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domingo, outubro 09, 2011
sexta-feira, junho 10, 2011
Momento Musical/Anedota do Dia-New Philosophy (Original)
A música só está pelo título (mas se virem bem, a ortografia toda à novo Acordo Ortográfico e à "Technician Inglish" da imagem está bem adaptada).
O que interessa é relatar a anedota-bomba do dia, para que o homem ande sempre nas bocas do mundo. E para, neste caso, além da outra alternativa de ir para o Brasil a convite da Presidente Dilma, ver como o nosso José não se perde e bem pretende pôr-se a milhas do Portugal que deixou esburacado. Por essa razão dos buracos e não só, suspeita-se. Faz capa amanhã(quer dizer, hoje, dia 10) no semanário "Expresso":
O que interessa é relatar a anedota-bomba do dia, para que o homem ande sempre nas bocas do mundo. E para, neste caso, além da outra alternativa de ir para o Brasil a convite da Presidente Dilma, ver como o nosso José não se perde e bem pretende pôr-se a milhas do Portugal que deixou esburacado. Por essa razão dos buracos e não só, suspeita-se. Faz capa amanhã(quer dizer, hoje, dia 10) no semanário "Expresso":
Está bem visto... por cá quase aboliu essa disciplina no secundário... e ir para alguma Sorbonne soa mais chique, dá mais currículo. E, estando lá, pode estar concentrado e entregar os trabalhos em mão... e o diploma sai tranquilamente à semana...
Leram bem, amigos! PARIS, o- la- la!
E FILOSOFIA! Sim! Assim que falarem do seu homónimo da Antiguidade, talvez proteste e queira cobrar direitos de autor... Ou dará a sua assinatura a obras apócrifas que alguém escreva em nome daquele, umas novas tiradas filosóficas todas chorosas e brilhantes de azulejos de cozinha...Ou será antes para aprofundar os estudos sobre Maquiavel e tentar entender o que falhou...
E em Paris não há Rodeo Drive, mas as lojas dos Campos Elíseos e do 16º Arrondissement são altamente chiques... Porreiro pá!
(Entretanto outros ficam a tentar compor a desgraça, sobretudo nós, contribuintes, a pagar as contas deixadas na caixa do Correio de Portugal)...
Leram bem, amigos! PARIS, o- la- la!
E FILOSOFIA! Sim! Assim que falarem do seu homónimo da Antiguidade, talvez proteste e queira cobrar direitos de autor... Ou dará a sua assinatura a obras apócrifas que alguém escreva em nome daquele, umas novas tiradas filosóficas todas chorosas e brilhantes de azulejos de cozinha...Ou será antes para aprofundar os estudos sobre Maquiavel e tentar entender o que falhou...
E em Paris não há Rodeo Drive, mas as lojas dos Campos Elíseos e do 16º Arrondissement são altamente chiques... Porreiro pá!
(Entretanto outros ficam a tentar compor a desgraça, sobretudo nós, contribuintes, a pagar as contas deixadas na caixa do Correio de Portugal)...
:((((
Como ontem para os seus correligionários, talvez as suas últimas palavras para todos nós portugueses, antes de partir, sejam: "ADORO-VOOOS!" (... seus portugueses totós apáticos, graças aos quais pude fazer o que bem me apeteceu...--- acrescentará entre dentes. Mas isso, só algum guarda-costas ouvirá e guardará para si até um dia poder contar aos netos e/ou puder escrever um livro para ganhar umas massas).
"Alergia"
(que começa a ficar alérgica a quem diz "adoro-te/vos" a torto e a direito, só porque fica "fixe")
sexta-feira, maio 27, 2011
O regresso do Cavaquistão, ou a Portugalia Monumenta Pornographica
Imagem do Kaos, com dedicatória de parabéns, aos 26 anos, feitos hoje, de um dos mais brilhantes criadores desta miserável terra
Hoje, venho para escrever um texto que vai chatear muita gente.
(Domingos)
Paciência, e começo já por uma fábula de La Fontaine dos tempos modernos.
Era uma vez uma festa de aniversário, em que um grupelho de gente, que se achava país, mas mais não era do que um ajuntamento mal afamado de pessoas, combinou ir fazer um jantar de aniversário. Como vocês sabem, os jantares de aniversário têm várias etapas protocolares, umas boas, e outras menos boas, do tipo da do Obama a gaguejar, enquanto tocava "God save the Queen".
Uma delas passa pelo aniversariante chegar sempre atrasado, para permitir que as pessoas incompatíveis, que se vão sentar à mesa, se tratem como a água e o azeite, e se afastem, antes de estragarem a festa. Consequentemente, há quem chegue primeiro, e comece a pedir whiskies e martinis, gins tónicos e essas pequenas coisas, baratíssimas em qualquer restaurante, ou multipliquem as entradas, os carpaccios, as amêijoas à bolhão pato, os presuntos de parma, e há sempre uma ansiosa, que está de três meses e desejos, que quer 1/4 de Dom Pérignon, para ver se é tão bom se diz, ou ouviu dizer. Entretanto, como se sabe, já começam a chegar aqueles que se guardaram da fome o dia inteiro, para se desforrarem à pala do orçamento dos outros, e querem logo começar a pedir pratos.
Há dois tipos de pessoas nestas mesas, as do estado social, que pedem os pratos mais baratos, porque já sabem que aquilo vai sair da carteira de todos, e que nem todos têm a carteira recheada da mesma forma, e as outras, que vão sempre para o prato mais caro, já que aquilo, por norma, irá sair dividido pelos restantes, que devrão alombar com a crise.
Isto é só a primeira metada da fábula, porque, entretanto, ao chegar o aniversariante, já os martinis e os gins se multiplicaram, e os gulosos do primeiro prato já estão a contabilizar, e a enfardar, o segundo.
O álcool, como Manuel Alegre sabe, é como as cerejas, e, a meio do banquete, já toda a gente se adora desde sempre, adorará para sempre, e retoma memórias do tempo em que Saddam Hussein era o Herói do Ocidente. É este o tempo dos retardados, quando começam a abancar os que tiveram atrasos, engarrafamentos, mentiras de última hora, ou vêm só para a sobremesa, para poder manter a linha... da carteira.
Não sei quanto tempo pode durar esta fase, liguem vocês o cronómetro, e façam contas, porque eu sou péssimo delas, e nelas, mas, no final, quando a parábola entra na euforia descendente, e os casais se levantam, porque amanhã é dia de trabalho, ou têm uma goela aos berros em casa, só deus sabe se não tornada já em Maddie, e os solteiros têm uma queca marcada para de ali a meia hora, e começa alguém a dizer que é preciso fazer contas, e os empregados a forçarem com as luzes que se apagam, e, nestes entretantos, toldados pelo etílico, como o Ruben de Carvalho, antes das Assembleias Municipais de Lisboa, enfim, nestes entretantos, descobre-se que muita gente já deu à sola, e só ficou à mesa, sentado sob o olhar feroz do gerente, um grupo de palermas, que acabará por arcar com a conta inteira.
Suponho que não tenha sido exagerado no que narrei, pelo que passamos à analogia, e, depois, ao lado científico da coisa.
O início deste jantar chamou-se Cavaquismo, em que a Europa nos enchia de milhões a fundo perdido, milhões para melhorar habilitações, para melhorar especializações, para erradicar analfabetismos, para melhorar vias de comunicação rodo e ferroviárias, para criar infraestruturas, para abrir o País ao exterior, tornando competitivas as exportações, e dando espaço para que as nossas pequenas maravilhas agrícolas, vinícolas, artesanais, industriais e cerebrais se tornassem visíveis na Comunidade Europeia. Os homens que iam pescar na Terra Nova voltariam mais depressa, e com pescado para colocar, qualidade demarcada, nos novos mercados europeus. Os nossos génios inventivos já não teriam de penar ver as suas brilhantes ideias roubadas e patenteadas por outros, por falta da miserável quantia de as poder registar a nível mundial. O queijo da Serra teria mercados mais vastos e certificação, através de poderosos investimentos seletivos. Os portos de Portugal, assim como os seus estaleiros, iriam passar a praticar taxas altamente competitivas, tornando as primeiras costas da Europa uma atraente zona de passagem para o resto da Europa, acessada por uma teia viária excelente, barata, e acompanhada por uma rede de alta velocidade, que nos ligasse aos consumidores do Centro e Norte da Europa. Que tal colocar os nossos melhores vinhos, em seis horas de viagem, nos seletivos armazéns de Paris, Londres, Milão e Bona?... Magníficas universidades, a lançar nos mercados europeus crâneos poliglotas, doutorados em áreas de ponta, e todas as editoras recauchutadas e aliadas com o mercado brasileiro, para fazer ecoar as nossas melhores vozes da escritas nos escaparates das capitais onde ainda se lê. Um calçado excelente, e parcerias de modelismo e moda, capazes de criarem marcas rivalizadoras com as Lacoste, as Boss e as Armani. Os cristais da Stephens e da Marinha Grande melhorados, e os nossos tecidos a monopolizarem as procuras dos maiores estilistas mundiais. Uma rede informática a ser desenvolvida a alta velocidade, a par com a pesquisa euroamericana, e os nossos excelentes litorais a serem explorados por cadeias portuguesas de turismo de alta qualidade e preço acessível, para turistas de classe média e alta, da cansada Europa, e, ah, sim, a recebermos o melhor do intercâmbio da juventude, tornando Portugal uma referência incontornável nos lazeres dos outros povos trabalhadores. Urânio, Ferro, Volfrâmio, Ouro, Prata, Estanho e Lítio, sim Lítio, com pesquisas internas, para saber onde está o nosso petróleo, e grandiosas centrais de energia eólica e solar, unidas com o geotérmico das ilhas, com forte aposta no biodíesel.
A Europa sonhava alto com o progresso de Portugal, mas estava enganada, porque Portugal, recém saído das mãos do FMI, estava a ser governado pela maioria absoluta de uma das mais estúpidas, retrógradas, atrasada e cega ao rumor da contemporaneidade, criatura, que conhecêramos. Era um Salazar sem virtudes, cuja corte de medíocres nos fazia ressaltar, um passo em frente, e dois atrás, até ao fundo da Cauda da Europa.
Chega de lamúrias históricas, e vamos ao pragmatismo: não tenho acompanhado, senão com náusea, aquilo a que vulgarmente chamam a "Campanha Eleitoral", aliás, a campanha eleitoral é um mero pretexto para vadiar as coisas do costume, com os intervenientes da pura saturação, e vamos começar a provocação:
O Sr. Sócrates destruiu a Agricultura de Portugal?
O Sr. Sócrates destruiu os estaleiros navais de Portugal?
O Sr. Sócrates fechou as minas de Portugal?
O Sr. Sócrates fechou a Indústria Têxtil de Portugal?
O Sr. Sócrates desmantelou a rede ferroviária nacional?
O Sr. Sócrates atrasou 20 anos a ligação dos centros portugueses à alta velocidade europeia?
O Sr. Sócrates abateu a indústria pesqueira dos portugueses?
O Sr. Sócrates criou cursos fantasma, onde os "formadores" se abotoavam com os dinheiros da formação e davam "diplomas" sem saída?
O Sr. Sócrates permitiu que cadastrados, como Cardoso e Cunha, chegassem a Comissários Europeus e Esbanjadores da Expo-98?
O Sr. Sócrates reduziu o Teatro nacional a lixos La Feria?
O Sr. Sócrates deixou que o Vinho do Porto passasse a ter a etiqueta "Made in California"?
O Sr. Sócrates deixou que o país se cobrisse de eucaliptos, após o abate sistemático de oliveiras e sobreiros?
O Sr. Sócrates criou um sistema de escravos clandestinos, que vinham, em forma de pretos, cobrir o país de betão, para depois serem lançados porta fora, ou em guetos cheios de ódio e desintegração social?
Foi o Sr. Sócrates que impediu que Leonor Beleza fosse julgada, como em outros países se foi, por contaminação voluntária, ou involuntária, de doentes, com HIV?
Quem permitiu que uma "reforma fiscal" criasse um monstro financeiro, equivalente à Fraude Madoff, e chamado BPN?
Quem deu imunidade, e impunidade, a gente como Valentim Loureiro, Ferreira do Amaral, Mira do Amaral, Dias Loureiro, Duarte Lima, e aos pedófilos Eurico de Melo e Valente de Oliveira?...
Foi o Sr. Sócrates?...
Não, o Sr. Sócrates só chegou no fim do jantar, sacou a sua parte, e, quando pediu a conta, verificou que o Cavaquismo e arredores tinham sabotado o terreno para lá de tudo o que era possível. Era uma conta astronómica.
Culpem, pois, Sócrates do que é culpado, e assaquem as responsabilidades a quem antes o pôs em tais lençóis.
É bom que o FMI tenha voltado, no tempo da criatura que mais o temia, Aníbal Cavaco Silva.
Quando a organização internacional se sentou e pediu para ver as contas, não deverá ter percebido como se podia ter criado tal abismo salarial entre as bases, trabalhadoras, horas infinitas, de tarefas inúteis, num país sem agricultura, indústria, pescas, minas, nem nada que se pudesse exportar, e as cúpulas, miseráveis, sem habilitações, autocontemplativas, estranguladoras e sufocadoras de qualquer iniciativa, mas banhadas em dinheiro.
Sim, não era possível cortar salários a quem já os tinha os mais baixos da Europa, não era possível atirar com bombas de impostos a quem já tinha uma das mais barrocas cargas fiscais do tecido do Espaço Comum. Que fazer a um povo que não contraiu uma dívida, e está a ser vítima de uma dívida contraída por uma corja que viveu muito acima das suas possibilidades e das possibilidades dos restantes?... Por que é que em Portugal não havia um único culpado deste descalabro preso?... Por que é que identificados os madoffs, aind aestavam todos em Cascais, nas suas fortalezas de luxo?... Onde paravam quase trinta anos de fundos de reformulação de um país atrasado legado por Salazar, que agora estava atrasado, e legado por alguém que não assumia essa responsabilidade?... Como se podia circular num pais onde as estradas violavam todas as regras da segurança, e tinham custado dez vezes mais do que em qualquer lugar do Mundo?... Como era possível ter existido uma suspeita pedófila sob todo o Estado, e haver cinco gatos pingados a pedirem para ser indemnizados, pelo seu nome estar... sujo?... Como é que circulavam, nas estradas de um país que não produzia nada, tantos carros topo de gama?... Como é que havia tantas casas de luxo, num país sem mercado industrial, nem qualquer pretensão a praça financeira de referência?... Por que é que Portugal era, impunemente, a principal porta de entrada de tráfico de droga, de clandestinos para a prostituição, de armas e de combustíveis radioativos?...
Quem é que, afinal, governava Portugal, ou, em Portugal, o Estado estava entregue a si mesmo?...
O Sr. Sócrates, por quem nunca nutri grande admiração, apareceu no fim deste repasto. Quem construiu esta aberração foi um provinciano, chamado Aníbal Cavaco Silva, que traiu o seu País, o seu Partido e a nossa história coletiva. Em qualquer outro país civilizado, teria sido chamado ao banco dos réus da História. Em Portugal, uma vergonha europeia, foi eleito com 25% da população deste "país", à beira da Bancarrota, de que ele foi pai e avô... "Presidente da República"...
É, portanto, a estes estranhos 25% que este texto se dirige, considerando os restantes meros assistentes, e vítimas, de um ato público de agressão, à sombra, e a pretexto de um escrutínio: estas mesmas pessoas, que tanto acreditaram na credibilidade, e "hònestidàdë", do homem que destruiu Portugal, devem, agora, dar-lhe um braço amigo que o apoie, nos tempos difíceis que se avizinham. Estes 25% de Portugueses, as forças vivas do país moribundo, devem, pois, reeleger José Sócrates, para que ele possa apoiar o seu padrinho de Boliqueime, mas eu, aqui, estou a desviar-me da violência do texto, que quero retomar: Passos Coelho, que não representa ninguém, mas à sombra do qual se recomeçaram a perfilar as piores sombras do Passado, que pense no seguinte: de cada vez que forem desenterrar um cadáver mal condenado do Cavaquismo, os Catrogas, as Belezas, os Loureiros, os Cadilhes, o anão discípulo de Eurico de Melo, e lhe o puserem ao lado, estão a desencadear, em certas gerações que foram trituradas pela destruição do PSD, do País e da nossa Esperança, as mais amargas memórias. O Cavaquismo não é alternativa a nada: o Cavaquismo é um período que deveria ter tido direito ao seu Julgamento de Nuremberga, e não teve, e, se há Sócrates, é porque já tinham sido instaladas, pelo Cavaquismo, as mais sólidas raízes para o seu eclodir. o Sr. Passos Coelho tem de decidir, de uma vez por todas, se é o candidato do regresso do Cavaquismo, ou do chamado Partido Social Democrata, porque, as dívidas públicas e os desempregos não se tornam astronómicos em 6 anos; o descrédito mundial, sim, quando os emprestadores se questionam "para quê emprestar a uma gente que, quando recebeu de graça, foi, durante décadas, incapaz de acautelar o seu futuro?..."
Aníbal Cavaco Silva governou, ou governou-se, ou deixou que uns tantos se governassem, sempre convencido de que saltaria do barco no momento do naufrágio: Teve azar: 25% de pessoas que não pensam, ou que estavam tão chocadas com ter Presidenciais onde havia uma sanita e dois bidés, por esta mesma ordem, Cavaco, Alegre e Nobre, atrelaram-no, de novo, à nossa demência histórica. Acho que fizeram bem. Devem, pois, completar o par, e sentar à mesma mesa quem consumiu, e quem ficou, no fim, para pagar, ou seja, o Sr. Aníbal, mais o seu insuportável Zé, de Vilar de Maçada.
Pelo que escrevi, devem perceber que encaro o 5 de junho como uma réplica do horror de 25 de janeiro, com algumas oscilações, mais radiotividade e imprevisíveis tsunamis: José Sócrates é a figura forte e ressuscitada, e tira-lhe o chapéu quem tanto o combateu; Passos Coelho é o joguete de gente que o trucidará caso, mal, perca; Portas representa a tal terceira via, que provocou descalabros nos espetros eleitorais da Europa, e espero que o faça; o PCP ensimesmou-se, e pagará por isso, e o Bloco de Esquerda vai ver algo parecido com outra fábula, a da cigarra e da formiga.
Pelo meu discurso, já perceberam onde não vou votar, mas ficam sem saber onde votarei. Como disse, adoraria ver a cara saloia de Cavaco a ter de dar posse ao Sócrates que traiu, há dois meses. Uma coisa rápida, assim, do estilo do ganha um dia, e no dia seguinte já não ganha, só para ver a cara do outro. Será um cenário penoso, como penoso seria que Sócrates perdesse, e tivéssemos um Governo, uma Maioria, um Incontinente.
Com o meu voto, tentarei ainda tornar este cenário mais penoso, para o espetro de Belém.
Espero que, com o vosso, façam exatamente o mesmo, ou pior, se para isso tiverem imaginação :-)
(Quinteto pr'á desgraça, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Uma Aventura Sinistra", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
quarta-feira, maio 18, 2011
Não é para todos: 78 000 000 000 de broches do FMI, em forma de CNOs, e a 5% ao ano!...
Imagem do Kaos
Toda a gente sabe que acredito mais num diploma de um CNO do que no diploma de Sócrates. No entanto, acredito mais no diploma de Sócrates do que nas dúvidas de Pedro Passos Coelho sobre os diplomas dos CNOs. Mas, quando comparo os diplomas do PREC, reparo que as dúvidas de Passos Coelho, quanto a certos diplomas, são legítimas, já que estamos num segundo PREC. Por exemplo, qualquer diploma comprado na "Independente" é melhor do que o diploma de Durrão Barroso, arranjado, de megafone do M.R.P.P., em cima das mesas da Clássica, o que, curiosamente, faz de Sócrates melhor Engenheiro do que o "Advogado" Barroso, que sabe falar Francês, porque o Livrinho Vermelho, de Mao Tse Tung, proibído (e muito bem), durante a Longa Noite Fascista, tinha de ser devorado em francês. Quanto ao Inglês Técnico de Sócrates, está ao nível de uma bordadeira de Lafões, que saiu CNOízada num Centro de Emprego da área.
Como dizia um velho chavão, "Cultura é tudo o que fica, depois de ter frequentado um CNO", noves, fora, nada, mas a diferença entre os CNOs, a "Independente" e a Clássica, em 75, é que os CNOs são mais recentes, ou seja, é a diferença, como no Egito, entre a Ignorância Antiga, a Ignorância Média e a Nova Ignorância.
Eu, que sou um coração romântico, acho que a competência de uma vida deve ter um atestado de certificação, assim como as bestas da Política, Catroga incluído, deviam ser marcadas com um ferro em brasa, para que, em cada eleição, o eleitor lhe pudesse pedir para baixar as calças, e mostrar se tinha, ou não, o ferrete da ignorância, mas vamos voltar ao estilo Álvaro de Campos: o "Mestrado" Americano da Isabel Alçada vale tanto como o Diploma de Sócrates e como a patente do "Major" Valentim Loureiro, ou, ainda, como o "Doutoramento" de Clara Pinto Correia, há é poucas pessoas a sabê-lo, oooooooooooooooooooh, e o vento lá fora... e foi por estas e por outras, ou seja, por estas permanente oscilações de valores, sem bitola, e num cenário do tudo vale e tudo é possível, que o FMI nos entrou pela porta, um dia, adentro.
Apesar de, como qualquer pessoa normal, odiar FMIs, acho que, agora, quando vamos ter de prestar contas de três em três meses, que o FMI se devia ter instalado cá há muuuuuuuuitos anos, mais concretamente, desde 1985, desde que os Fundos Comunitários começaram a jorrar na Cauda da Europa.
Fazendo contas, se o FMI tivesse vindo então, nós teríamos tido de prestar contas 104 vezes, o que teria impedido a proliferação de marginais como Mira Amaral, Ferreira do Amaral, Miguel Cadilhe, Jo Berardo, Dias Loureiro, Oliveira e Costa, Vítor Constâncio, Jorge Jardim, Rendeiro, Jorge Coelho, Isaltino de Morais, Ferreira Torres, Duarte Lima, Pinto da Costa, Zeinal Bava, Armando Vara, Rui Pedro Soares, Fátima Felgueiras e tantos outros, enfim, todos aqueles que fizeram o melhor CNO de todos, o do Chupismo Comunitário.
O único problema do FMI, como sabem, é aquela tendência atávica para nos pôr de joelhos, em gargantas fundas, como aconteceu com o recente exemplo do seu máximo patrão.
Claro que eu não vou desenvolver a história por aqui, porque seria banal, mas vou antes posicioná-la numa ótica mais complexa, a do tal Socialismo Fabiano, que rege as altas patentes de Bilderberg, os Senhores do Mundo. Como subitamente ficou à vista, quando alguém acendeu, de repente, as luzes, é que o "Engenheiro" Sócrates estava a fazer bem o trabalhinho de casa, que lhe tinham encomendado, como a Europa bem falante toda concordou, deixando, "suddenly", toda a Oposição, exceto Portas, descalça, porque se percebeu que a teatrada que nos vendiam todos os dias era mesmo uma teatrada, quando as entradas eram todas em Karaoke, e, quando o palco caiu, e as personagens desapareceram de vista, só ficou a gravação, de fundo, a correr, altíssima e desamparada.
A gravação de fundo é a seguinte: o Euro tornou-se, em dez anos, uma moeda forte, que enfrenta o dólar com enormíssima facilidade, num momento em que o dólar cada vez mais tem dificuldade de se impor como moeda de referência no sistema mundial de agiotagem. Quando os Franceses quiseram pôr o petróleo a ser negociado em francos franceses, atiraram-lhes para cima maio de 68, que os pôs a rastejar uma década. Quando o Xá quis fugir ao dólar, lançaram-lhes para cima o horror do Islamismo, que bem caro estamos a pagar hoje. Quando Saddam Husseim sugeriu que o petróleo fosse vendido em €, inventaram as armas químicas e um genocídio sem fim. Agora, que, no horizonte, se perfila a força do Yuan, o ataque ao Euro tornou-se tão brutal e evidente que só os ceguinhos da Cauda da Europa insistem em chamar-lhe... "crise".
Sim é a crise de solidariedade entre a metade americana e europeia do Hemisfério Ocidental, que, no fundo nem sempre foi honesta, aliás, raramente o foi, e agora deixou claramente de o ser, com um queniano sentado na Casa Branca, a fazer o papel do Preto.
O Papel do Preto é tal como a história do FMI, que devia ter vindo em 85 e não em 2011: a haver um Obama, devia ter sido no tempo do Martin Luther King, não uma espécie de mestiçagem Benetton, ao gosto de Senis de 68, que aplaudiram o carrasco do seu sistema de comodidades, inaugurado ao longo de longos anos de fundação do Estado Social. Até uma guerra temos agora, na Líbia, e só resta saber onde, quando, e em que escala, virá o 11 de setembro europeu. Obama ficará "zangado" e nós... aterrados.
Esta máquina é poderosa, e gosta de manter os seus atores escolhidos. As sociedades secretas são mesmo assim, e os cadastros não existem, quando há finalismos. Sócrates, decididamente, faz parte da escatologia de Bilderberg, o que quer dizer que, dia 5 de junho, vamos ter uma espantosa surpresa, em cujo estribo Paulo Portas já se pendurou. Cavaco fará as bocas dele, mas resistirá, porque quer acabar o seu mandato rural num estado de Alzheimer que ainda lhe permita distinguir os netos pelo nome.
Costuma dizer-se que há os ventos da História, e há: eles são como as bruxas. A diferença é que, agora, são descarados, e voltamos ao célebre broche de Strauss-Kahn: toda a gente sabia que o homem, como qualquer mente masculina normal, adorava cenas clandestinas de hotel. Até aí, nada de mal, porque os europeus sempre foram favoráveis a esses atos. Os americanos, em contrapartida, à frente de uma das mais dissolutas nações da História, adoram o toquezinho puritano, muito mais do que o toquezinho retal. Acontece que, para mim, sempre que há uma acusação que meta sexo fico logo desconfiado, e sei logo que nasceu dos setores ultraconservadores de quem manda, POR DETRÁS, na América.
É gente que odeia o que eu mais adoro: sexo como arma de subversão e clandestinidade.
Quando quiseram queimar o Assange, também lhe inventaram imediatamente uma "violação" de suecas (!), quando toda a gente sabe que a possibilidade de uma sueca ser violada é igual à de nadar no Sahara. Quanto ao Strauss-Kahn, como dizem os franceses, "on l'a carressé au sens du poil", ou seja, deram-lhe uma cenário para atuar como gostava. Caiu que nem um patinho, diplomado num CNO, ou na "Independente". Reconheceram-lhe as competências em pôr camareiras islamitas de joelhos, e, quando saiu do banho, com o chicote a dar que dar, e a dizer para a gaja, que, obviamente, NUNCA poderia estar num quarto ocupado, como sabe toda a gente que frequenta os hotéis do Mundo, que queria que ela lhe fizesse um trabalhinho de joelhos, passaram-lhe um diploma muito caro, que pode arrastar consigo a unidade da Europa, a sobrevivência do Euro, e o fim da nossa sociedade solidária.
Só a uma cabeça doente, judaica, poderia dar para obrigar uma muçulmana "Ophelia" Famotidina (lindo, parece Shakespeare...) ou, Nafissatou Diallo, ou a puta que a pariu, a fazer um broche :-)
Como isto já sou eu a delirar e a ser pessimista, tudo o que escrevi atrás era mentira: Strauss-Khan andou foi a ler bués blogues e quis ir conhecer pessoalmente, a Rikers Island, Renato Seabra, de quem tanto se falava, e passar alguns dias de cu para o ar, a aviar negrões do Bronx. No fundo, é uma variante, às tediosas reuniões do FMI, e o juro, dizem, é 0%.
Um luxo, bem melhor do que um Porsche, aliás...
(Quinteto da mamada sionista, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Uma Aventura Sinistra", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers", cada vez mais cínico e cético)
domingo, abril 10, 2011
Geração/ões à rasca: afinal "contra" quem estão?-1
Umas horas depois do protesto "Geração à Rasca", muitos comentadores, baseados em imagens filtradas pelas TVs, criticavam aquele movimento, por se ter revelado um protesto meramente anti-governo e...ufff.. (o nome da personagem ainda soa em verberação do tão gritado e alucinado congresso deste fim-de semana)... anti-Sócrates. Permitam-me discordar completamente. E passo a explicar.
Por um lado e essencialmente, quem esteve mesmo em qualquer das manifestações pelo país não terá notado essa insistência no Primeiro Ministro, embora até totalmente justificável. Os manifestantes demonstravam uma angústia para além de tudo isso e a maioria dos cartazes (de que os destas fotos serão das raras excepções) versavam os problemas que afectam os jovens de hoje e os portugueses em geral, que afligem os portugueses que nunca têm voz e também boa parte dos europeus e cidadãos do mundo abalados pela globalização, Eram cartazes sobre a precariedade e os falsos recibos verdes, os bolseiros e os estágios não remunerados, o capitalismo e a corrupção, os políticos sem qualidade e tachistas,a exploração do trabalho, o desemprego, a miséria, os pais que ainda têm de sustentar os filhos sem emprego, pais e filhos que não conseguem ter futuro e emigram... Era esse o desepero e a urgência em falar que brilhava nos olhos, a vontade de finalmente sair à rua em união e sem rotinas de partidos ou sindicatos.
Por outro lado,é evidente que é mais que natural que as pessoas destilem alguma da sua amargura para com a figura que tão omnipresente e sufocante se tornou no país,nos últimos seis anos, mas também em governo anterior como ministro, já aí visivelmente obstinado. Se o cavalheiro tão presente se quis para o País, como salvador, líder-mor do "patriotismo" e da "determinação", modelo de elegância e de atletismo, etc. , não pode agora queixar-se muito que se vire o feitiço contra o feiticeiro e se veja a descer com rapidez a ladeira da fama que tão depressa subiu, ainda para mais com tantas manchas indeléveis no seu passado.
Alguns disseram que era inútil esse alvo da manifestação, tendo em conta que o que( e quem) se prepara para alternativa não é melhor ; e que a crise é Europeia, não tem vilões específicos e por aí fora.
Claro que José Sócrates e Pedro P. Coelho são o que se chama "farinha do mesmo saco"( para já um ainda imaculado quanto à questão do mundo da corrupção e influências), porque provenientes da mesma fábrica de "cromos" políticos que nos andaram a impingir durante as décadas da democracia, para a nossa "caderneta" de "Portugal desenvolvido".
José Sócrates será apenas o mais recente e presente da colecção, o que nos últimos anos nos tem dado cabo da paciência, pois insiste em colar-se-nos aos dedos e aos bolsos.
PPC será a nova edição, revista e de impressão retocada. A mesma colecção ambos, apenas diferentes tipografias.
Foi contra esta tradição politiqueira aliada à especulação financeira e ao clientelismo económico,-- três factores que têm sugado cada vez mais depressa o país e que o tem deixado sem rumo, sem futuro-- que as pessoas sairam à rua nesse sábado: os cidadãos comuns fartos de serem roubados e sacrificados sem piedade, em contínuos anos de crise da qual não lhes apontam o fim.
Foi essa revolta e verdadeiro patriotismo (com o sentido de amor ao País) que vi dominar toda o protesto, todos os depoimentos das mais diversas pessoas, todos que desfilaram de forma ordeira e esperançosa, com um misto de ar grave e de felicidade nos olhos, por verem que afinal o país não está a dormir, que há motivações comuns nos que ali estavam, o sem abrigo ao lado da avó elegante, o humilde pensionista ao lado do estudante, o "gótico" ao lado do professor universitário, a criança aos ombros do adulto--não são floreados românticos, vi essa convivência no protesto.
Foi contra um certo estado de coisas e forma de gerir o país que se manifestavam. Os tais comentadores de bancada não entenderam. Alguns políticos pareciam ter entendido um pouco, mas depressa e de novo tudo esqueceram, entrando o país político de novo no circo da partidarite e da jogatina das listas de eleições, dos congressos de fachada, dos discursos inchados de ar bafiento, das idolatrias dos líderes deslumbrados, do desperdício de verbas públicas em foguetórios, mais influências e clientelas, mais promessas de tachos para uns e novo apertar de cinto para os mesmos, em suma, novo espremer do país até à última gota de dinheiro, de independência... de paciência.
E tudo isso é muito degradante. Por isso, não deixaremos esquecer estes protestos, teimando em que possam dar frutos, quanto mais não seja para que o país não continue a entregar o seu Futuro a pessoas sem escrúpulos e a sistemas falidos e estúpidos. Para que o povo não se abstenha do seu querer, não abdique do seu poder, que é maior do que pensa. Vimos isso escrito, por momentos,nas caras de espanto dos observadores e comentadores, no passado dia 12 de Março de 2011. Depois, disfarçaram e especularam...
"Alergia"
quinta-feira, abril 07, 2011
A queda do Império de Boliqueime, seguido de três matrioskas em forma de Sócrates
Imagem do Kaos
O Império de Boliqueime foi fundado no dia 6 de Novembro de 1985, e terminou, oficialmente, no dia 6 de Abril de 2011, tendo durado, de facto, 26 anos, ou, mais corretamente, 9000 trezentos e tal dias e algumas noites de pesadelo. Comparado com o Salazarismo, podemos dizer que se manteve de pé, grosso modo, meio Estado Novo, mas com um aspeto de ainda mais velho, indigno de qualquer país dos séc. XX e XXI.
Os seus marcos fundadores foram a saída do FMI e a reentrada do mesmo.
No início era o Cavaco, ainda só bimbo, e no, fim, também lá estava, mas já bimbo, e senil.
No seu período máximo de expansão, as suas fronteiras chegaram ao Rio de Janeiro, com a execução de Dona Rosalina, às Ilhas Caimão, onde estavam os "off-shores" de toda a canalha, à Líbia, onde Duarte Lima tinha negócios, à Costa Rica, de Dias Loureiro, à Venezuela, dos amigos de Sócrates, e a Cabo Verde e Angola, onde todas as pessoas decentes iam fazer o que já não podiam fazer na Europa. Era o Império onde a Corrupção nunca se punha. A sua moeda oficial era a Má Moeda, tendo o Banco Central abdicado da designação de Banco de Portugal, para se chamar Banco Português de Negócios, e os seus habitantes, de acordo com a Historiografia, eram designados por Valentes Filhos da Puta. O Regime oficial era a Plutocracia Saloia, fundada por Aníbal de Boliqueime (primeiro reinado, 1985-1985), mantido pelas regências de António Guterres, Durão Barroso, Santana Lopes, Sócrates, e o regresso de Aníbal de Boliqueime (segundo reinado, "os cem dias", janeiro de 2011-abril de 2011)
O Sr. Aníbal entrará para a História como o cobarde que passou uma rasteira a Portugal, depois de o FMI cá ter estado, e como o cobarde que estava na sua marquise, quando o FMI voltou a ter de ser chamado. Como, em 1640, o traidor Miguel de Vasconcelos, precisava, não de ser defenestrado, mas... "desmarquisado".
As riquezas do Império de Boliqueime foram adquiridas com a destruição da Agricultura, da Indústria, das Pescas e a forte aposta nas importações, que tornaram o Império de Boliqueime o espaço mais liberal de importação de todos os subprodutos do Espaço Europeu, incluindo produtos de classe VIP, como a Coca, o Plutónio, e as moças que trabalham para as casas de perna aberta do Sr. Pinto da Costa.
O contributo do Império de Boliqueime para as grandes figuras da História foi muito vasto: La Feria, o nosso Shakespeare; Diogo Infante, a nossa Sarah Bernardt; Dias Loureiro, o Madoff lusitano; Zeinal Bava, o nosso Ghandi; Leonor Beleza, a Condessa Drácula; Armando Vara, o afonso henriques das fundações; Tomás Taveira, o Le Corbusier português; Renato Seabra, o "ripper" da Lusitânia; Jaime Gama, a nossa Catarina, a Grande; Carlos Cruz, o Gilles de Rais, da RTP; a família Horta e Costa, todinha; Jardim Gonçalves e arredores e uma autêntica lista telefónica que não me apetece descrever aqui.
Quando o FEEF, ou que merda é essa, cá vier para resolver os problemas financeiros, e descobrir que o Império de Boliqueime não assentava em ECONOMIA NENHUMA, e vivia de fluxos virtuais entre "off-shores", vai ser complicado, porque vai ter de escavar tudo, desde Alves dos Reis, aos vestígios do Ultramar, aos Ouros e Diamantes do Brasil, às especiarias da Renascença, à pilhagem dos Mouros, da Idade Média, e ao dote da Dona Urraca, e vai ser fantástico, porque alguém vai ter de explicar a alguém como é que se pode viver 900 anos, sem fabricar nada, e permanentemente a parasitar os outros.
Não sei se os sustos têm juros, mas o susto deles vai ser aterrador.
A Carrilha, essa pederasta rebarbada, anda em bicos dos pés, a pedir que lhe dêem qualquer coisinha, e pode ser que os "skinheads" a usem, para afinar as armas de tiro de precisão, que, cheira-me, vão começar a campear por aí. Eu, intelectual, estou à margem, mas adoro estar em balcões de espetáculos, onde os facínoras são esquartejados na arena. São as minhas touradas privadas. Para a geração à rasca, que tanto queria ideias, aqui vai mais uma: fazer a listagem completa dos gajos que arruinaram Portugal. Os que ainda estão vivos transitariam para mortos, e os que já estão mortos, seriam desenterrados, para serem ardidos no pelourinho dos Távoras.
Vou terminar com Sócrates, que teve o azar de ser o último grão-vizir do Império de Boliqueime: tirando o período pré socrático, em que ele tinha a oficina de automóveis, a Sovenco, com o Vara e a Fátima Felgueiras, e a Dona Adelaide lavava escadas, conheci três Sócrates, o primeiro, o mentiroso absoluto; o segundo, o mentiroso relativo, e este, de agora, o resistente demitido, que durou uma semana. Talvez tenha sido o único momento em que senti alguma ternura por ele, pela teimosia se ter confundido com patriotismo. Ele, como o cabrão de Boliqueime, sabem que quando vier a auditoria externa, os alemães, quando puxarem os cordelinhos todos, vão dizer, como Hitler, "ich bin vom himmel gefallen", e não vão acreditar que, num retângulo tão escasso, se tenha montado tal densidade de teia de corrupção e interesses. É evidente que isto é cozinhado de fora, que a América nunca suportaria uma moeda mundial que competisse com o dólar, e, sobretudo a Grande Israel, habitando os apartamentos palacianos de East Upper Side, que decidiu que a Europa poderia colapsar, dando-nos cenouras tão grandes como um escarumba deslumbrado com a cor da própria pele, e que vai agora dar lugar ao Trump e à Sarah Palin, para mostrar em que estado de desgraça está a outrora nação mais próspera do Mundo. Até com a guerra na Líbia, os queridos, nos presentearam.
Por cá, espera-se um consenso alargado e uma unidade nacional: Dona Adelaide voltará a lavar escadas, Maria Cavaca a levantar bainhas de calças, uma cerzideira, como dizia a minha avó; a Câncio bordará bandeiras multicolores de desfiles "gay" e a Bocarra Guimarães seguirá as pegadas da mãe, que tantos desmanchos fez, a gente séria, enquanto enfermeira do Santa Maria, para que, de aqui a 100 anos, nós possamos, de cabeça erguida, retomar o pelotão da frente do "pügrèsso".
Entretanto, façam como eu: vão para a janela, e tentem ver o solzinho a dançar!... :-)
(Quinteto da queda de Boliqueime, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", no "Uma aventura sinistra", e em "The Braganza Mothers")
quarta-feira, abril 06, 2011
PM em demonstração prática das prioridades para o país!José Sócrates apanhado em Directo preocupado com a sua imagem
Só um comentário, em estilo de pergunta de resposta múltipla.
Complete a frase do orador com a hipótese mais adequada.
..."Como é que eu fico melhor a olhar para os... hã...":
a) simpáticos operadores de câmara;
b) portugueses;
c) ignorantes que me elegeram;
d) os pobres totós que estão a pagar os buracos da desgovernação;
e) outros ,,,, (quais? complete a gosto)
domingo, março 27, 2011
sábado, março 26, 2011
Destaque para o Ramiro em 'O Português deles. Mais disparates linguísticos'
Clique na imagem (a original é dali) ou aqui para aceder ao texto recomendado ; )
(...) O querido líder [Sócrates] tirou a licenciatura a um domingo na defunta Universidade Independente. Renato Sampaio, pela maneira como escreve, parece ter tirado a 4ª classe num dia feriado. (...)" (Ramiro Marques)
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Entrevista | Henrique Neto: Sócrates devia demitir-se
"José Sócrates devia demitir-se já da liderança do PS”
Histórico socialista defende que actual Governo cometeu muitos erros e que o primeiro-ministro já se devia ter demitido há mais tempo. Em nome do País, apoia um acordo alargado. Com Seguro à frente do partido.
Por: Janete Frazão / João Pereira Coutinho
sexta-feira, março 25, 2011
"jogo político eleitoral que ultrapassa todas as regras"? Olha quem fala ...
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| Imagem mega.fm |
(Boa imagem! O fotógrafo apanhou bem a expressão da ministra mas quanto a mim, ficaria mais favorecida se estivesse calada)
A notícia que acompanha a imagem é, para mim, irrelevante. A senhora até pode ter razão mas falta-lhe a credibilidade. Espero que estas suas palavrinhas sejam os seus últimos cartuchos.
Fica aqui o link: Isabel Alçada acusa PSD de "eleitoralismo demagógico".
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