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terça-feira, abril 12, 2011

Geração/ões à Rasca: afinal "contra" quem estão? -2

Contra os políticos "rasca"... ...contra um sistema "rasca"...
... contra financeiros, empresários e "boys"..."rasca".

(fotos- M. Alegria. 12-3-2011)
Para "comemorarmos" um mês passado sobre este marcante protesto em todo o país e como o post anterior sobre o tema já disse bastante, deixo aqui apenas três fotos a ilustrar a síntese das três motivações principais para que todos estes milhares de portugueses tivessem saído à rua. (Ver a reflexão completa AQUI). Assim:

- Protestavam contra a "Partidocracia" e a falta de qualidade dos políticos (classificados como "rasca") quer em Portugal, quer transnacionalmente, políticos sem fibra, sem sentido de Estado e a maioria das vezes corrompidos e/ou oportunistas;

- Protestavam contra a especulação bancária e do "jogo" da alta finança, que domina a verdadeira economia (e que deve ser baseada no bem estar dos povos e na produção);

- Protestavam contra os clientelismos vários, nomeadamente de várias empresas e pessoas que empobrecem o país , enquanto obtêm e monopolizam todos os contratos com o Estado, ou seja, contra a oligarquia e os nepotismos que não dão oportunidade a todos os portugueses.

domingo, abril 03, 2011

Geração/ões à rasca, no Porto. Foram 80 mil, há três semanas

para chegar à (Praça da) Liberdade...
... foi preciso estar na (Praça da )Batalha!

(fotos de Margarida Alegria,12-3-2011)

Fez ontem três semanas.

(publico o post hoje , pois ontem a Net não se comportou à altura).

Foram 8o mil pessoas? "Apenas" 50 mil? Não se sabe ao certo. Mas foram muitos milhares, estando as ruas e praças com mais gente do que muitas noites de festejos do S. João.

"Faz lembrar o 25 de Abril!", diziam os mais velhos. "Parece os primeiros festejos do 1º de Maio!", acrescentavam outros.

Vieram da cidade e arredores, várias gerações, famílias inteiras do avô ao neto. O que os trouxe? Uma curiosidade apenas sobre no que "dava " aquele apelo via Facebook dos miúdos da "Geração à rasca"? Passear no centro ,a um sábado de quase chuva?

Eram milhares e de várias gerações. Todas à rasca. Não venham dizer que foi apenas coisa de miúdos mal habituados a dificuldades. Pois há demasiado tempo que se diz que Portugal está em crise, há demasiadas décadas que gerações passam as ditas dificuldades, mas curiosamente são quase sempre os mesmos. Não foi só contra um dado governo, ou um dado mentiroso. Foi uma revolta das entranhas que fez quem não tem voz poder dizer um pouco mais do que o tradicional voto (ou que a já crescente abstenção), contra um sistema que está a falir a passos largos e contra políticos cada vez mais autistas.

Foram milhares, como um rio silencioso, mas de olhos de esperança. Massa compacta mas magnificamente civilizada. Cartazes elaborados, mas muitos mais improvisados. O que os trouxe aqui? Muito há a reflectir, pois é um erro considerá-lo um fenómeno de um dia só, um sábado "desocupado". Isso só os desocupados de raciocínio como alguns comentadores de outra "Praça", a praça dos instalados, podem concluir, apressadamente como sempre.

Aqui fica apenas um aperitivo. Noutros posts reflectirei sobre vários aspectos, de um movimento cívico ímpar que não deve parar por aqui.

(Este post vai com dedicatória especial, neste Domingo suave de Primavera.;) Um abraço e bom Domingo! Até breve).

"E, no entanto, move-se." (Galileu Galilei)

(e, portanto,continua...)

"Alergia"