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terça-feira, junho 14, 2011

A calamidade que aí vem, com pequena adenda à "Silva Nails"





Imagem do Kaos

Estamos a viver uma época gloriosa, só comparável àquele em que o "Cherne", em cujas contas alfanuméricas, da Suíça, está o dinheiro dos submarinos, em cima da mesa da Reitoria, que depois roubou, para mobilar a Sede do MRPP, com uma tal desvergonha que o partido teve depois de devolver o mobiliário, ia fazendo cadeiras e curso, aos gritos de "apto" e "não apto".
O glorioso da coisa é que o Mundo reentrou numa espécie de PREC, sem qualquer graça, nem esperança revolucionária. Aliás, as pessoas que pensam, e que ainda as há, estão num tal estado de desorientação que não sabem o que fazer, porque, nessa altura, havia a hipótese de fugir "lá para fora", enquanto o "Lá para fora", hoje em dia, é cá dentro, para cada lado que nos voltemos.
Como no tempo da Outra Senhora, a televisão passa horas a falar de um gajo que foi tomar banho com os dinossauros, na Lourinhã, e se extinguiu; de um tarado de Quarteira, que queria "matar a polícia toda"; de um velhote que ficou debaixo de um comboio, naquela estação dos anos 20, de onde vem a maior parte dos fenómenos deste país, se excluirmos os de Belém e de São Bento. A seguir, num salto epistemológico comunicacional, que os vindouros haverão de estudar, caímos nos balneários dos diabéticos, onde há mortes súbitas, e de umas gajas celulíticas, que encontraram cobridor, no Dia de Santo António.

De Bilderberg, onde se reuniram os Senhores do Mundo, nem uma notícia, exceto um pequeno rumor sobre o telefonema, com ameaça de bomba, que para lá fizémos, mas surtiu pouco efeito...
Nos órgãos de intoxicação social, sob a tutela de Pinto Balsemão, então, nem uma palavra, e o meu  primeiro carinho vai para aí, porque sempre me fez confusão como é que uma criatura, como a Clara Ferreira Alves, oito níveis abaixo dos oito níveis daquilo que as agências de "rating" hoje atribuem à Grécia, há tanto tempo se mantinha no mesmo poleiro, já que, a querer atribuir-lhe algum epíteto, só o de Ana Malhoa do "Expresso", com todo o respeito pela Ana Malhoa, que sempre tem uma função social.
Aquilo nada tem de "Pluma", e muito menos de "Caprichosa", é, antes, mais uma espuma viscosa, a repetir um nível de língua e pensamento ainda muito abaixo dos da Inês Pedrosa.
Vem de aí que imediatamente procurámos os rótulos típicos da ascensão à portuguesa, o que nos deixava em maus lençóis, porque aquilo já está na fase do "palmier" mirrado, e já só se consome depois de já não haver velhas de oitenta anos para violar, no interior profundo, como advoga o provinciano de Belém...
A chave estava, todavia demasiado à vista, e tornou-se agora evidente, com o ser a ser convidado para o Clube de Bilderberg, onde a fina nata se junta com o sarro dos esgotos: Clara Ferreira Alves tinha ido passear o "palmier" ressequido para S. Moritz, e, aqui, entramos na fase dois da inquietação, dado, ser-lhe desconhecida qualquer atividade política, exceto a de se pendurar no que parece estar a dar, e rapidamente se mudar, a seguir, para o que efetivamente começou a dar, como a inflexão entre aquela fase em que foi "pró soarista", (vale a pena reler), e o momento em que escreveu, ou alguém por ela, um texto repugnante, onde, na forma de auto retrato, projeta todas as minúcias do seu caráter sobre a figura do decano Mário Soares, que todos sabemos muito bem quem é, para o bem, o mal e o péssimo.
Supomos que um tal texto não seja passaporte par Bilderberg, mas já o poderá ser um caráter como o nele retratado, o de Clara Ferreira Alves, que facilmente encontraremos, se, no lugar do nome de Mário Soares, colocarmos o nome dela, "o maior desastre da inquisição cultural, em Portugal", e aqui começa a nossa terceira inquietação.
Entre o vazio e o que escreve, aparentemente, há tão só um célebre "pôr do sol no Cairo", que Vasco Pulido Valente eternizou, ou seja, a nulidade suficiente para entrar em Bilderberg, tal como Durão Barroso, como Kissinger advogou, "depois de ter sido o pior primeiro ministro de Portugal iria ser o nosso (deles, Americanos) homem na Europa", e foi.

O Governo em formação, que certas fontes, próximas de Portas, consideram estar a ser de muito difícil conceção, irá integrar vários fenómenos do Entroncamento, pelo que talvez Clara Ferreira Alves tenha ido a Biilderberg buscar instruções para acabar com o Fátima, Futebol e Fado, e passar só para um Fátima e Futebol, poupando no Fado, que já ninguém ouve. Traduzido para as criancinhas, pendurá-la na Pasta da Cultura, para devastar o pouco que resta de interessante, no nacional.

O resto é pior, porque, enquanto por aqui andamos entretidos com minudências, e com os disparates que eu acabei de escrever, as agências de "rating" resolveram dar mais um empurrão, na direção da bancarrota, dos países em fase experimental, para a destruição do Euro, o ponto único da agenda oculta de Obama.
Para quem se interesse por evidências, é claro que a Guerra das Moedas entrou na fase suja, e, antes de que o monstruoso defit e dívida americanos façam colapsar o dólar, as forças que sustentam o caneco do Illinois estão a tentar fazer o mesmo com o Euro, só que, esta semana, apressaram o passo: segunda, a reclassificação da Grécia no nível Clara Ferreira Alves; terça, reune-se, de urgência, quem, em Bruxelas, sabe que a Bancarrota pode vir aí, enquanto nós continuamos a discutir onde se vai enfiar o oligofrénico Fernando Nobre, o primeiro conflito do Governo, ainda sem Governo: se no lixo, no Governo, ou no Nobrão, o reciclador que trata de casos semelhantes.
Zita Seabra lá estará para dar uma ajudinha, se precisa for.
Quarta, será ainda melhor, porque toma posse um governo para um ano ou ano e meio, numa espécie de maratona de resistência, em que até poderá durar um pouco mais, se o país acabar primeiro, o que é hipoteticamente de elevada probabilidade, se acreditarmos nas profecias de 2013. Nessa mesma quarta, vamos pedir emprestado lá fora, a níveis de juro sem memória, para provar aos basbaques cá de dentro que guerras de cadeiras do centrão são totalmente desinteressantes, para as máquinas cegas e especuladores, que gerem a "crise" mundial.

Claro que isso nada nos afeta, já que temos um Grande Timoneiro, em Belém, que rejuvenesceu cinco meses -- está mesmo velho, e com aquela velhice atroz, que resulta das origens perto das raízes da couve, não está?... -- ao tentarem-no convencer, como ao Salazar, depois de cair da cadeirinha, que estava constituir o seu Terceiro Governo de Maioria Absoluta, na pessoa de Passos Coelho, uma cabeça pintada de caju que durará q.b.

E vamos terminar com mais um carinho para o Espetro de Boliqueime, aquele que, vivendo ainda no Dia da "Raça", da Assembleia "Nacional" e não querendo "curar-se", esquece-se de que aquilo que ele refere como "interior profundo" só pode ser entendido na mediocridade do cenário anterior, já que esse "interior profundo" de um país atrasadíssimo, por culpa dele e de muitos dos seus pares, é, visto do lado que me interessa, o Europeu, a periferia miserável mais próxima do país em que encaixamos, España, ou seja, é o mesmo que termos um país que deu um salto enorme, com uma mão de obra escrava e dócil, a apenas algumas dezenas de metros da defunta "fronteira".
O "interior profundo" de Portugal, Sr. Aníbal, é a epiderme mais exterior de España, o lugar por onde é fácil fazer passar tudo o que España não permite, droga, plutónio, putas e tudo o que se quiser, entre gargalhadas de desprezo histórico por um país que você levou ao ponto de máximo declínio. Já agora, você, que tanto gosta de mostrar ter "funções presidenciais", e, enquanto Chefe Supremo das Forças Armadas, num país que perdeu a sua PIDE, de Silva Pais, sabe das praxes que as fufas fazem nos quartéis, para onde foram, para se entregarem à baixaria noturna das camaratas?...
Não sabe, e talvez tenha de se informar junto das enfermarias dos quartéis e dos hospitais militares, para saber por que aparecem tantas mulheres com os mamilos queimados com pontas de cigarros..
E sabe do célebre barril da Base de Beja, onde os neófitos são amarrados, para, apanharem com "gerais" no cu, dos colegas de pelotão, indo depois parar às enfermarias, onde se tem de pôr na ficha de registo de ocorrência "queimaduras na região do ânus..."?
Eu sei que não sabia disto, mas estou eu a informá-lo.
Sei também, que, mais uma vez, "não deve ser a ocasião oportuna para se pronunciar sobre o assunto", mas passe-o para a sua Maria, que talvez convoque um chá com a Boca da Servidão do senil Eanes.
Sabe que isto dos recrutas... enfim, é um bocado como com a "Casa Pia": essas coisas nunca existiram. Existe é, em Portugal, muita imaginação.

Para o que não presta.

(Quinteto na contagem decrescente para o desastre, no "Arrebenta-SOL", no "Uma Aventura Sinistra", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

segunda-feira, junho 06, 2011

As lágrimas amargas de Petra von Vilar de Maçada. Até um dia, camarada :-)





Imagem do Kaos


Hoje é um dia histórico para Portugal, não só pelas más como também pelas piores razões. Para nós, que, nestes espaços, ao longo de seis penosos anos, tivémos a difícil tarefa de penélope de destruir, pela noite, a imagem de perfeição que os assessores do "Engenheiro", com o nosso dinheiro, construíam durante o dia, é tão só um dia de trabalho, como tantos outros: mudará o alvo, mas, infelizmente, a tarefa terá de ser a mesma.
O Polvo Paul II, que nunca viu o solzinho a dançar, como a Lúcia, que deus consigo tenha, porque a iluminação do aquário dele é artificial, já avançou com o 18 meses até voltar a haver eleições em Portugal.
Infelizmente, creio que a Bancarrota ou o estado de saúde de Cavaco Silva talvez venham a apressar essa data, mas não vamos começar a ser já pessimistas, porque amanhã ainda é só segunda feira, e vêm aí os feriados de junho, onde esperamos que Passos Coelho ponha já em ação o seu Programa Eleitoral e trabalhe durante o fim de semana que faz ponte, entre os feriados. Por mim, vou tentar fazer ainda menos do que já faço, porque está provado que os povos do Sul trabalham muito mais do que os nojentos do Centro e do Norte, que passam o tempo a comer pepinos para terem dias de baixa. Que vão trabalhar, seus malandros!...

Portanto, o cenário é o seguinte, e só se afasta ligeiramente daquele que eu ambicionava, que era uma maioria de "Direita" que não chegasse a Absoluta, por limiano ou limiano e meio, mas não se pode ter tudo na vida.
Gostei do discurso de despedida de Sócrates, e elogio quem lhe o escreveu, porque aquilo oscilou entre a retórica do Estoicismo, a doçura do Epicurismo e as grande épicas da métrica de "De Bello Gallico", e até me vinham aos olhos lágrimas, a pensar que estava a ouvir César, o homem de todas as mulheres e a mulher de todos os homens, no momento em que o cruel Bruto lhe enfiava a navalha no baixo abdómen; depois, subiu o tom para Suetónio, e, aí, já o Manuel Alegre, o bêbedo das rimas frouxas, soltava lágrimas de elevado teor em álcool, enquanto Maria de Belém se continha, já que a sua altura não permite, com risco de afogamento, que as lacrimais segreguem mais do que um cano descuidadamente roto da autarquia de Lisboa. Chorava Almeida Santos, a pensar que agora se ia poder dedicar aos negócios sujos de Moçambique, e chorava o "alter ego" do "Engenheiro", a quem dou os parabéns, já que lhe deve ter ele polido as palavras e a métrica.

Aquilo não era um hotel, era um vale de lágrimas, e cenas com aquela extensão são muito difíceis, exceto na "Traviata", em que ela espalha horas o Bacilo de Koch, pelo palco, antes de morrer sufocada pelas crateras da pleura, ou em "La Bohème", em que ela ainda tem tempo de reviver os homens todos que despachou em vida, antes de se afundar no acorde da tónica, mas, já que era com Sócrates que estávamos a lidar, a coisa ainda tinha de subir mais, e foi ao tom proconsular de Dion Cassio, em que ele dizia que morria, mas ia ficar vivo, um cidadão, o que fazia lembrar a Roma Republicana, sem a Rocha Tarpeia. Suponho que a Câncio chorasse por cima e por baixo, enquanto Gabriela Canavilhas reconhecia ali o Diretor ideal para o Teatro Nacional, uma espécie de Amélia Gay..., perdão, Rey Colaço, que, amargamente, se desperdiçara pela política, e os adversários da véspera, o nulo Lello, o horrível Assis e o asqueroso Ferro Rodrigues faziam esgares de buldogue. Subiu, então, a prima dona ao final do "Ottelo" e toda ela era Desdémona, a quem o negrão vinha injustamente apertar as goelas, sem antes lhe ter alargado decentemente as trompas de falópio. Adeus, portanto, Zé, que, ao menos, na despedida, tocaste o Steiner, cauda longa, todo, da grandiloquência, e ficamos falados, porque tenho mais que fazer.
A propósito, como sabia que ias perder, e como não quero ter nada a ver com a merda que vem aí, imagina, votei em ti, para provar que também sei ser cavalheiro e puta, e assim ficamos falados...

Do lado oposto, a coisa era mais lúgubre, porque a Portas, calculadeira como sempre, imediatamente começou a fazer contas de cabeça, e, dos dez ministérios do novo governo já sonha com, pelo menos onze, e todos do "full contact", porque, como afirmou, mal soube que estava com o lombinho ajeitado, "ia ter com a família, passando, antes, pela... "ginástica", ou seja, algum "personal treiner" do Estoril, que vai ter de apanhar com a adrenalina toda da tarada.
Passos Coelho é pior, porque é um boneco vazio, de entre Massamá e a Rinchoa, que o Cavaquistão profundo empurrou para a frente, para transformar em filetes, mal comece a patinar. Isso é típico do PSD, que tem um genoma da piranha, e não se desfaz em lirismos, quando perde o pé, mas imediatamente devora as suas cabeças, mal elas deixam de cumprir as ordens dos muitos sovacos que tem.
Como diz o Polvo Paul II, é coisa para ano e meio, se tanto, isto se o FMI não descobrir, antes, as fotos do "Processo do Parque" e as cabeleiras de Catherine Deneuve, que Silva Pereira tão bem trocava com Valente de Oliveira, deixando a fama para a tarada da Sacadura Cabral filha, ou a brasileira do Pedro que pinta o cabelo de caju descubra que ele tem vícios de Strauss-Kahn, e provoque um escândalo à americana, mas da direita baixa.

Os tempos são, pois, promissores, mas não queria deixar este pequeno epitáfio sem uma palavrinha para os desvalidos desta noite: será que não há um pensamento de piedade para Inês de Medeiros, essa nódoa, que agora terá de desembolsar as saudades de Paris diretamente da carteira do Maestro Vitorino de Almeida?:... Será que Isabel Alçada irá ter de dar o cházinho da meia noite ao Rui Vilar, para ele desamparar a Gulbenkian, e ela poder finalmente entrar?... Que será da Carrilha, que não foi eleita Grã Mestra da Maçonaria, e que se arrisca a poder vir ter de dar aulas, e ser avaliada, como docente com curso e doutoramento com média de dez?... Não estais com a dor de Paulo Pedroso, que poderá ver o "Casa Pia" ser reaberto, e ter de reimplantar, à pressa, os sinais que mandou tirar do cu?... E a Câncio, Senhor, que será da Câncio?...

A última palavra ainda é de carinho, e é para Maria Cavaco Silva, que hoje foi votar, com o seu Manequim dos Anos Cinquenta, da Rua dos Fanqueiros, toda enrolada numa peça de tule azul, do tempo das personagens rançosas da medíocre Agustina e do cadáver adiado, Manoel de Oliveira. Ela sorria, mas era a dor quem com ela ia.
Mulher outrora vistosa, aquela Falha de Santo André, que tem entre as ridículas golas da modista e a artrose das vértebras pescoçais, que, com o tempo alargam, e deixam prever "the big one", sofre agora de outro fenómeno geológico nos membros inferiores: há uma elefantíase, acentuada por celulite, que desengonçou as partes ósseas da bacia para baixo. Se Schwarzenegger, nos bons tempos em que comia judeus ricos, para subir na vida, tinha um corpo em V, da cintura para cima, esta tem agora, descambado, uma arco da Rua Augusta, da cintura para baixo. É de supor que anda alargue, durante este ano e meio de Governo contra natura. Corremos o risco de que o Cavaco lá caia, dentro, sem voltar a poder sair, como previu Stephen Hawking, no limiar dos buracos negros. Será isso o "Pügrèsso", ou será tão só a nossa beata forma de encaixar a Bancarrota?...
Que a terra lhes seja leve.

(Quinteto do adeus freeport, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Uma Aventura Sinistra", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers", que lá vai ter de gramar mais esta pastilha...) 

sábado, junho 04, 2011

Conselhos de Civilidade, para Meninas de Lisboa, Viciadas em Votar no Bloco Central, d'après Pierre Louÿs





Imagem do Kaos




Manda a norma que a menina honrada vá virgem, do hímen da frente, para o casamento. Quanto aos outros hímens, a norma é omissa, pelo que pode ir toda rota, como geralmente vai, excetuada a nossa querida jornalista Aura Miguel, cobridora libidinosa das visitas pontificais e até dos bispos auxiliares, quando a protuberância do avental litúrgico é assumidamente túrgida.

5 de junho, como sabem, vem aí, e vai ser um dos dias mais divertidos da Democracia Portuguesa, ou deste estado de coisas em que ronceiramos, e que insiste em manter esse nome.

Como sabem, somos zelosos cumpridores das regras, pelo que não faremos mais campanha, a partir das 00.00 deste dia, assim como nos compete fornecer aos estimados leitores o conteúdo de um email, recebido da Comissão Nacional de Eleições, e especificamente destinado aos eleitores de Lisboa, do PS e do PSD, cidade onde tudo se decide, desde a ruína da própria à ruína das restantes.
Como se sabe, e existindo constitucionalmente a figura da "objeção de consciência", passamos a citar: "aos eleitores registados pelo Círculo Eleitoral de Lisboa, e sendo cabeça de lista do Partido Socialista, referenciado em 4ª (quarta) posição, nos boletins de voto devidamente emitidos por esta entidade, de acordo com as normas da República Portuguesa e a Lei Eleitoral em vigor, o cidadão Eduardo Luís Barreto Ferro Rodrigues, e em resposta a diversas dúvidas colocadas por eleitores, sobre se poderiam continuar a votar no Partido Socialista, no Círculo Eleitoral de Lisboa, sem a obrigatoriedade de votar na sua cabeça de lista, por questões deontológicas, morais ou de dúvida casuística, por nunca ter sido dado devido trânsito a matéria processual contida em processos públicos, nomeadamente no comummente conhecido "Processo Casa Pia", vem a Comissão Nacional de Eleições esclarecer que tal é possível, desde que, à frente do quadrado reservado ao Partido Socialista, e após imposição da cruz, o eleitor redija o seguinte texto, anexo: "declaro, por minha honra, estar a querer votar no Partido Socialista, e só no Partido Socialista, desvinculando-me, por este meio, de votar no seu número 1 (um), da lista por Lisboa, cidadão Eduardo Luís Barreto Ferro Rodrigues, e, passando, por conseguinte, o meu ato de escrutínio para o número 2 (dois) da mesma lista, cidadão Alberto Bernardo Costa (e esposa), pelo que inscrevo neste boletim, como certificação, o meu nome próprio e número de bilhete de identidade, ou documento de identificação afim".
No que respeita ao Partido Social Democrata, "em 7ª (sétima) posição nos mesmo boletins de voto emitidos por esta entidade, e querendo o eleitor votar no referido partido, mas não no nome que encabeça a sua lista, Fernando José de la Vieter Ribeiro Nobre, por considerar já ter sido voluntariamente induzido em erro sobre o caráter suparpartidário do mesmo, no ato eleitoral para a Presidência da República, de janeiro do corrente, e não querendo voltar a ser confundido, achando que o cidadão Fernando José de la Vieter Ribeiro Nobre tem mais perfil para emplastro do Dragão do que para Presidente da Assembleia da República, e receando que possa vir a abandonar as funções parlamentares para as quais fosse eleito, deverá o eleitor de Lisboa, após imposição da cruz no Partido Social Democrata, o seguinte texto: "declaro, por minha honra, estar a querer votar no Partido Social Democrata, e só no Partido Social Democrata, desvinculando-me, por este meio, de votar no seu número 1 (um), da lista por Lisboa, cidadão Fernando José de la Vieter Ribeiro Nobre, e, passando, por conseguinte, o meu ato de escrutínio para o número 2 (dois), da mesma lista, cidadã Paula Teixeira da Cruz (e respetivo esposo), pelo que inscrevo neste boletim, como certificação, o meu nome próprio e número de bilhete de identidade, ou documento de identificação afim.

Crê a Comissão Nacional de Eleições, no cumprimento do exercício pleno das suas funções, simplificar assim situações que poderiam gerar dúvidas, ou qualquer tipo de ambiguidade, durante o decurso do ato cívico de 5 de junho.

Votar é um dever, da maturidade cívica de qualquer Democracia. Vote no dia 5 de junho. Vote Portugal."

(Quinteto do quero que vocês vão todos mas é apanhar no bocal do intestino grosso, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Uma Aventura Sinistra", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")

terça-feira, maio 31, 2011

O Facebook de Cavaco



Imagem 10% do Kaos, o resto é meu...


Os antigos viviam mergulhados em profecias, augúrios e presságios. em delfos, a pitonisa, completamente drogada, soltava uns disparates do género dos de catroga, ou das sentenças das pontes de entre os rios e do isaltino de morais. em cumas, a sibila, viciada em despachar homens, mantinha debaixo do seu terror os barrigudos romanos e as devassas esposas, e decidia se os abortos iam ser, ou não ser clandestinos, ainda a palavra "referendo" não se aplicava aos úteros alheios. pior do que tudo, todavia, eram os mistérios de elêusis, onde só entravam os bilderbergers da altura, pagando balúrdios, numa cena mal ajeitada, que metia túneis escuros, a velha perséphone a aparecer, de repente, no meio dos lutos, de perna aberta, e a mostrar os grandes lábios. tinha espigas, anões e animais, uma coisa misto velasquéz da silva com goya e sade, e um pouco da beatificação da irmã clara do menino jesus. aparentemente toda a gente saía de lá convencida de que ia ser imortal, mas durava o mesmo do que os outros, ceifada pela gota, por tromboses, envenenamento pelo chumbo, cirroses e bactérias transmitidas por pepinos. o tempo passou, e a primeira igreja associou os oráculos à pior crendice, até que com o desenvolvimento das necessidades de financiamento do "bussiness", voltou a haver atrasadas mentais, geralmente acamadas, com o córtex frontal atrofiado, ou dadas a visões do tipo "oxi", "crack", ou "ecstasy", vendo solzinhos, e outras coisas piores, a dançar.

aparentemente, com o advento da idade tecnológica, no nosso caso, "uma cabeça-um magalhães", essas coisas tinham sido atiradas para um certo limbo da sarjeta, até que, nos dias mais recentes, nós que sempre fomos dados a descobertas extraordinárias, pelo menos, desde o fim da baixa idade média, "inventámos" uma coisa que era a presidência por palpites.
não é de estranhar o tique, num povo atavicamente dado a comentários de bancada, boatos, e anedotas corrosivas, sem qualquer graça, e destruidoras de reputações, como os anormais do eixo do mal ou os gatos fedorentos. nós sempre fomos dados a novidades, como quando o oligofrénico do pacheco pereira inventou o "abrupto" e não havia dia em que não houvesse um telejornal que não começasse com uma flatulência do neo maoista, até se perceber que aquilo não era nada, a não ser uma hipóstase de uma estação de tratamento de resíduos sólidos. cansados disso, e com a blogosfera nauseada de si mesma, depois de perceber que aqueles heróis da sombra, aqueles infatigáveis lutadores da independência, afinal, só estavam à espera de se pendurarem numa boleiazita do partido mais à mão, como a medíocre helena matos e o gordo do "blasfémias", que lá apareceram a fazer de túbaros das listas do psd, ou o remendeiro, a quem chamam... "escritor", francisco josé viegas, que também vai ser pau de cabeleira de um partido qualquer. se a coisa se espalha, também o "kaos" aparecerá como cabeça de lista do cds/pp, por viseu, e eu, como lugar elegível do partido dos animais, ou uma merdunça afim...

a miséria dos comentadores políticos tem sido, aliás, outros dos sintomas do declínio de fim de estação da agonia da III república, porque, para lá da cortina de ferro que proíbe, como um tabu, o emergir de novas caras e de novos discursos, leva a que já conheçamos, e reconheçamos, tudo, de cor e salteado. com o marcello, por exemplo, brilhante na oratória e nalguns raciocínios, eu ponho o cronómetro a contar até ao momento em que ele, dando voltas geniais a premissas inconciliáveis, lá soltará a sua fórmula canónica... "ter de votar no psd".
parece que já houve gente a chatear-se com isso, mas acho que perdem tempo, porque aquilo não é defeito, é feitio, e façam como eu, acompanhem o que é relevante e construtivo na sua retórica, e desliguem, mal suspeitem de que ele vai entrar na frase... "psd".
a constraça cunha e nhanha, outra das "horizontales", levantada pelo álcool e por um vergonhoso casamento com um homem que gosta tanto de mulheres como a senhora de mota amaral, ou o antónio vitorino, incapaz de brilhantes oratórias, e maneirinha como os flashes de coca do miguel sousa tavares, tem de incluir, em qualquer análise que faça, uma conclusão... "psd/cds/pp", e, como ela, há miríades, numa pirâmide decrescente de talento, como aquele luís não sei das quantas, ou, pior do que tudo, aquele roberto que passa horas a vomitar vazio sobre o vazio do futebol.
enfim, é para isso que são pagos, e cumprem, como podem, as suas corveias, mas vem tudo isto para dizer que voltámos às profecias, oráculos e prenúncios, mas de uma forma, como eça escreveria, "modernaça", e na ponta dos dedos de um gajo que nunca deverá ter usado um computador para mais do que para substituir as suas velhas "messa", com que escreveu, na declaração da pide, "perfeitamente integrado no regime", aliás, o seu verdadeiro milagre foi continuar a permanecer imutavelmente integrado num regime, que, historicamente, tinha sido pontapeado por uma revolução, mas, ou não percebeu, ou fingiu que não sabia, como é seu hábito. mais grave, ainda, ou não se pronuncia, porque ainda não é o momento próprio, ou as suas profecias são feitas no posto de primeiro magistrado da nação, onde 25% dos portugueses, entre esclerosados de placas, anquilosados, alzheimerizados, avêcizados, coxos, manetas, pernetas e dedetas, videntes e atrasados o puseram, no início deste anos, para enorme penar do restante do país.

Como já devem estar a perceber, estou a falar do sr. aníbal de boliqueime, que chegou a presidente da fase terminal da república, enchendo depósitos e vendendo frutos secos, e que já devia estar afastado da política, pelo menos, desde 1986, quando permitiu que o país fosse arruinado, ao ponto de chegar ao estado de pré bancarrota em que presentemente se encontra. para os esquecidos, vêm a "petite histoire", que, soubesse eu o que sei hoje, e tivesse a idade e a maturidade para o fazer, deveria ter feito e alertado, naquele bocal de denúncias anónimas, que a CEE tinha, e que passo a relatar: o dia em que o meu amigo CXXXX DXXXX foi demitido pelo cadastrado Mighà Amhâgàl do posto de diretor geral da indústria, com o seguinte argumento, aliás, melhor... com uma estranha escolha, "ou o sr. engenheiro fica, e faz a sua carreira, ou sai, porque, dado o seu perfil, sabemos que não poderá fechar os olhos a todas as coisas que vão acontecer a partir de agora..." obviamente que o cxxxx dxxxx se foi embora, e que as coisas estranhas começaram a acontecer. levei anos até perceber a enormidade e profundidade da coisa, mas suponho que todos o sabem hoje: era o sr. aníbal de boliqueime a dar, pela mão de um dos facínoras seu ministro, ordem plena para a desaparição dos fundos estruturais, desmantelamento da agricultura, mineração, indústria e pescas, transformando portugal nesta penosa coisa, uma nação exclusivamente importadora, e sem dinheiros para pagar agora o que importa para sobreviver.
nesse dia, alguém devia ter abatido, como um cão tinhoso, o sr. cavaco, mais a sua corte de ladrões, provincianos, pedófilos, escroques, ignorantes e retardados, que atiraram com isto tudo para detrás da grécia, que já não era país que, então, se recomendasse.
é, portanto, normal que, de cada vez que fecha uma empresa, para se comprar um novo ferrari, ou colocar o dinheiro safo da "falência", "lá fora", nós percebamos que isso vai contribuir para o crescer das dívidas, dos encargos, e do aperto do estado, porque estes despedidos não vão para as coutadas dos carrapatosos, dos zeinais bavas ou dos jardins gonçalves, mas ficam sempre na mão da caridade dos contribuintes, já que o chamado "privado" é bom, enquanto está na fase do lucro, e mal se torna incontrolável, "bêpêéna-se", e volta a integrar a brutal despesa do estado. é por isso que eu ando encantado com o fmi, quando diz que, até fim de agosto, vão ter de pôr um travão nas célebres "parcerias público-privadas", uma coisa tipicamente lusitana, onde os lucros, quando os há, zeinalbavam-se, e os prejuízos, quando são cada vez maiores, vão para o buraco do estado. portanto, quando se pergunta como, durante o declínio de sócrates, puderam os números passar de cósmicos a astronómicos é muito simples: criar um emprego, um mísero emprego, pode fortalecer uma nação; destruir um emprego, não só destrói o país como aumenta, para números incomportáveis, os mecanismos de almofadamento da situação. toda a máquina do estado é um sistema de burocracia e de governo, de suporte da saúde dos cidadãos, do ensino, da cultura e da previdência. quando nada existe por debaixo, e estamos a falar de máquina produtiva, era como terem cortado a máquina produtiva da alemanha, e deixado só os serviços de bem estar e administração: um belo dia, não haveria alemanha, mas só despesa, tal como aconteceu no portugal mutilado do sr. cavaco, ah, pois, claro que isto tem um dia em que estoura, e estourou agora, com o azar de ter a cara de sócrates, que nem me é simpático, e também sacou a sua parte, mas teve o azar de pagar a fatura histórica de muitos gajos que deveriam estar presos, depois de se terem abarbatado com a verdadeira parte do leão.

tudo isto já vocês sabem, e vai condicionar, draconiamente, as pessoas que vou penalizar, com o meu voto de 5 de junho, um dos melhores votos da minha vida, já que vou forçar os responsáveis pelas coisas a ficarem com o menino ao colo, por mais que isso lhes desagrade, porque a verdade é que, se fossemos um país e não uma história extraordinária, uma miserável fábula, para contar pelos corredores da europa, esse senhor aníbal nunca deveria ter voltado em 2005, e nunca deveria ter sido reeleito em 2011. trata-se de uma criatura nociva, um espetro alheio à modernidade, um gajo para quem a história não passou. cobarde, como em todos os momentos decisivos da nossa aventura, e que mandou, não ele, mas o dias loureiro, disparar sobre o povo que o toureava no garrafão da ponte, e que, depois, foi apeado, à força, cobarde, dizia eu, neste momento grave, em que precisávamos de uma figura forte, que, todas as semanas viesse apresentar sugestões, mediar soluções, fazer valer em todas as frentes do exterior o seu prestígio de primeira figura do estado, prefere ficar a emitir oráculos, no facebook, enquanto joga, farmer e outras merdas afins. nenhum estadista que tal nome merecesse, se esconderia por detrás destas novas máscaras de carnaval veneziano, quando é fundamental que alguém incuta força nas hostes. talvez isso explique a inesperada ressureição de sócrates, perante um povo sem apoio e apavorado. pior do que isso, a "coisa" presidencial nem deve saber o que seja o facebook, que, para ele, é equivalente à viatura blindada em que se fazia transformar, durante os 10 anos em que foi carrasco absoluto da ruína de portugal. alguém lho assoprou, e ele não se opôs, porque, no facebook não se lhe vêem as mãos transpiradas, nem aquela tendência para desmaiar, ter acidentes neurológicos,  ou mijar-se pelas pernas abaixo, coisa grave, que já levou a que tivesse sido aumentado o número de sanitários de corredor, no palácio de belém...
atrás do "seu" facebook, preenchido por aqueles gatos pingados da "servilusa", que custam ao estado mais do que a presidência dos estados unidos, as monarquias inglesa e española, enfim, toda aquela corte de goyas, que nos fazem temer o pior, e que vão preenchendo aquelas penosas linhas de profecias ultrapassadas, de palavrinhas cautelosas, e, sobretudo, de não comprometimento, não vá alguém assacar-lhe responsabilidades por aquele longo percurso, que conduziu ao total descrédito internacional deste país, e à sua próxima bancarrota.
bem pode pôr "gosto", por debaixo dos focinhos de leonor beleza, dias loureiro e duarte lima, que há multidões, em portugal, que, sempre que vêem essas aparições de um passado distante, sentem calafrios, e vontade de virar as costas. essa é, talvez, a pior das maleitas de passos coelho, um gajo que até poderia simpático, não tivesse aquela tendência para mudar de cor de cabelo todas as semanas, do louro ao caju, com odor de cabeleireiro de bairro. infelizmente, passos coelho tornou-se um peão menor do facebook do senhor aníbal, onde almas negras peroram sobre um passado velho de vinte anos, e um regime morto em 75.

não há facebook que torne novas velhas almas de fátima, nem aparições de 1917, e, muito menos, miguelismos, de quem já nem sequer sabe quem foi miguel.

bem pode ser moderno o facebook, que tudo o que medíocres assessores de cavaco lá vertem, em nome da abelha-mestra, só revela a sua atávica cobardia em dar a cara nos momentos cruciais da crise da nação. cavaco não foi, e nunca será, um motorista: cavaco é um inválido do banco de trás, um lastro que, depois de salazar nos ter feito perder meio século da nossa história, lhe vai acrescentar mais 20 anos de retardamento.
70 anos de atraso equivale a fazer penar um país quase um século, e isso é muito grave: acabou com fuzilamentos, na roménia, e matanças, no magreb. por cá, aníbal discute as roupinhas da irmã clara do menino jesus e saber se os seus poderes na ilha do pico poderão vir a afetar os seus fracos picos de poder.
o seu verdadeio facebook é ESTE e ESTE, toneladas de lixo visual, de onde se tirará o futuro álbum de horrores desta vergonhosa contemporaneidade.

gostaríamos de saber, não pelo facebook, mas olhos nos olhos, o que pensa cavaco do bpn, e o que vai fazer, quando não o conseguir privatizar em julho, e como vai explicar aos portugueses, em agosto, que as tais parcerias público-privadas mais não são do que os impostos de quem os paga a serem usados, não na educação, não na saúde, não na cultura nem no progresso nem no bem estar, mas nos prémios do bava, do vara e outros canalhas quejandos, de cujos nomes nem nunca ouvimos falar.
para mim, um radical desapaixonado, e que execro cavaco como nunca execrei ninguém, nem salazar, ler o facebook de cavaco está o nível das mensagens sórdidas de portas de sanitário, uns dias ligeiramente acima, outros, francamente abaixo. para isso, prefiro ir diretamente às fontes, e não acrescentar crédito a um penar tecnológico de uma mente de crendices, neurologicamente afetada e assumidamente pré-lógica.

que o dia 5 de junho lhe traga as piores surpresas, sr. aníbal.

(pentatlo do 5 de junho, no "arrebenta-sol", no "democracia em portugal", no "uma aventura sinistra", no "klandestino" e em "the braganza mothers", em pleno, e assumido, toque a rebate)

quinta-feira, abril 07, 2011

A queda do Império de Boliqueime, seguido de três matrioskas em forma de Sócrates





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O Império de Boliqueime foi fundado no dia 6 de Novembro de 1985, e terminou, oficialmente, no dia 6 de Abril de 2011, tendo durado, de facto, 26 anos, ou, mais corretamente, 9000 trezentos e tal dias e algumas noites de pesadelo. Comparado com o Salazarismo, podemos dizer que se manteve de pé, grosso modo, meio Estado Novo, mas com um aspeto de ainda mais velho, indigno de qualquer país dos séc. XX e XXI.
No início era o Cavaco, ainda só bimbo, e no, fim, também lá estava, mas já bimbo, e senil.

No seu período máximo de expansão, as suas fronteiras chegaram ao Rio de Janeiro, com a execução de Dona Rosalina, às Ilhas Caimão, onde estavam os "off-shores" de toda a canalha, à Líbia, onde Duarte Lima tinha negócios, à Costa Rica, de Dias Loureiro, à Venezuela, dos amigos de Sócrates, e a Cabo Verde e Angola, onde todas as pessoas decentes iam fazer o que já não podiam fazer na Europa. Era o Império onde a Corrupção nunca se punha. A sua moeda oficial era a Má Moeda, tendo o Banco Central abdicado da designação de Banco de Portugal, para se chamar Banco Português de Negócios, e os seus habitantes, de acordo com a Historiografia, eram designados por Valentes Filhos da Puta. O Regime oficial era a Plutocracia Saloia, fundada por Aníbal de Boliqueime (primeiro reinado, 1985-1985), mantido pelas regências de António Guterres, Durão Barroso, Santana Lopes, Sócrates, e o regresso de Aníbal de Boliqueime (segundo reinado, "os cem dias", janeiro de 2011-abril de 2011)

O Sr. Aníbal entrará para a História como o cobarde que passou uma rasteira a Portugal, depois de o FMI cá ter estado, e como o cobarde que estava na sua marquise, quando o FMI voltou a ter de ser chamado. Como, em 1640, o traidor Miguel de Vasconcelos, precisava, não de ser defenestrado, mas... "desmarquisado".

As riquezas do Império de Boliqueime foram adquiridas com a destruição da Agricultura, da Indústria, das Pescas e a forte aposta nas importações, que tornaram o Império de Boliqueime o espaço mais liberal de importação de todos os subprodutos do Espaço Europeu, incluindo produtos de classe VIP, como a Coca, o Plutónio, e as moças que trabalham para as casas de perna aberta do Sr. Pinto da Costa.
O contributo do Império de Boliqueime para as grandes figuras da História foi muito vasto: La Feria, o nosso Shakespeare; Diogo Infante, a nossa Sarah Bernardt; Dias Loureiro, o Madoff lusitano; Zeinal Bava, o nosso Ghandi; Leonor Beleza, a Condessa Drácula; Armando Vara, o afonso henriques das fundações;  Tomás Taveira, o Le Corbusier português; Renato Seabra, o "ripper" da Lusitânia; Jaime Gama, a nossa Catarina, a Grande; Carlos Cruz, o Gilles de Rais, da RTP; a família Horta e Costa, todinha; Jardim Gonçalves e arredores e uma autêntica lista telefónica que não me apetece descrever aqui.

Quando o FEEF, ou que merda é essa, cá vier para resolver os problemas financeiros, e descobrir que o Império de Boliqueime não assentava em ECONOMIA NENHUMA, e vivia de fluxos virtuais entre "off-shores", vai ser complicado, porque vai ter de escavar tudo, desde Alves dos Reis, aos vestígios do Ultramar, aos Ouros e Diamantes do Brasil, às especiarias da Renascença, à pilhagem dos Mouros, da Idade Média, e ao dote da Dona Urraca, e vai ser fantástico, porque alguém vai ter de explicar a alguém como é que se pode viver 900 anos, sem fabricar nada, e permanentemente a parasitar os outros.
Não sei se os sustos têm juros, mas o susto deles vai ser aterrador.

A Carrilha, essa pederasta rebarbada, anda em bicos dos pés, a pedir que lhe dêem qualquer coisinha, e pode ser que os "skinheads" a usem, para afinar as armas de tiro de precisão, que, cheira-me, vão começar a campear por aí. Eu, intelectual, estou à margem, mas adoro estar em balcões de espetáculos, onde os facínoras são esquartejados na arena. São as minhas touradas privadas. Para a geração à rasca, que tanto queria ideias, aqui vai mais uma: fazer a listagem completa dos gajos que arruinaram Portugal. Os que ainda estão vivos transitariam para mortos, e os que já estão mortos, seriam desenterrados, para serem ardidos no pelourinho dos Távoras.

Vou terminar com Sócrates, que teve o azar de ser o último grão-vizir do Império de Boliqueime: tirando o período pré socrático, em que ele tinha a oficina de automóveis, a Sovenco, com o Vara e a Fátima Felgueiras, e a Dona Adelaide lavava escadas, conheci três Sócrates, o primeiro, o mentiroso absoluto; o segundo, o mentiroso relativo, e este, de agora, o resistente demitido, que durou uma semana. Talvez tenha sido o único momento em que senti alguma ternura por ele, pela teimosia se ter confundido com patriotismo. Ele, como o cabrão de Boliqueime, sabem que quando vier a auditoria externa, os alemães, quando puxarem os cordelinhos todos, vão dizer, como Hitler, "ich bin vom himmel gefallen", e não vão acreditar que, num retângulo tão escasso, se tenha montado tal densidade de teia de corrupção e interesses. É evidente que isto é cozinhado de fora, que a América nunca suportaria uma moeda mundial que competisse com o dólar, e, sobretudo a Grande Israel, habitando os apartamentos palacianos de East Upper Side, que decidiu que a Europa poderia colapsar, dando-nos cenouras tão grandes como um escarumba deslumbrado com a cor da própria pele, e que vai agora dar lugar ao Trump e à Sarah Palin, para mostrar em que estado de desgraça está a outrora nação mais próspera do Mundo. Até com a guerra na Líbia, os queridos, nos presentearam.
Por cá, espera-se um consenso alargado e uma unidade nacional: Dona Adelaide voltará a lavar escadas, Maria Cavaca a levantar bainhas de calças, uma cerzideira, como dizia a minha avó; a Câncio bordará bandeiras multicolores de desfiles "gay" e a Bocarra Guimarães seguirá as pegadas da mãe, que tantos desmanchos fez, a gente séria, enquanto enfermeira do Santa Maria, para que, de aqui a 100 anos, nós possamos, de cabeça erguida, retomar o pelotão da frente do "pügrèsso".


(Quinteto da queda de Boliqueime, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", no "Uma aventura sinistra", e em "The Braganza Mothers")

domingo, abril 03, 2011

Entre o ouro de Salazar e um país tornado... lixo



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Hoje, passaram todos, ou quase todos os gajos que a Geração do País à Rasca deveria, por precaução, pendurar pelos pés. Há muito tempo que não se via tanta aventesma a desfilar pelas televisões. Mário Soares ultrapassou aquela derradeira fronteira da senilidade que só se vence tornando-se num alzheimerado, tratado pelo Prof. Lobo Antunes, com assento no Conselho de Estado, "et pour cause". Freitas do Amaral estava com aquele jeito de coluna com que ficou, desde que foi misturado no "Casa Pia", e depois vieram os Borges, os Marcelos, os Penas, a "adelaide" Jorge de Miranda, os Santos Silvas, o Jardim Gonçalves -- ainda não o abateram?... -- e mais uns quantos. Só faltou ouvir Dias Loureiro, com voz grave, apresentar algumas soluções para a saída da crise. Depois, subindo de patamar, apareceu a... "Coisa" de Boliqueime, a quem insistem em chamar Presidente da República, sem suspeitarem de que, de cada vez que dizem "Presidente da República" estão a fazer um diagnóstico reservado, e um prognóstico reservadíssimo da dita cuja república e do povo que nela está forçado a estar confinado.

Pois, a Múmia de Boliqueime, em pleno desastre nacional, foi cortar uma fita (!) à Batalha, acompanhado do seu emplastro, que oscila entre A+ e A-. Hoje, por acaso, numa combinação de roupa da Rua dos Fanqueiros, que criava uma ilusão de ótica de cintura Império, estava completamente A---, mas o pior estava para vir, porque os jornalistas ainda insistem em entrevistar o marido dela, que acha que nunca se deve pronunciar sobre nada -- como se de ali saísse algum oráculo superior a uma licitação de feira de cobertores de Alcoutim --, e até saiu, saiu uma pérola barroca, e maravilhosa, em que o moribundo pedia um esforço a todos os os Portugueses para que se unissem.
Eu, por acaso, já estou unido com uma multidão de Portugueses, mas CONTRA ele, e os do género, que nos colocaram nesta situação.
O milagre da coisa é que ele tinha uma receita, de solzinho a dançar, para sairmos do buraco, e cito, "por exemplo, comprometermo-nos todos a criar, todos os dias, 2 postos de trabalho (!)".
Pela minha parte, pensei logo em dois postos de trabalho, dois daqueles brasucas fugidos da defunta Carandirú, e que andam a monte por cá, no Monte da Caparica, e contratá-los para um... despacho, tipo Dona Rosalina, para a Mais Vil Figura do Estado. Eram dois postos de trabalho, temporário, mas, enquanto durasse o... trabalho, sempre iam para as estatísticas...

Isto foi a minha primeira reação de ira.

A segunda veio quando me pus a fazer contas, e, incluindo sábados, domingos e feriados, já que estamos em crise, criar dois empregos por dia daria 730 empregos por ano, o que, atendendo aos níveis de Desemprego atingidos nesta vergonhosa choldra pelo Sr. Cavaco e todos os que se lhe seguiram, daria... ora, deixa cá ver, 500 000 a dividir por 730, com uma folgazita para os anos bissextos, mais coisa, menos coisa, cerca de 680 ANOS, para refazer o que esta canalha desfez.

Nesta altura, se a televisão não fosse cara, tinha apanhado com o meu vaso, de 100 anos, dos berberes de Tamegrout nos cornos, em efígie, à falta de ser pelo natural, e deu comigo a perguntar, como pergunto todos os dias, em que estado se deixou ficar um país com uma história tão gloriosa, como a nossa, para ser representado por aquele calhambeque?...

Os últimos dias têm sido importantes: libertámo-nos do primeiro ministro que vivia num "off-shore", mas continuamos a manter uma múmia numa marquise. Evidentemente, não me compete a mim apeá-lo, a não ser através do que de mais demolidor consiga escrever, e estou a tentar escrevê-lo: porque há gente realmente à rasca, e muitos "desperados", que, quando isto galgar a berma da estrada e for pela ravina abaixo, farão o trabalho pelo bem do país. É, pois, uma questão de tempo.

Com o tempo, entretanto, joga Sócrates, que conseguiu a mais prodigiosa das coisas que foi, depois de ter destruído o seu partido, ter destruído os partidos dos outros. Como diz o camarada Bagão Féliz, intacto, neste momento, bem feitas as contas, só deve estar o Partido Comunista e a minha adorada Odete Santos, com as suas pensões e talento avultados, embora me pareça que quem está mesmo a aquecer os reatores, com consequências imprevisíveis é a extrema direita, e, já que falámos de Direita, como já várias vezes aqui referi, para mal dos meus pecados, conheço alguns dos familiares do "Engenheiro", e sei que que são capazes do "après-moi le déluge".

Fica aqui um pouco de humor: é claro que o Sr. Sócrates vai resistir a tudo, e até talvez tenha razão. Se me perguntarem como, e posta à parte essa inveterada frequentadora de macumbas e candomblés, Dilma Roussef, Sócrates tem à mão a mais antiga das receitas, depois da barriga de freira, da Áurea Miguel: vender parte do ouro do Vacão de Santa Dão, para pagar o que devemos, e mandar o FMI para o caralho.

Eu sei que isso seria elementar, mas vamos lá ver se a sua mente mentecapta de Vilar de Maçada lá chega, antes de começarem a abater a tiro a corja, porque a coisa está-se mesmo a degradar, em todas as frentes. Na sua forma habilidosa, e enquanto -- eu bem avisei de que ESTE texto era importante... -- se descobriu que havia um administrador dos CTT (quantos mais, meu deus, quantos mais...) que tinha falsificado as habilitações, e que não passava de mais um Vasco Franco de lamber selos, ou um Manuel Alegre, de vomitar rimas coxas, e, claro, o Governo não o pode demitir, porque o Primeiro Ministro está exatamente nas mesmas condições; quando se descobre que há maquinistas que ganham 50 000 €, e que o banco do Dias Loureiro, do Oliveira e Costa, do Duarte Lima, do Figo, da Catarina Furtado, e do lixo todo que anda por aí, através da Sociedade Lusa de Negócios, onde a Patrícia Cavaca, e o macavenco da Perpétua tinha milhares de ações, movimentou DEZ MIL MILHÕES DE EUROS em balcões virtuais, dos quais não vimos nada, os quais nunca foram taxados, e sobre os quais se continua a fazer silêncio, mas que estamos a pagar, através desta situação de colapso, eu pergunto: onde estão os braços fortes de Portugal, que construíram as nossas fronteiras, que nos levaram aos confins do Mundo, e nos tornaram, num tempo, ímpares, e deveriam agora vir fazer a limpeza?...

Sim, eu sei que estou a falar muito alto, e já são duas da manhã.
É claro que eles estão por aí, mas completamente anestesiados, à espera do euromilhões, ou do ópio do Povo, o clássico Benfica-Porto, por exemplo.
Que bom, que alegria, que esperança.

Felizmente há balizas... :-)

(Quinteto do zé das botas vai salvar-nos, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", no "Uma aventura sinistra", e em "The Braganza Mothers")

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

O Dia da Ira





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Fazia parte das minhas pequenas fantasias ver o Sr. Aníbal, de Boliqueime, atascado na merda que fez em Portugal, desde 1985, mas, desta vez, a fazer de Grande Timoneiro num país sem capitais.
Começou por nos atraiçoar, depois de termos sido espremidos pelo FMI de Soares, e deve, por critérios de justiça, penar agora, às mãos desse mesmo FMI.
Quero ver o tal Cavaco, que nos arruinou com tsunamis de dinheiro, a tirar-nos do buraco da penúria, sem um cêntimo no bolso.
É a minha "revanche" contra essa figura irrelevante do panorama mundial, que durante décadas no vexou no exterior.

Eu sei que isto nos vai custar a todos, mas é um pouco a vingança do ceguinho. A Europa, a mesma, da qual ele desviou, e permitiu que fossem desviados, os fundos fundamentais, para que Portugal tivesse dado o salto da sua pequena mundividência de Santa Comba Dão para coisas mais elevadas, como Milão, Londres ou Paris.
Sei que há um tempo para a ingenuidade, e outro para a verdade.
No tempo da ingenuidade, havia quem acreditasse que o Sr. Aníbal raramente tinha dúvidas e nunca se enganava. Eu era dos poucos que não tinha dúvidas nenhumas, e sabia que, mais tarde ou mais cedo, haveria uma multidão que iria ver o preço de estar a ser completamente enganada. Aparentemente, esse dia está próximo, como indicam os sites de apostas, onde diariamente se especula sobre o que virá primeiro: o encarceramento de João Paulo II, em Rikers Island, a canonização de Renato Seabra, ou a Bancarrota.
Por mim, virão as três em conjunto, mas isto é só uma opinião.

O Governo, previdente, na reta final de mais de vinte anos de Cavaquistão, do qual herdou todos os vícios e manhas da segunda geração, está em agonia, o que quer dizer que se encontra relativamente de boa saúde, quando comparado com o país, que já está morto.
Há uns sectores do comentarismo hilariante, como o eterno Professor Marcelo, que acredita, qual Maria Cavaca, que, com a exportação de presépios, vamos ter retoma ainda em Março, logo que a Múmia de Boliqueime, dada a Constituição que temos, tome posse do par de sapatos de cimento com que logo a seguir vai ser empurrada para o Tejo.

Defronte do Palácio, parece, já está a ser convocada uma manifestação, por sms, para repetir a cena da Praça Tahrir, em que o grunho ainda haverá de estar a perdigotar "juro, por minha honra...", etc, no meio dos babas do costume, e, já cá fora, os 11% de desempregados, os 30% que vivem abaixo do limiar da pobreza, os hemofilizados com HIV, os diplomados sem utilidade, os reciboesverdeados, os funcionários públicos que estão a pagar o BPN, o BPP, os submarinos, os assessores de levar na peida do cartão do Partido, os endividados e os sobreendividados, os que já não têm pão para os filhos, os que odeiam a simples ideia de ter Aníbal de Deus Thomaz em Belém, e enquanto o grunho diz "juro, por minha honra... etc", toda a gente tirará o sapato, e começará a mostrar-lho, e a ulular, para o outro se borrar pelas pernas abaixo, mais o traste da sua Maria, que sofre de elefantíase da cintura para baixo e de microcefalia da corcunda para cima.

Desta vez, não teremos Dias Loureiro para mandar disparar sobre a multidão, mas talvez a multidão decida disparar sobre Dias Loureiro.

Eu não quero este Portugal, e não sou o único.
É chegado o dia da ira, e eu não sou daqueles que gostam de profetizar a desgraça: prefiro que a desgraça recaia agora sobre a cabeça dos que nos desgraçaram, e que, em vez de pessimismo, lhes suceda toda a multidão de coisas péssimas que nos possam desagravar.

Mal cá entre o FMI, vai perguntar o que é isso do BPN, que está completamente falido, e consome um milhão de euros de prejuízo por minuto, e quem está, esteve e estaria ligado a ele; quanto ganham os cabrões que administram empresas sistematicamente ruinosas, e que abismo justifica os lucros de monopólios de escravidão, numa sociedade pretendida de concorrência e mercado.

Parece que a coisa é já para Abril, mas é indiferente Abril, Setembro, Outubro ou Novembro: o importante é que regressem os pavões à base, e o Sr. Constâncio e o Sr. Barroso, por exemplo, sejam julgados em praça pública, e interrogados sobre como foi possível deixar o Estado chegar ao momento de ruína em que se encontra. Se estivéssemos em 1793, não chegariam as guilhotinas para essa corja toda, mas as guilhotinas são hoje outras, e a coisa vai acabar mal: somos demasiado magrebinos, pela miséria, e temos antecedentes históricos, lusitanos, de balear gente que não presta. Não por acaso, as operações de brigadas stop multiplicam-se, mas aquilo que elas procuram, garanto-vos, já está suficientemente resguardado para impedir o que aí vem, e vem forte, como os ventos deste Inverno.

Como se costuma dizer, cá se fazem, cá se pagam. Não tirámos lição nenhuma do apodrecimento da Monarquia, nada aprendemos com o fedor da I República, nem com as conversas em família do período de Alzheimer da Velha Senhora.
A III República vai apanhar com uma lição doutoral: o seu professor será gigante, e dará aulas em ruas repletas de gente insurreta.

(Cinco quinas, a relembrar Portugal renascido, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", no "Uma Aventura Sinistra" e em "The Braganza Mothers" )

sábado, dezembro 11, 2010

As Cavakileaks, ou o Cabrão de Boliqueime VII





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Há as Cavakileaks literais, que são os chiliques do Aníbal, e as Cavakileaks figuradas.

Enquanto o Professor Lobo Antunes conseguiu fazer esconder, durante cinco anos, que o Sr. Aníbal podia ter umas cavakileaks literais, durante um almoço, um discurso à Nação, ou uma receção oficial, já os Franceses, no tempo em que ainda havia Política, se tinham insurgido contra o cancro da próstata de Miterrand, coisa muito bem disfarçada, mas que era totalmente irrelevante, porque pode ter-se cancro da próstata e ocupar a cabeça do Estado, mas não se deve estar em estado de "sofrer uns ataques", quando se representa uma Nação. Mais não vou dizer, porque dia 25 de janeiro, como há cinco anos atrás, vou resolver a coisinha, bem à minha maneira, aliás, desta vez, de uma forma bem pior... :-)

As Cavakileaks figuradas, ao contrário das anteriores são muito mais graves, e fazem-me lembrar o Livro -- de maus costumes, como dizia o cabrão do Saramago -- de Génesis: no Princípio era o Cavaco, e a partir de aí, foi piorando.

As Wikileaks, coisa que anda na boca de toda a gente, que só agora acordou para a Realidade Real, regem-se pelos jatos de ruído. As Cavakileaks, pelo contrário, são uma longuíssima sucessão de silêncios, que marcará os anos mais críticos da nossa pequena aventura democrática. Eu explico: sempre que há um problema, o Sr. Aníbal fecha a boca, coisa que, nós, Portugueses que pensamos, até agradecemos, já que se trata de um problema de saúde pública evitar que se espalhem perdigotos em todas as direções, ou as babas de caracol, tão ao gosto da cosmética atual, se acumulem nos cantos da boca de uma criatura que se faz anunciar como "Presidente da República". Da República de Boliqueime, suponho eu.

Antes de Guterres ter fugido, quando percebeu que isto era uma jangada de pedra de pedófilos, uma fundação generalizada da fraude e da corrupção, guerreavam-se duas figuras com estatura nacional, o Sr. Aníbal, de Boliqueime, e o Sr. Soares, de Nafarros. A diferença era que o Sr. Aníbal, sempre que não abria a boca, jorravam disparates, que lesavam, para sempre, Portugal, lá fora e cá dentro, enquanto o Sr. de Nafarros, sempre que soltava um chorilho de bojardas, fazia o "lá fora" pensar duas vezes, antes de ousar meter o pé cá dentro.

Presentemente, o "Lá fora" não só meteu cá os pés como meteu tudo o que tinha à mão, de maneira que isto se assemelha mais ao laboratório e de ensaios de todas as barbaridades previstas no Tratado de Lisboa, melhor conhecido por Tratado de Bilderberg, do que a um país.

Cada vez que houve um BPN, o Sr. Aníbal fechou a boca em forma de cavakileaks.
Sempre que surge um BPP, o Sr. Aníbal fecha a boca em forma de cavakileaks.

As cavakileaks governaram ininterruptamente Portugal durante 10 anos, quando o senhor Torres Couto criavamas formações fictícias do mete-dinheiro-ao-bolso, e eram ilibado, aliás, como caducava o Processo Beleza, fortemente rodeado de cavakileaks.
Sempre que a Agricultura era desmantelada, e substituída por subsídios para comprar Land-Rovers e árvores de plástico, ou plantar eucaliptais, havia um enorme silêncio cavakileakal.
Quando os barcos de pesca recebiam ordem de abate, mais se pronunciavam as cavakileaks, de boca completamente fechada.
Era mau, assistir à destruição da Indústria, ao som das cavakileaks.
Quando Eurico de Melo, o Ministro da Defesa, era envolvido num escândalo de pedofilia, lá se silenciava mais uma cavakileak, e assim sempre foi, e assim sempre será, até ao consumar dos tempos.

Todos os silêncios do Aníbal são a longa narração da nossa ruína.

Depois de 15 anos de cavakileaks, Portugal está a beira da Bancarrota, por atos cometidos por, ou à sombra, desta criatura, mas da sua fossa de perdigotos só se ouve que "os Portugueses têm de ser mais exigentes".

Acredite que vou ser, no dia 15 de janeiro, em que me vou lembrar de uma vagabunda corcunda, a enfiar, como Calpúrnia fazia, com César, um bastão de marfim na boca, sempre que o Ditador tinha um ataque de epilepsia, e vou sobretudo, não votar naquele cavakileakeiro que esteve de boca fechado, no dia em que o facínora Dias Loureiro mandou, na Ponte, disparar sobre os Portugueses.

Será a minha cavakileak: sabotar, silenciosamente, a reeleição do Vacão de Boliqueime. De nada nos servirá, mas consola, pelo menos, para os próximos 5 anos, saber que serão os últimos em que ele poderá destruir Portugal, se lá chegarmos.
Poderemos, então, dizer que a nossa Democracia foi gangrenada durante meio salazarismo, por um pós salazarista, cavalikeado e azarado.

terça-feira, novembro 30, 2010

A Remodelação





Imagem do Kaos


Enquanto o país naufraga, fala-se de "remodelação". Suponho que a remodelação de um governo mau seja para o tornar péssimo, mas já sei que vos ia pôr mal disposto, de maneira que resolvi abordar o tema da única maneira que ele merece, revisteira, ao nível das análises do "paramécias" ou das comunicações à nação do saloio de boliqueime.

Portanto, a haver remodelação, tinha de ser uma coisa séria, de caixão à cova, e devia começar por cima, pelo traste português que ocupa a presidência da comissão europeia e que dá pelo nome de cherne, também conhecido pela mulher, com quem o santana lhe punha os cornos, como josé manuel durão barroso. Era uma remodelação que passava pela higiene e pela eliminação da poluição visual e auditiva. Como não se despede uma pessoa, assim, do pé para a mão, podiam reintegrá-lo no mrpp, ou enviá-lo para a coreia do norte, com o livrinho vermelho na mão, para fazer um daqueles noticiários que eu adoro, em que aparece uma chinesinha, com um rio e umas pontes, ao fundo, de pés amarrados, a falar aos solavancos e soluços, como se tivesse um martelo pneumático enfiado no cu. Acho que chamam "comunismo" àquilo: do meu ponto de vista é uma patologia, do âmbito da terapia da fala, como também têm problemas de artrose, em não dobrarem os joelhos.

A segunda remodelação podia ser o constâncio, que se escapou lá para fora, e merecia uma remodelação especial, daquelas que os hunos faziam, com um pé numa esquina, uma perna na praça seguinte, uma mão pregada numa porta de igreja e a cabeça a servir nos treinos da "catedral", com o mourinho a bater uma pívia com a mão protegida por notas de rublos falsas, para não ficar pegajosa.

A terceira remodelação era reenviar o ferro rodrigues para provedor da casa pia, e voltar a obrigá-lo a mamar no pretinho, como consta do processo, que a maçonaria abafou, e, já que falamos de processo, vou adiantar um nome de um eterno ministeriável, o paulo pedroso, que deveria voltar a ocupar a pasta do trabalho, e tutelar a casa pia, onde foi exemplar, já que conseguiu, discretamente, que o seu nome nunca fosse envolvido em baixarias. Claro que, como desde aristóteles, duas coisas não podem ocupar o mesmo espaço, teriam de correr com a mulher a dias que puseram lá, arranjando-lhe um exílio dourado, sei lá, como lavadora de vidros, daquelas que fazem cem andares numa tarde, talvez em atlanta/USA, com um mba de sopeira incluso.

A quarta remodelação era o aníbal, a quem devia ser dado um golpe de misericórdia, para evitar a longa agonia em que se encontra, desde 1985, é por que não fode, aliás, fode, e não consegue sair de cima. Não poderá ir para o comboio fantasma da feira popular, porque a feira fechou, mas podia ir para o museu da madame tusseauds, fazer o seu próprio papel, com a maria ao lado, a limpar-lhe as babas de cera com um guardanapo.

O quinto remodelado era o alcoólico de águeda, a quem deviam explicar que portugal anda à procura de um futuro e não de um passado que já nem ao menino jesus interessa. Tal como a manuela moura guedes vai para a sic, podiam reenviá-lo para a rádio argel, para fazer aqueles glu-glu-glus com a garganta, como fazem as palestinianas da nazaré, sempre que se livram de mais um filho, oferecendo-lhe um cinto bomba e um paraíso maravilhoso, ao nível dos prémios da júlia pinheiro.

A sexta remodelação era o chefe da oposição, já que ser chefe da oposição ou estar neste governo parece, hoje em dia, ser a mesma coisa.

A sétima remodelação era parlamentar, e passava pela extinção daquelas cercas de gado, a que eles chamam "bancadas parlamentares", permitindo que as poucas cabeças, que lá bem pensam e exprimem, se juntassem, não por traumas ideológicos, mas por analogias do discurso. Presentemente, é muito amis fácil ver jerónimo de sousa sentado com ferreira leite, ou o cds/pp a defender coisas em comum com o louçã do que um camelo entrar pelo buraco de uma agulha. Acontece, e é saudável, ou um sinal de que chegámos a um tal estado de miséria que é mesmo assim.

No nível do governo, propriamente dito, josé sócrates devia ter sido remodelado desde que nasceu, e agora já vai tarde, porque foi tão vexado, tão humilhado, tão arrastado pela lama, tão desprezado e desconsiderado por tudo quanto é lugar, e conseguiu sobreviver, que lhe concedo uma espécie de amnistia, ou pena suspensa, com pulseira eletrónica e uma multa de 30 dias, com possibilidade de substituição por uma cena de coito público com fernanda câncio, para ele aprender o que é homossexualidade na prática, e não na teoria.

Na justiça, pode ser qualquer coisa, porque as confrarias deverão continuar a funcionar em sintonia, para salvar cada uma os seus pais da forca, e o marinho pinto a morder-lhes as canelas. Olha, o meu amigo josé maria martins, em ministro, punha aquela merda em ordem em dois tempos, ah, pois punha, sim... :-)

Na economia, não precisamos de ninguém, porque, como toda a gente sabe, já não há economia, aliás, como nem há agricultura, nem pescas, e criava-se um superministério dos ex setores de produção, com um nome de peso, não sei, deixa-me cá ver, podia ser aquele anormal que fala três horas a fio sobre o vazio do futebol, na televisão, ou o Chalana, ou, melhor, o Mourinho.

Marcelo rebelo de sousa seria excelente numa pasta da demagogia, e estou a ver que já vai longa a remodelação. Na cultura, a gabriela tem de ficar, porque, como esteta, foi a primeira, de há largos anos para cá, que mostrou que os pendurados dos subsídios são uma espécie de bpn ainda mais sem fundo do que o bpn original. A educação, para grande desgosto da carrilha, que anda morta para entrar para qualquer coisa... pois, vou-lhe dar uma má notícia, sabida sábado passado, no último grande casamento do clã alçada, no tivoli: a isabelinha está a fazer estágio na educação é só sai para ir ocupar o lugar do marido na gulbenkian, pelo que os sindicalistas de bigode e as setôras mal fodidas vão ter de esperar que o rui vilar meta os papéis... Paciência :-)

Na defesa, acho que já não temos qualquer defesa, pelo que qualquer coisa serve. Pode ser um catalão, para mostrar no que é que uma cultura pode ser bem mais forte do que um blindado.

O homem da américa, o amado, pode ir-se embora, para ter mais tempo para tratar dos olhos, porque merece: cumpriu bem os seus "wikileaks", e mais não digo...

Nas finanças, e este é um posto crítico, em vez de ter alguém que faça favor aos banqueiros, mais vale que ponham, de vez, um banqueiro a fazer favores aos favores. Jardim gonçalves, oliveira e costa, ou... e por que não?..., dias loureiro não nos envergonhariam, bem pelo contrário.

A saúde seria substituída pelo ministério da doença e o nome natural é leonor beleza, que se tornou especialista em despachos para o além.

É natural que me escapem alguns ministérios, mas, se me escapam, é por que também não fazem falta.

Fica a chave de ouro: remodelar a segunda figura do estado, jaime gama, demasiado desgastada pelas suas recorrentes inclusões no casa pia, e voltar a pô-lo nos negócios estrangeiros, já que o futuro, como o foi o passado, da pedofilia, passa por uma forte aposta nas exportações, e preferimos embaixadores que vendam bem os nossos putos lá fora do que andem em telegramas do "wikileaks" a chamar, à bruni, puta, coisa que toda gente, exceto os wikileaks, já há muito sabia.

(quinteto impossível de remodelar e descrever, no "arrebenta-sol", no "democracia em portugal", no "klandestino", no "uma aventura sinistra" e no "braganza mothers", que vai entrar, em 2011, como tudo, em recessão técnica)