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terça-feira, junho 07, 2011

Dois pesos, duas medidas... :(




Já nem vale a pena a admiração. O presidente de "TODOS" os portugueses, nunca se esquece que uns Portugueses são mais portugueses que outros e por isso age com rapidez quando se trata de questões que afectam grupos a cujas causas se mostra especialmente sensível. Neste caso, o seu querido ensino particular e cooperativo.



"PRESIDENTE VETA DIPLOMA"(in Jornal da Madeira)



Enquanto que, em relação à suspensão da actual ADD, o PR teve dúvidas e enviou o documento para o Tribunal Constitucional, que da mesma forma parcial e discutível tratou de obedecer à sua dúvida e "suspender a suspensão", desta vez, Cavaco Silva, o famoso homem que "nunca se engana e raramente tem dúvidas"... VETOU, sem mais, o diploma que alterava o decreto-lei que regula o apoio ao Estado às Escolas Particulares e Cooperativas. Temos de perceber a medida... coitadinhas, a maioria delas, além das pesadas propinas que cobra aos pais dos alunos (como particulares que são), ainda recebe um gordo cheque de apoio do Estado porque... são particulares e cooperativas (???)... ou por alguma razão assim... ou porque... apesar de ficarem a passos de escolas públicas de qualidade... hã... parece que os utentes reclamam o seu direito a escolha(???)... e... assim parece que ganham igualdade com os do ensino público pois recebem o mesmo do que estes do Estado ...ou até um pouco menos! por isso custam MENOS(???) ao Estado do que os do público... blá blá... não é? Creio que é esta a argumentação tradicional bradada aos quatro ventos e que tanto afagou os ouvidos da nossa primeira figura do Estado... Mas que a mim, confesso, me baralham um pouco, por terem assim um certo aspecto de pescadinha- de -rabo -na -boca...


Os colégios, portanto, continuarão para já a receber o subsidiozinho, em tempos de crise e de cortes de abonos mil, para sobreviverem à miséria e poderem ter os equipamentos de luxo que ajudam a captar bons alunos à escola Pública e a desmodorrar da ignorância os filhos indolentes e pouco "vivos" dos pais que pagam bem.


Enfim. E ao que parece este diploma até era de origem no PSD, o que soa agora no começar a frigir das contendas latentes entre o cavaquismo e o partido agora afecto ao novo líder, acabadinho de ser convidado a formar governo. Uma espécie de "quem manda aqui sou eu" (apesar de habitualmente ser confundido com uma das estátuas do palácio).


Contas feitas e em resumo, com TC a dar luz verde à continuação da insanidade,por um lado , e veto à regulação da distribuição mais moderada de dinheiros públicos, por outro, mais uma vez... quem perde? quem perde? Os portugueses e a Escola Pública, está claro... Continue assim, que vamos cada vez melhor. Por este andar está a exigir que a sinistra Lurdes, tão "enfladecida", recupere a pasta ministerial!(Lagarto, lagarto! toc toc).
Mas pelo andar da carruagem ronceira e rançosa desta espécie de "Tgv" da Deseducação que desliza agora nos carris do Sistema Educativo, já nem isso me admirava... :(((


"Alergia"

segunda-feira, junho 06, 2011

As lágrimas amargas de Petra von Vilar de Maçada. Até um dia, camarada :-)





Imagem do Kaos


Hoje é um dia histórico para Portugal, não só pelas más como também pelas piores razões. Para nós, que, nestes espaços, ao longo de seis penosos anos, tivémos a difícil tarefa de penélope de destruir, pela noite, a imagem de perfeição que os assessores do "Engenheiro", com o nosso dinheiro, construíam durante o dia, é tão só um dia de trabalho, como tantos outros: mudará o alvo, mas, infelizmente, a tarefa terá de ser a mesma.
O Polvo Paul II, que nunca viu o solzinho a dançar, como a Lúcia, que deus consigo tenha, porque a iluminação do aquário dele é artificial, já avançou com o 18 meses até voltar a haver eleições em Portugal.
Infelizmente, creio que a Bancarrota ou o estado de saúde de Cavaco Silva talvez venham a apressar essa data, mas não vamos começar a ser já pessimistas, porque amanhã ainda é só segunda feira, e vêm aí os feriados de junho, onde esperamos que Passos Coelho ponha já em ação o seu Programa Eleitoral e trabalhe durante o fim de semana que faz ponte, entre os feriados. Por mim, vou tentar fazer ainda menos do que já faço, porque está provado que os povos do Sul trabalham muito mais do que os nojentos do Centro e do Norte, que passam o tempo a comer pepinos para terem dias de baixa. Que vão trabalhar, seus malandros!...

Portanto, o cenário é o seguinte, e só se afasta ligeiramente daquele que eu ambicionava, que era uma maioria de "Direita" que não chegasse a Absoluta, por limiano ou limiano e meio, mas não se pode ter tudo na vida.
Gostei do discurso de despedida de Sócrates, e elogio quem lhe o escreveu, porque aquilo oscilou entre a retórica do Estoicismo, a doçura do Epicurismo e as grande épicas da métrica de "De Bello Gallico", e até me vinham aos olhos lágrimas, a pensar que estava a ouvir César, o homem de todas as mulheres e a mulher de todos os homens, no momento em que o cruel Bruto lhe enfiava a navalha no baixo abdómen; depois, subiu o tom para Suetónio, e, aí, já o Manuel Alegre, o bêbedo das rimas frouxas, soltava lágrimas de elevado teor em álcool, enquanto Maria de Belém se continha, já que a sua altura não permite, com risco de afogamento, que as lacrimais segreguem mais do que um cano descuidadamente roto da autarquia de Lisboa. Chorava Almeida Santos, a pensar que agora se ia poder dedicar aos negócios sujos de Moçambique, e chorava o "alter ego" do "Engenheiro", a quem dou os parabéns, já que lhe deve ter ele polido as palavras e a métrica.

Aquilo não era um hotel, era um vale de lágrimas, e cenas com aquela extensão são muito difíceis, exceto na "Traviata", em que ela espalha horas o Bacilo de Koch, pelo palco, antes de morrer sufocada pelas crateras da pleura, ou em "La Bohème", em que ela ainda tem tempo de reviver os homens todos que despachou em vida, antes de se afundar no acorde da tónica, mas, já que era com Sócrates que estávamos a lidar, a coisa ainda tinha de subir mais, e foi ao tom proconsular de Dion Cassio, em que ele dizia que morria, mas ia ficar vivo, um cidadão, o que fazia lembrar a Roma Republicana, sem a Rocha Tarpeia. Suponho que a Câncio chorasse por cima e por baixo, enquanto Gabriela Canavilhas reconhecia ali o Diretor ideal para o Teatro Nacional, uma espécie de Amélia Gay..., perdão, Rey Colaço, que, amargamente, se desperdiçara pela política, e os adversários da véspera, o nulo Lello, o horrível Assis e o asqueroso Ferro Rodrigues faziam esgares de buldogue. Subiu, então, a prima dona ao final do "Ottelo" e toda ela era Desdémona, a quem o negrão vinha injustamente apertar as goelas, sem antes lhe ter alargado decentemente as trompas de falópio. Adeus, portanto, Zé, que, ao menos, na despedida, tocaste o Steiner, cauda longa, todo, da grandiloquência, e ficamos falados, porque tenho mais que fazer.
A propósito, como sabia que ias perder, e como não quero ter nada a ver com a merda que vem aí, imagina, votei em ti, para provar que também sei ser cavalheiro e puta, e assim ficamos falados...

Do lado oposto, a coisa era mais lúgubre, porque a Portas, calculadeira como sempre, imediatamente começou a fazer contas de cabeça, e, dos dez ministérios do novo governo já sonha com, pelo menos onze, e todos do "full contact", porque, como afirmou, mal soube que estava com o lombinho ajeitado, "ia ter com a família, passando, antes, pela... "ginástica", ou seja, algum "personal treiner" do Estoril, que vai ter de apanhar com a adrenalina toda da tarada.
Passos Coelho é pior, porque é um boneco vazio, de entre Massamá e a Rinchoa, que o Cavaquistão profundo empurrou para a frente, para transformar em filetes, mal comece a patinar. Isso é típico do PSD, que tem um genoma da piranha, e não se desfaz em lirismos, quando perde o pé, mas imediatamente devora as suas cabeças, mal elas deixam de cumprir as ordens dos muitos sovacos que tem.
Como diz o Polvo Paul II, é coisa para ano e meio, se tanto, isto se o FMI não descobrir, antes, as fotos do "Processo do Parque" e as cabeleiras de Catherine Deneuve, que Silva Pereira tão bem trocava com Valente de Oliveira, deixando a fama para a tarada da Sacadura Cabral filha, ou a brasileira do Pedro que pinta o cabelo de caju descubra que ele tem vícios de Strauss-Kahn, e provoque um escândalo à americana, mas da direita baixa.

Os tempos são, pois, promissores, mas não queria deixar este pequeno epitáfio sem uma palavrinha para os desvalidos desta noite: será que não há um pensamento de piedade para Inês de Medeiros, essa nódoa, que agora terá de desembolsar as saudades de Paris diretamente da carteira do Maestro Vitorino de Almeida?:... Será que Isabel Alçada irá ter de dar o cházinho da meia noite ao Rui Vilar, para ele desamparar a Gulbenkian, e ela poder finalmente entrar?... Que será da Carrilha, que não foi eleita Grã Mestra da Maçonaria, e que se arrisca a poder vir ter de dar aulas, e ser avaliada, como docente com curso e doutoramento com média de dez?... Não estais com a dor de Paulo Pedroso, que poderá ver o "Casa Pia" ser reaberto, e ter de reimplantar, à pressa, os sinais que mandou tirar do cu?... E a Câncio, Senhor, que será da Câncio?...

A última palavra ainda é de carinho, e é para Maria Cavaco Silva, que hoje foi votar, com o seu Manequim dos Anos Cinquenta, da Rua dos Fanqueiros, toda enrolada numa peça de tule azul, do tempo das personagens rançosas da medíocre Agustina e do cadáver adiado, Manoel de Oliveira. Ela sorria, mas era a dor quem com ela ia.
Mulher outrora vistosa, aquela Falha de Santo André, que tem entre as ridículas golas da modista e a artrose das vértebras pescoçais, que, com o tempo alargam, e deixam prever "the big one", sofre agora de outro fenómeno geológico nos membros inferiores: há uma elefantíase, acentuada por celulite, que desengonçou as partes ósseas da bacia para baixo. Se Schwarzenegger, nos bons tempos em que comia judeus ricos, para subir na vida, tinha um corpo em V, da cintura para cima, esta tem agora, descambado, uma arco da Rua Augusta, da cintura para baixo. É de supor que anda alargue, durante este ano e meio de Governo contra natura. Corremos o risco de que o Cavaco lá caia, dentro, sem voltar a poder sair, como previu Stephen Hawking, no limiar dos buracos negros. Será isso o "Pügrèsso", ou será tão só a nossa beata forma de encaixar a Bancarrota?...
Que a terra lhes seja leve.

(Quinteto do adeus freeport, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Uma Aventura Sinistra", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers", que lá vai ter de gramar mais esta pastilha...) 

quinta-feira, abril 07, 2011

E pronto! Confirma-se! #X$*RRRR! :-((

Nem há forças para comentar! Os rumores sempre tinham fundamento.... Isto é TRISTE...TRISTE...Triste... triste... triste... :-(((

Obrigadinha,mais uma vez, por desprezar os professores e colaborar activamente com estas políticas nojentas e destrutivas da Educação Pública, Ex.mo Sr...

Está-lhe reservado um lugar de "honra" na História Negra da Educação em Portugal.

sexta-feira, abril 01, 2011

MAS ESTÃO A GOZAR COM OS PROFs. OU QUÊ?!

imagem daqui
Então O PR promulgou a suspensão desta ADD da Assembleia da República e agora já dizem que vai SUSPENDER A SUSPENSÃO blá blá blá?! Mas que treta é esta?!?! Ver notícia do Sol AQUI. (Belém vai travar suspensão...)

E cancelaram a marcha de amanhã? Essa também é verdadeira?

Nota: isto bem pode ser uma partida de 1 de Abril do semanário "Sol", mas se assim for é de muito mau gosto! :-(

sexta-feira, março 25, 2011

Momento de humor

Já tem circulado pelo Facebook e e-mails mas ... para assinalar BEM o evento, cola-se aqui também! Bom dia para todos e que com Sócrates caia também esta avaliação putrefacta!

publicado por Maria Teixeira Alves@ Corta-fitas | Sapo

quarta-feira, março 23, 2011

Liiiiindo! Vai para longe ó Pinócrates!!!!!

Cavaco Silva revelou em comunicado que o primeiro-ministro pediu a demissão. A revelação foi feita ainda antes da comunicação de José Sócrates ao país. (Público)

sábado, fevereiro 12, 2011

As Múmias de Boliqueime: do alto deste palácio, quarenta anos de atraso vos contemplam

N


magem do Kaos

Há revoluções que são como os rios: começam por um simples fio de água e espraiam-se, depois, em infindáveis oceanos.
Creio que esse seja o espírito do Nilo, e, hoje, o Deus Serápis voltou a levantar os braços no Cairo e Alexandria. Para um cético, como eu, prefiro fixar-me nas imagens, e pelas massas que ondulam, em vez de me embrenhar pelos abismos da futurologia. De aqui a muitos anos, aconteça o que acontecer, serão essas imagens que guardarei comigo, como no dia em que o Muro de Berlim se desfez, e em muitos outros, raros, dias, da nossa memória finita.
O futuro das revoluções só é julgado muito tempo depois, pelos vindouros, para quem elas foram eventos de um distante passado.
Hoje é tão só o dia das marés de gente, das cores das bandeiras e dos civismos de multidões pelas quais passaram alguns dos mais altos momentos da História.

Hoje, no Cairo, dança nas ruas a memória do Unificador das Duas Terras, Ptah e Imoteph, a triologia de Gizeh, a impenetrável Abidos, a grande Hatschepsut e Tutmés, o Grande, o hermético Akhenaton, Nefertiti, o trono infantil de Tutankhamon, os Ramséssidas e os tesouros núbios de Tânis, a voz de Necao, que mandou os fenícios fazer o primeiro périplo de África, Nectnanebo II, que compunha cartas astrológicas para Olympia, a mãe de Alexandre, os Lágidas, César, António e Cleópatra VII, Cesárion e Ísis, Selene, o Farol, o Museu e a Biblioteca, Euclides, os tradutores gregos do Biblion, Hipatia, Justiniano e os homens do deserto, Heráclio, Saladino, os Mamelucos, os sultões escravos, Kavafis e um rio enorme e eterno, que desenha no Céu e na Terra, a monstruosa barragem de Assuão.

Hoje é hoje, e o hoje não é amanhã. O amanhã logo se verá, e vivamos, como as bacantes, as noites dos ardentes dias de hoje. Quando, pelas cinco da manhã, o sol escaldante do deserto voltar a recortar o eterno sorriso de Kéfren, grafado na Esfinge, deveremos questionar o futuro, porque o futuro será feito de coisas que aí vêm, muito breves, mas hoje não me interessam.

É bom saber que o Mundo, cansado da sua impenetrável idade, voltou a respirar uns quantos raros momentos de juventude, e que, mesmo eu, inveterado pagão, avesso aos credos do Livro e da chacina, estou agora a olhar, mudo e quedo, para o Nilo das gentes que ainda acreditam nas mudanças.

Nenhumas destas coisas são passíveis de comparação, mas, enquanto o Norte de África se liberta do seu bolor, sem saber o que lhe reservarão os dias próximos, nós, Portugueses, povo sem solução, mais uma vez deixámos que se arrastassem para o topo do Estado cadáveres adiados sem futuro, carregados do pior bafio.
O Tribunal Constitucional desta coisa agonizante, chamada "República Portuguesa", parece que relembrou que o cidadão Aníbal Cavaco Silva iria, a partir de Março, exercer uma lenta agonia no Palácio de Belém.

Confesso que, depois daquele dia aziago de janeiro, em que uma maioria absolutíssima de portugueses disse a esse homenzinho que o tempo dele tinha acabado, pensei, enquanto escritor, que estivéssemos a assistir a um mero roteiro e virar de página de jornal descartável do metro. Votavam no homenzinho, só para que ele pudesse escrever no currículo que tinha sido duas vezes presidente da vergonhosa coisa portuguesa, mas não foi assim: de facto, o disparate desse dia iria corresponder a uma longa indução em coma, com previsibilidade de duração de 5 anos. Quer isto dizer que, quando o Magreb do Sul, hoje, se começou a livrar das suas múmias, nós, Magreb do Norte, alçámos ao nosso pequeno teatro de revista mais um miserável número de "vaudeville", presépios e visitas a lares de mongolóides.
A preceito, esta enorme paralisia cerebral coletiva precisava da sua Praça Tahrir, aliás, precisava de várias, de marés de gente cheia de espontaneidade, que tirasse os sapatos e os mostrasse a esta corja, agora incarnada por uma mumificação algarvia.

Nada disto, aliás, não cheira nem bem, nem mal, porque já perdemos o olfato e nos deixámos anestesiar por uma ignominiosa rotina de passividade. Perdemos a História e o Tempo, e, enquanto os nossos vizinhos vêm para a rua cantar agora o rumor das massas esperançosas, nós veneramos o pão bolorento, endividados, até à Eternidade, por uma multidão de crimes sem castigo.

Essa... "coisa"... que o Magreb do Norte vai colocar no palácio presidencial português é a sombra de um dos maiores desfalques dos dinheiros públicos a que este país já assistiu, o BPN. Eu sei que não têm verdadeira ideia da dimensão disso, esse... BPN, mas eu vou traduzi-lo por palavras: o BPN é uma espécie de casa pia do freeport de entre os rios dos fundos sociais europeus, onde o apito dourado soava como a fundação hemofílica de um furacão da noite branca, a cobrir de modernas, independentes e lusófonas, a cortiçosa mancha do processo do parque de portucale, no meio de um som de ensurdecedoras sucatas de submarinos.
A fatura será um buraco sem fundo, até à morte dos nossos netos.

Se isto fosse um país, e não um ajuntamento de pessoas, quando as caricaturas de Boliqueime se dirigissem, em Março, a Belém, para nos envergonhar mais cinco anos, deveria haver umas milícias da renovação, que os agarrassem pelos braços, e os obrigassem a uma reclusão, para sempre, nas suas aberrações arquitetónicas do Quinta da Coelha, para tratar dos netos, lembrando que o povo que outrora dominou as Rotas da Pimenta não pode agora estar condenado a respirar pó de múmia para todo o resto da sua História.

(Quinteto de Alexandria, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", no "Uma Aventura Sinistra" e em "The Braganza Mothers")

terça-feira, fevereiro 08, 2011

As Presidenciais, vistas por uma dentadura





Imagem do Kaos, e dedicado ao  Kaos, que acha que não há textos à altura das imagens dele...


As Presidenciais e o Egito levaram-me a fazer contas, coisa na qual sou profundamente incompetente, mas, olha, fez-me bem, antes isso do que um beijinho nas feiras, dado pelo Portastucale.

Então, é assim: Cavaco Silva, também conhecido pelo Saloio de Boliqueime, não foi eleito por 75% dos Portugueses; Manuel Alegre, o Garrafão de Águeda, não foi eleito por 80% dos nacionais; Fernando Nobre, o consolo das enfermeirinhas, levou um voto contra de 86% dos lusitanos; O Chico que faz falta não fez falta a 93% dos votantes; o Coelho divertiu muito, mas lá houve 95% de peregrinos de Fátima que não viram nele o solzinho a dançar, e por fim, o outro, de cujo nome nem me lembro, só ficou com a rapadura do fundo das urnas.


O resto da história é, como verão, do domínio do Egito e da Ortodoncia.

Aníbal de Boliqueime, uma arrastadeira em forma de Américo Thomaz, com os seus 75% de Portugueses que foram incapazes de ver a forma radiosa, e de esperança, que dele, e do seu coirato-fêmea, emanam, teve uma eleição que pareceu hermética, mas era uma esperança de futuro: o Egito, à cautela, enviou duas das suas múmias para Belém, uma espécie de arca de noé das múmias, não fosse a coisa dar para o torto, mas enganaram-se, porque, se o mundo arder, aquelas duas múmias não vão poder assegurar, pela reprodução, que o mundo se volte a repovoar de múmias, pelo que a espécie se deverá extinguir ali. Portanto, por favor, não deitem fogo ao Tutankhamon, senão, ainda se arriscam a assistir ao Sr. Hawass, esse vampiro das antiguidades, a reclamar que o Sr. Aníbal e a Ti Maria voltem a repousar nos seus sarcófagos poeirentos do Cairo, ou no Vale dos Reis, rebatizado, Vale dos Bimbos.
Com Portugal em rotura de financiamento externo, só a Irmã Lúcia saberá se esse dia não esteve mais perto.
Era uma benção, confesso, para mim, e para mais 75% dos Portugueses...

A segunda parte é mais interessante, e prende-se com a Ortodoncia, e creio que o que vou escrever é tão revolucionário como o dia em que Copérnico resolveu desenterrar Hiparco, ou o Tio Einstein escreveu uma parvoíce do género que achava que dependia do ponto de vista da claque do clube se eram os comboios que andavam, ou as linhas férreas. Em dia de greve da CP isto é quase litúrgico, e premonitório.

Suponho que os 75% de votos de inteligência contra o Vacão de Boliqueime, responsável pela destruição do tecido agrícola, industrial, ferroviário, produtivo, cultural e educacional de Portugal, enquanto primeiro ministro, e, agora, na sua nova fase da ternura da algália, ainda não foram abordados por um prisma que considero extremamente interessante, quer do ponto de vista etnológico, quer sociológico, quer, et pour quoi pas?..., higiénico.

A verdade é que 25% dos dentes de Portugal votaram no Manequim dos Anos 50 da Rua dos Fanqueiros.

Ora estes 25% não são 25% de quaisquer dentes, mas de dentes que viveram as glórias do último Salazar, que rangeram em Fátima, que votaram contra o aborto, que apostaram na inocência de Carlos Cruz, que uivaram de cio, com as visitas de Paulo VI, João Paulo II e Benedito XVI, Ratzinger, que gemeram, quando a Irmã Lúcia deixou de estar calada para se poder tornar numa das maiores intriguistas e "códrilheiras" do Purgatório, que apontaram o dedo às moças brasileiras, que trabalhavam, por conta própria, na terra das mulheres de bigode de Bragança, que chamaram "puta" à Carolina Salgado, e "inocente", ao Pinto da Costa, que profanaram as cerimónias fúnebres do Carlos Castro, enfim, todos aqueles dentes profundo, que, de cada vez que Portugal dá um sacolejão para trás, estão sempre na posição dos caninos, e remoem o "Pügrèsso" no bafio dos molares.

Falta contabilizá-los, porque esta contagem de dentes eleitorais é fundamental, para a análise idiossincrática de uma Nação cansada de 900 anos de (pré) História.

Dizem os especialistas, que, dada a conhecidíssima higiene oral dos Portugueses, aliada a deficiências de alimentação, a uma carga genética, que vem desde a Lucy, e passou pelos austrolopitecos todos, até se fixar no Pinto da Costa, no Valentim e no João Loureiro, por volta dos 65 anos, o Português de Lineu, já só tem, dos 32 dentes iniciais, cerca de metade, baixando, aos 70, para 10, e passados os 80, para 3 ou 4, consoante tenha nascido em ano simples, ou bissexto. Ora, e considerando que distribuição dos dentes da boca dos eleitores do Sr. Aníbal é tudo menos uma Curva de Gauss, vamos adotar um modelo de regressão exponencial inversa, partindo de 16 dentes, até chegar, no caso daquela militante, que sempre votou, desde o tempo do Marechal Carmona, no Partido do Governo, Ação Nacional Popular, também conhecido pelas Avós de Boliqueime. Não quero incorrer no vício de me tornar demasiado técnico, como fazia o filho da puta do Constâncio, que arredondava os roubos dos Portugueses, pelo que vou já regressar à aritmética elementar, e fazer umas continhas à Ferreira Leite.

Tendo em conta que a Comissão Nacional de Eleições se enganou no número de inscritos, e cruzando os valores com a pirâmide etária portuguesa, que parece Keops a fazer o pino, ou seja, meia dúzia de casapianos na base, uns quantos renatos seabras nos socalcos acima, a Bocarra Guimarães e o Zeinal Bava a meio, o Zezé Castel Branco, no centro de massa do sacarrolhas, e as múmias todas do Cairo lá no topo, a receberem reformas milionárias, entre os 5000 e os 50 000 €,
dizia eu
de que
1 124 074, e mais um quarto de avózinha, votaram no Epilético de Boliqueime.

Se considerarmos que, deste número, cerca de 30% tem 16 dentes na boca (e os restantes em Fátima), os outros 30% já só tem 10 (e os restantes na campa das pastorinhas), e que mais os outros 30% já só têm 3, vá, lá 4... não, 3, porque estamos em austeridade, isto faz... deixa cá ir à calculadora... temos 5 395 555 mais 3 372 222 mais 1 011 666 de dentes que votaram no sarnoso do Aníbal, o que faz, ora faz... números cariados... aí uns 9 779 443 de dentes aboliqueimados, ora isto é muito dente, e, se fossemos autopsiar o fenómeno ainda mais a fundo, isto é quase a população toda de Portugal, em forma de dentes, só que há uns dentes mais iguais do que os outros, pelo que destes quase 10 000 000, teremos, certamente, os brancos, os amarelos, os semicariados, cinzento cinza, e os negros, da Nazaré.

Eu sei que faltam aqui uns 10%... já me estão a fazer sinais lá no fundo que me enganei nas contas... não não enganei, faltam 10% desta maltosa, cerca de 112 407, que só não vieram aqui, porque acabaram de chegar do cordão humano de apoio ao Estripador de Cantanhede, e da Petição da Estrelinha da Esperança do Afeto, ou lá que nome tem essa merda, em que há gente que ainda se enleva, e empolga, com assassinos psicopatas. Suponho que esses tenham, em média, 25 dentes. Feitas as contas, ao estilo BPN, vamos, pois, aos 10 000 000.

10 000 000 de dentes é muito, muito, dente.

Do alto desta tribuna, e, agora que tanto se fala de pôr 1 000 000 de pessoas a descer a Avenida da Liberdade, para exigir a demissão da "Classe" Política toda, eu quero chefiar uma contramanifestação, e pôr os 10 000 000 de dentes brancos, amarelos, verdes, cinzentos, negros, e cor de burro quando foge, que votaram no Bimbo da Bomba, a subirem a Avenida da Liberdade, para lutarem contra esses inimigos do Sistema, essa gente, gentnha, gentalha, que quer impedir que sejamos felizes e encolhidos, os mais modestos, do Salazar, em suma, que, ao contrário do Cairo, demos, aliás, "dêiamüs", o exemplo, e acabemos o Mundo... à dentada.

(Prótese dentária cariada, à espera do FMI, no "Arrebenta-SOL", no "Uma Aventura Sinistra", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e nas putas do "Braganza Mothers")

terça-feira, janeiro 25, 2011

O País das "marquises"





Imagem do Kaos


Pronto, como dizia o outro, depois de pendurado três dias numa feia de uma cruz, sem tomar banho, nem pôr desodorisante, "está consumado": os culpados foram colocados no lugar das respetivas culpas, e esta porcaria pode retomar a sua longa caminhada em direção ao "Pügrèsso", iniciada em 1985.

Nos escassos anos de democracia, já me tinha acontecido, e saudavelmente, ir às urnas votar contra alguém, e fi-lo muitas vezes, talvez a mais saborosa, contra a Carrilha, quando "ela" se andava a abalançar à Câmara de Lisboa, e ainda não a sonhar com ser o próximo manuel alegre de 2016, se lá chegarmos, mas nunca me tinha sucedido ir ter de votar contra quase todos os candidatos.

Os grandes vencedores da noite são, suponho que por consenso, o coelho da madeira, que vai fazer a vida negra ao alberto joão, nos próximos tempos, e isso é fantástico, porque me faz sempre lembrar aquelas lutas das mulheres na lama, e eu adoro chiqueiradas, senão, não tinha nascido português; o do PCP, que tem sempre uma "vitória moral", nunca se percebe por quê, por que arrecada sempre menos votos do que o pleno do partido, 50 000 enfermeiras a masturbarem-se, em direto, para fernando nobre, o alegre que se segue, e os comprimidos do professor lobo antunes, que já deram a volta ao mundo e ao tempo.
Pensando no caso de manoel de oliveira, acho que esses miraculosos comprimidos, ou "pastilhas", como se diz no sotaque de boliqueime, nos poderão assegurar um feliz sexto, sétimo e oitavos mandatos presidenciais, de qualquer múmia que lá se ponha. Quando crescem as exportações no "off-shore" da madeira, através da Wainfleet, a maior exportadora portuguesa, de papéis fantasma, da mafia russa, grande parte dessas exportações reais são, suponho, para manter vivo fidel castro, e, creio, ratzinger, o mais velho ayatollah ainda em exercício no hemisfério ocidental, Corre por aí, que, quando deixar de os pagar, como deixou de pagar os sapatinhos prada, o senhor, ou o espírito santo, ricardo salgado, o levarão para junto de si. Sempre diminuíam as emissões de co2, entre outras benesses.

Parece que o dia mais deprimente do ano é o dia 24 de janeiro: nós, como sempre fomos mais avançados nas coisas más, preferimos, para antecipar, o dia 23.

Ontem, dia 23, e regressando aquele epifenómeno a que chamaram "presidenciais", conseguimos uma coisa miraculosa, que já não se via desde a cova da iria e a cura milagrosa dos hemofílicos de leonor beleza, que foi juntar as causas naturais aos milagres da fé, e vamos já às causas naturais.

As causas naturais, de 23 de janeiro de 2011 resumem-se a que portugal, nação anexa das españas, e na eminência de entrar na tutela do fmi, conseguiu organizar um evento de cariz eleitoral, com o elenco da liga do últimos, uma superprodução de lix..., perdão, de luxo, que foi desde os candidatos aos eleitores, passando pelos engasganços dos meios de votação. A coisa foi bonita, cívica, "glamourosa", como diria aquele sacarolhas chamado zezé castelbranco, e acabou à altura dos intervenientes, com o milagre da fé de se ver uma criatura, em estado lastimável de saúde física e mental, conseguir reunir contra si 75% (!) da população do retângulo, e ainda aparecer ao lado de uma aparição de azul petróleo, embevecida, com o marido poder ir voltar a ocupar os jardins das tangerineiras de belém. Eu próprio, que só consigo chorar quando a traviata está a fingir que morre, comovi-me, e, enquanto andava pelo "facebook" a provocar as amigas, e deitava o rabinho do olho para a deprimência do que se passava nas televisões, abençoado por ratzinger, por ter sido ali que carlos castro conheceu o mandatário para a juventude de cavaco silva, chorei, porque maria de boliqueime fez o último grande papel da sua vida, a ver se os comprimidos do professor lobo antunes não se iam abaixo, antes do marido voltar a sair da marquise de belém , para a marquise do possollo, mas vou deixar as marquises para depois, porque ainda tenho de prolongar um bocadinho mais esta introdução.

Como comecei por dizer, o vergonhoso número de teatro de revista de 23 de janeiro colocou todos os culpados perante as respetivas culpas, e escreveu-lhes importantes linhas biográficas. A primeira, talvez a mais lapidar de todas, foi ter associado o nome do senhor alegre, de águeda, à eleição de um morto político, cavaco silva, por duas vezes, uma, em 2005, a segunda, em 2011, e para um cargo que conseguirá, assim o esperamos, levar ao extremo do desprestígio, no prazo máximo de cinco anos. Compete ao senhor alegre, portanto, desaparecer agora de cena para sempre, ou ir para túnis, montar uma rádio própria, de onde poderá acompanhar como uma revolução de jasmim corre o risco de nos pôr um irão a hora e meia de voo de lisboa, e me impedir, grossa chatice, de ir lá comprar tapetes dos anos 40, à medina de Sousse. Já agora, pode levar com ele o bloco de vampiros de esquerda, que é melhor continuarem a sonhar com coligações ao nível dos zés que fazem falta do que com ministérios da cultura, do turismo,  e varandas afins.

O segundo carinho vai para o sr. aníbal, um homem honesto, que tentou rebobinar a história, mas se vai sair muito mal, porque, em redor de homens honestos não podem existir dias loureiros, oliveiras e costas nem leonores belezas, como salazar muito bem sabia. Há, em contrapartida, um povo, ou melhor, uma sombra com o peso de 75% da população, que lhe disse, expressamente, que, mais tarde ou mais cedo, vai ter de explicar por que é que nós, país pobre e de população degradada, temos de estar a pagar milhares de milhares de milhões, por causa de uma banca de lavagem de dinheiro, que suponho que nem ao sr. madoff, condenado a meio milénio de prisão, terá lembrado na américa.
Não quis explicar durante a campanha, pois que mande agora num papelinho escrito, como aquele que carlos cruz mandou ao "bibi", a lembrar-lhe que não se conheciam.
A maria até pode lê-lo em público, e dizer que dias loureiro nunca foi vizinho de cavaco, nem ministro, nem guardião das ações e das poupanças do saloio da coelha e da saloia da patrícia, nem sequer conselheiro de estado, e ainda menos exilado de cabo verde, paraíso da pedofilia.

O sr. aníbal pensa que, dia 23, recuperou aqueles 10 anitos do antigo regime, que uns gajos com cravos e tanques obrigaram a interromper, quando ele tinha uma prateleirita tão bem assegurada no seguimento do "antigamente", como outros que tais, que depois até deram dignamente a volta ao filme, como freitas do amaral, sá carneiro, ou marcelo rebelo de sousa, de entre alguns que agora me vieram ao correr do teclado. Ao contrário dos anteriores, o mendicante de boliqueime insiste em ignorar que existiram, para o bem ou para o mal, 11 anos, entre 1974 e 1985, que mudaram, para sempre o decurso da história de portugal, tornando obsoletas coisas que se lhe escapam, nos intervalos dos perdigotos e das semividas dos comprimidos do professor lobo antunes, como as assembleias "nacionais" (?), os dias da "pátria" (?) e as pensões do "pides".

Matematicamente falando, e isso é bom, porque a matemática é canónica, nós, portugueses, os tais da zona que consideram o sr. aníbal um cancro da democracia, ficámos, agora, com um dos maiores trunfos da nossa vida, porque assim como alegre vai desaparecer em duas semanas, uma coisa passámos a ter como certa: o prazo máximo para aguentar aquela assombração de boliqueime, vergonha do nosso rosto internacional, são 5 anos, sim, só 5 anos, com fortes probabilidades de que a doença -- e não se deseja mal a ninguém, mas também se aceita, se vier de boa vontade... -- até nos antecipe esse dia em dois ou três anos. É justo, até por que, com o aumento da esperança de vida, ainda temos muito tempo para restaurar a fachada da democracia, arejar-lhe os cantos, e deixar que venha algo de novo. Obviamente que não a Carrilha, por mais esperançada que esteja nisso.

A seu modo, e por mais extraordinário que isto possa parecer, o sr. sócrates, que tanto nos aldrabou, mas tem revelado, nos últimos tempos uma brilhante capacidade de patriotismo e malabarismo, ao tentar fazer com que portugal mantenha a cabeça de fora, pelo menos no setor terciário, depois de, durante 20 anos de persistência, o sr. aníbal e o seu gang de criminosos, nos ter destruído e vendido os setores primário e secundário, acaba por receber um inesperado balão de oxigénio. Pode ser que esta ansiedade de legislativas antecipadas lhe traga uma surpresa, daquela franja de 75% que VETOU cavaco silva. Vai ser o maravilhoso espetáculo dos próximos tempos, embora creio que o sr. aníbal e a sua ridícula maria só demasiado tarde venham a perceber o que lhes está a acontecer.

Queria terminar, como prometido, com as "marquises". Quando há crises, no reino unido, vêem-se baterias de câmaras paradas defronte de um prédio simpático, eduardiano -- não posso assegurar, mas isso é irrelevante para o discurso... -- à espera de fumo branco; os franceses preferem apontar as objetivas para Matignon ou o Eliseu, nós, dia 23, assistimos ao episódio mais deprimente das nossas existências, que foi ver as câmaras das televisões apontada para uma "marquise" de classe média baixa, cheia de manchas de umidade, onde o poder daquele casal, chegado ao topo da base, estava a encenar um "frisson" político, ao nível as expectativas do defunto "fontória", quando a mão da stripper sexagenária fazia tremer a cortina vermelha, a anunciar que ia entrar em cena. Os jornalistas, cujo sentido crítico se tem vindo a degradar, como o restante do país, entraram nas minúcias de analisar as oscilações quânticas do "estore", outra das categorias aristotélicas, muito ao gosto desta nossa brandoa generalizada, e a tentar perceber como é que o futuro da bancarrota, do fmi, e dos custos dos calotes do bpn, se resumiam, ali, em flashs de máquinas da patrícia, do bruno e da perpétua, ao som de grande amadora.

Suponho que este patamar das "marquises" seja tudo o que o patético casal de boliqueime tenha para propor, como programa existencial, a um país, como o nosso, no extremo limiar da angústia.
Só lhes fica bem, a eles e a nós, que neles não votámos.

Corações ao alto :-)


(afinal o quinteto era de "marquises", no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Uma Aventura Sinistra", no "Klandestino" e no infatigável, e insubstituível, "The Braganza Mothers")