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quinta-feira, março 24, 2011

Reunião da CDEP: 25/03, 21h, Palácio Ribamar (Algés)

Convite para a reunião preparatória da participação na Marcha em Defesa da Escola Pública


Vamos participar na Marcha em defesa da Escola pública – dia 2 de Abril?
Qual a nossa contribuição para que a mesma seja um sucesso?
Como iremos? Quantos? Com que mensagem?

Para procurarmos uma resposta comum, reunião por iniciativa da Comissão de Defesa da Escola Pública, dia 25 de Março, pelas 21 horas, na Biblioteca Municipal de Algés

Cara(o) trabalhador do ensino,
Cara(o) encarregado de educação,
Cara(o) estudante,

No próximo dia 2 de Abril vai ter lugar, em Lisboa, uma Marcha Nacional pela Educação que se inscreve no processo de mobilização com o objectivo de defender a Escola Pública, a qual tem estado e está a ser alvo de uma ofensiva sem precedentes.
A sua defesa e reconstrução dizem respeito aos professores e a todos os outros trabalhadores do ensino, aos estudantes, aos pais e encarregados de educação, a todas as organizações que se reclamam da defesa da cultura, do progresso e da paz.
Para organizar a participação nesta Marcha e contribuir para que novos passos sejam dados na defesa do Ensino Público, de acordo com os princípios plasmados na Constituição da República e na Lei de Bases do Sistema Educativo, propomos a sua participação numa reunião – realizada por iniciativa da Comissão de Defesa da Escola Pública (CDEP), na próxima 6ª feira, 25 de Março, pelas 21 horas, na Sala de formação da Biblioteca Municipal de Algés – Palácio Ribamar (ver localização em anexo).

Aqui fica o convite.

Saudações democráticas

Pel’A CDEP
Carmelinda Pereira

quarta-feira, novembro 24, 2010

A CDEP APOIA A GREVE GERAL DE 24/11/2010


Sucesso na greve geral é abrir o caminho à retirada do plano de austeridade contra a Escola Pública:

- Para garantir o vínculo dos milhares de professores e restantes trabalhadores do ensino com contratos precários!

- Para abrir o caminho ao restabelecimento da democracia nas escolas e ao pagamento por inteiro
dos salários!


A CDEP, fiel aos seus princípios de defesa de uma Escola Pública ao serviço da
qualificação e formação humanista das jovens gerações, reafirma o seu apoio à greve
geral do próximo dia 24, pela retirada do plano de austeridade contra todos os serviços
públicos, em particular a Escola Pública. Ela é uma conquista da civilização – mantida,
nos tempos que correm, pela força da democracia, consubstanciada nas instituições que
são o produto da luta organizada dos trabalhadores.

A CDEP lembra que o plano de austeridade do Governo visa fazer cortes de milhões e
milhões de euros em todo o ensino, do pré-escolar ao superior, traduzidos na eliminação
de milhares de postos de trabalho, dos professores e dos restantes trabalhadores do
ensino. Tais cortes irão ter consequências gravíssimas no processo de aprendizagem e
de formação dos alunos, em particular dos mais carenciados, quer socialmente quer do
ponto de vista das fragilidades de quem necessita de uma formação especializada e de
cuidados acrescidos.

Assim, reconhecendo que esta greve é de todos os trabalhadores – para defender a
retirada do plano de austeridade e, nomeadamente, os postos de trabalho e o vínculo de
quantos são precários ou estão no desemprego – a CDEP saúda, de forma particular, as
mobilizações dos docentes e das suas organizações sindicais.

Saúda, ainda, os professores contratados e desempregados que, no dia da greve geral,
se vão concentrar diante do Ministério da Educação para exigir a vinculação ao ME – de
acordo com a Lei geral do Trabalho – de todos os docentes nesta situação.

A CDEP apoia qualquer passo, por mais pequeno que seja, que vá no sentido desta
vinculação. É por isso que se congratula com a posição assumida pela FENPROF ao
exigir a abertura do concurso nacional de colocação de docentes, mas defendendo que
este deve permitir a abertura de vagas do Quadro para todos os docentes que estão a
garantir (e também dos que são necessários para garantir) o normal funcionamento das
escolas, e que são muito mais que 15 mil.

Consciente de que os trabalhadores têm capacidade para realizar a mobilização unida,
capaz de garantir todas estas legítimas exigências, como já o demonstraram as recentes
mobilizações dos professores, a CDEP junta-se a todos os trabalhadores que esperam
que as Centrais sindicais não aceitem negociar, após o dia de greve geral, qualquer
plano de alteração / “amenização” do “Plano de Estabilidade e Crescimento”, em nome da
política “do mal, o menos”, pois ele voltar-se-á contra os trabalhadores, contra a Escola
Pública e contra as organizações sindicais, como a experiência o tem demonstrado.

Lisboa, 24 de Novembro de 2010

A Comissão de Defesa da Escola Pública

http://escolapublica2.blogspot.com/2010/11/cdep-apoia-greve-geral-de-24112010.html

quinta-feira, novembro 04, 2010

Blogue de homenagem a Santana Castilho

foto daqui

A primeira vez que ouvi "ao vivo" Santana Castilho foi num encontro da Comissão pela Defesa da Escola Pública, já lá vão uns aninhos, estava a luta dos professores encarniçada. Nesse encontro Santana Castilho apresentou um PowerPoint onde reuniu uma série de dados, alguns numéricos, sobre a situação do país em geral e da Escola Pública em particular. Embora muitos desses factos fossem por mim conhecidos, assim postos lado a lado e em retrospectiva, foi como se se fizesse luz. Também nas suas habituais crónicas, Santana Castilho tem o condão de tornar tudo muito claro e explícito, de forma a que, mesmo os menos conscientes e/ou mais desatentos, se as lessem, conseguiriam perceber o alcance dos ataques que têm sido feitos à Escola Pública Portuguesa, nos últimos anos.
Por alturas das eleições legislativas andou no ar um rumor de que se o PSD ganhasse este era um dos nomes possíveis para o Ministério da Educação. Lembro-me de ter pensado na altura que se isso fosse verdade e acontecesse, muito provavelmente perderíamos (todos aqueles que defendem uma escola de qualidade) uma voz lúcida e incómoda. Porque sempre tive vontade de perguntar a Santana Castilho como iria ele coadunar as suas brilhantes teorias (e não estou a ser irónica!) com as directivas e os cortes para a educação impostos pela Agenda de Lisboa sem romper com a União Europeia.
À parte desta minha dúvida, leio regularmente as crónicas sobre educação de Santana Castilho e aprecio o modo como colocam o dedo na ferida, pondo a nu as mais diversas questões relacionadas com o tema da Educação. E parece-me bem que alguém se tenha lembrado de lhe prestar esta homenagem dedicando-lhe um blogue:

NOVO BLOGUE: http://santanacastilho.blogspot.com/

«Este é um blogue de homenagem ao Professor Santana Castilho, uma retribuição (bem pequena) pelo muito que tem feito em defesa dos professores e da Escola Pública.»