos meses!
E o povo assiste pasmo e impávido...

quarta-feira, dezembro 01, 2010

É dentro de cada um que começa a Restauração e a Revolução

(foto (c) Margarida Alegria,25-4-2010)
Eis então mais um feriado. Como de costume, uma boa parte do povo português desconhecerá o motivo, mas o que conta é mais um dia para ir ao shopping, um dia tão bom de solzinho e cafezinho,parafraseando os Da Weasel. Não posso neste momento desfrutar de nada disso, mas restam-me algumas forças para deixar aqui algumas reflexões sobre a data, tentando descobrir focos de Esperança por entre a tonelada de problemas, de angústias e de desilusões diárias que nos oprimem. Já o nosso iluminado "Arrebenta" nos deixou aqui à mostra,em post anterior a este, os despojos de "liderança de fancaria" que sobram no mundo após tantas tantas e sofridas revoluções. Por isso, estando quase tudo dito,vou centrar-me apenas no distante 1 de Dezembro de 1640 e, como referi, reflectir sobre o que podemos hoje aprender com o que aconteceu.
Estávamos então sob o jugo do Reino de Espanha, após o desaire megalómano de Alcácer Quibir, a viver a nossa vidinha "muito quentinhos"(?) quando surgiu na cabeça de D. Luísa de Gusmão,sob o seu empolado penteado,a ideia peregrina de aproveitar a distracção dos castelhanos com os rebeldes lá pela Catalunha e empurrar o seu filho João para a Restauração da independência de Portugal. D.João, futuro João IV, era um melómano de artes várias e só queria que o deixassem em Paz, para se tornar um compositor famoso. Mas o dever maior de amor à pátria lá o desencaminhou: largou o seu egocentrismo e vai de tomar o Paço com poucas dezenas de homens, de se tornar guerreiro em batalhas várias, de tirar o Miguel de Vasconcelos do armário (?!-- no sentido antigo da expressão, atente-se...) e de o "defenestrar" (dos poucos termos eruditos que ainda sabemos interpretar, graças a esta imagem pitoresca da nossa História), enfim... tudo o que mais se seguiu.
E que resta disso, perguntamos? Há quem diga que mais valia terem ficado todos quietos, que estariamos melhor hoje todos espanhóis. O Iberismo debate-se desde então e talvez hoje tivessemos mais um compositor (mediano? excelente?) na História Mundial e menos um país (mediano? caduco? indescritível?...) no Mapa. Entre razão e coração, confesso que não consigo ter opinião definida sobre esta questão. Mas acho que tenho algumas sobre o poder da Revolução(..ão ...ão..ão).
Assim : acho que mesmo uma revolução colectiva parte sempre de vontades e gestos individuais,ou seja, a revolução começa em cada um de nós. Foi uma decisão e gesto de altruísmo e abnegação individual que levou a ser rei quem não queria ser rei, foi a decisão e a coragem individual de cada um dos Conjurados que levou a Restauração em frente. Claro que depois seguiram-se logo os oportunismos variados, mas o gesto de liberdade autêntica começou daí e não é aos Conjurados que deveríamos reverter as culpas.
Assim acontece com cada um de nós, cada vez mais estou convicta. Ansiamos todos por mudança: neste momento especialmente por algo que mude para melhor o nosso país e o desvie do famoso Abismo; desejamos que algo se inverta no Mundo , nesta destruição paulatina e cínica dos direitos sociais que haviam sido conquistados no século XX, queremos um mundo melhor onde o poder do dinheiro e outros poderes tiranos não prevaleçam.... mas esquecemo-nos daquilo que CADA UM pode fazer, por sua opção corajosa, daquilo que cada um também se pode recusar fazer para que toda uma sociedade não se veja a compactuar com este estado das coisas.
Por isso a verdadeira Revolução é muito difícil, pois é a que exige mais coragem, menos egoísmo, mais honestidade e maior sentido de justiça : a revolução dentro de cada um de nós, dentro (e já sei que vão achar pirosa a expressão!) do nosso próprio "coração", dentro da nossa vida. Como posso clamar por justiça nacional e mundial se for injusta com aqueles que contacto diariamente e que fazem parte, mal ou bem, do meu próprio pequeno mundo? Como posso pedir coragem aos outros não a tendo? Como posso exigir altruísmo aos outros sendo egocêntrica? Como posso clamar contra os abusos de poder na sociedade, quando nos meus próprios poderes pessoais por vezes ajo de forma tirânica,cruel e absolutista? Eu sei que é difícil, pois é batalha que tento travar diariamente e tantas , tantas vezes não consigo vencer, pedindo ou não tréguas, mas sei que é o único e primeiro caminho que fortalece todos os pilares ideológicos que me possam sustentar.
Cada dia que passa, temos que nos Restaurar a nós próprios, dando a hipótese de sermos "Independentes" de conquistar passo a passo a nossa própria Liberdade, que mesmo socialmente já se viu que não pode ser imposta de fora para dentro. Eu quero a minha própria Restauração e por isso tenho de me revolucionar a cada momento, para conseguir a Restauração da Liberdade e da Democracia no País e no Mundo.
Eu devo isso ao mundo e sobretudo a todo um caminho da Humanidade que me trouxe, melhor ou pior, até ao momento em que vivo. Devo-o não só aos meus pais e avós directos mas também a todos os desconhecidos e/ou "famosos" que largaram os seus egoísmos para lutar pelos direitos Humanos e por uma vida melhor. Devo-o a todos os que tenho a felicidade de compartilharem um pouco da vida comigo: devo-o à minha família --que me criou(beijos!),-- aos meus amigos-- que me "educam" todos os dias(abraços!)--, aos bons colegas de trabalho("passou-bem"!), aos bons vizinhos (boa tarde!)e também aos desconhecidos que me fazem pensar, no dia-a-dia, com os seus gestos de solidariedade ou com as suas palavras ocasionais, só aparentemente banais.
Bem, isto tudo pode parecer muito "ideia feita", muito revisto, muito´"lírico", muito "utópico" e romântico e se calhar é mesmo, mas não é lírica e Romântica por natureza toda a Revolução verdadeira? E a Utopia só é ficção porque temos medo de a viver e tornar real. Agora, querem que o que vemos em nosso redor continue a degradar-se desta forma célere? Ou querem mesmo resistir a esta vergonha universal, querem mesmo restaurar a Liberdade querem mesmo uma verdadeira Revolução que não descambe rapidamente em poderes corruptos e injustiça? Então "revolucionem-se"!
Como já acabei por dizer mais do que contava, seguem-se apenas umas citações que seleccionara, para meditarmos sob este solzinho de Inverno ou no calor do lar, todas de pessoas mais abalizadas que eu em matéria de poder, de paz e de revolução. São variadas, talvez sejam até contraditórias e/ou se completem, mas isso acontece porque partem de pessoas diferentes, que deram o seu contributo individual para a Humanidade.
Um bom resto de feriado a todos!
"Alergia"
Citações:
--"Guerra é apenas uma fuga covarde dos problemas da Paz." Thomas Mann
--"A verdadeira revolução acontece quando mudam os papéis e não apenas os autores." Gilbert Cesbron
--"Os poderosos poderão matar uma, duas, ou até três rosas, mas jamais poderão deter a Primavera." Che Guevara
--"Todas as revoluções se evaporam, deixando para trás apenas a lama de uma nova burocracia." Franz Kafka
--"Se quiser pôr à prova o carácter de um homem, dê-lhe poder." Abraham Lincoln
--"Mesmo no mais alto trono do mundo, estamos apenas sentados sobre nosso rabo." Montaigne
--"O poder só sobe à cabeça, quando encontra o lugar vazio.", Ciro Pellicano
--"O amor pelo seu país é algo esplêndido. Mas por que é que o amor tem de terminar na fronteira?" Pablo Casals
--"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer." Geraldo Vandré (da canção "Para não dizer que não falei das flores")
--"Não existe um caminho para a Paz. A paz é o caminho." A.J. Muste

segunda-feira, novembro 29, 2010

Irlanda | Professores a trabalhar de graça

Work for free’ says government to unemployed teachers and other school staff
Date: Mon, 2010-11-29 21:20

Having announced their decision to sack 1,200 teachers and an untold number of Special Needs Assistants last week, the government has swiftly followed it up with a plan to make unemployed teachers and other school staff work for free.

“Schools will be able to employ teachers and other staff without paying them as part of a FÁS work experience programme…” says the RTE website this evening. But since when does ‘employment’ come without payment? Unless it’s slavery we’re talking about.

The newly-announced scheme will, according to Minister for Education & Skills Mary Coughlan, “assist people who are unemployed to keep their skills current and gain valuable work experience”.

Unemployed people will be “offered the chance” to work for up to 40 hours per week and up to 9 months in the year. This government really are taking the piss. It’s only a tiny step from here until people are being told they have to do to retain their paltry dole money.

Sack people, then ask newly qualified graduates to do their job for free. And what do the unions say? Well - The Association of Secondary Teachers Ireland (ASTI) says the scheme “should not exploit those participating”. Think they’ve missed something – surely any union should see that working for nothing is already exploitation. The Irish National Teachers Organisation (INTO) has been equally lily-livered in its response. As of yet the Teachers Union of Ireland (TUI) don’t seem to have anything to say.

Union members need to take the initiative on this. The scheme can only happen with our co-operation. It’s got to be opposed on every level.

WORDS: Gregor Kerr

Imagem daqui

Se o seu inglês for técnico, vá ali, cole o texto e leia : /