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terça-feira, maio 03, 2011
A ler, obviamente ...
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Escolas renovadas = escolas ecológicas? Programa Biosfera.parte 1
Foi interessantíssimo o programa "Biosfera" (Clicar no título do programa, para aceder ao video), na rtp2, no dia 27 de Abril de 2011,sobre a realidade dos gastos na requalificação sumptuária das escolas. Passado a altas horas da noite, como habitual em programas importantes .
Uma excelente reportagem, aqui a primeira parte, com depoimentos de especialistas diversos (professores, arquitectos, especialistas em energia...). Assim, que tanto se fala da poupança energética e de energias renováveis, qual a lógica de:
- impedir janelas que abram e encher tudo de ar condicionado e outros sistemas caros de renovação do ar;
- instalar painéis fotovoltaicos, mas triplicar os gastos (com ar-condicionado, elevadores...);
Uma excelente reportagem, aqui a primeira parte, com depoimentos de especialistas diversos (professores, arquitectos, especialistas em energia...). Assim, que tanto se fala da poupança energética e de energias renováveis, qual a lógica de:
- impedir janelas que abram e encher tudo de ar condicionado e outros sistemas caros de renovação do ar;
- instalar painéis fotovoltaicos, mas triplicar os gastos (com ar-condicionado, elevadores...);
-falar-se à boca cheia de educação ambiental e derrubar ou mutilar belas árvores com décadas e destruir os espaços verdes;
- Falar e restaurar e requalificar e em muitos casos construir quase de raiz, geralmente sem necessidade...
:(((
:(((
A parolice, falsa modernidade e novo-riquismo habituais, por parte da Empresa Parque Escolar, que sabe que vai cobrar a factura ao Estado, ou seja, a todos nós...
E boa parte desse principesco equipamento já começa a ser desligado, para poupar na conta da luz. E as escolas ainda não começaram a pagar a renda à Parque escolar ( com derrapagem orçamental já em 2 mil milhões de Euros!!!).
"E siga a rusga" (há mais umas 100 escolas na calha e ainda não estão pagas as já "renovadas", no fundo, reconstruídas...). Sobre este assunto, rever ainda este post do Aventura Sinistra ("Foi você que pediu street learning ao metro quadrado?").Depois não digam que em Novembro de 2010 estávamos a ser pessimistas. Tudo se encaixa, cada vez mais. Antes não tivéssemos razão!
"E siga a rusga" (há mais umas 100 escolas na calha e ainda não estão pagas as já "renovadas", no fundo, reconstruídas...). Sobre este assunto, rever ainda este post do Aventura Sinistra ("Foi você que pediu street learning ao metro quadrado?").Depois não digam que em Novembro de 2010 estávamos a ser pessimistas. Tudo se encaixa, cada vez mais. Antes não tivéssemos razão!
O ME a pressionar trabalhadores? Naaaaa ... deve ser confusão : ///
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| Imagem @ |
Greve: sindicato denuncia “pressões” do Ministério da Educação
A Federação dos Sindicatos da Função Pública acusou esta terça-feira o Ministério da Educação de “pressionar” os trabalhadores das escolas a não aderir à greve de sexta-feira, dia em que milhares de alunos realizam uma prova de aferição. (Fonte: Esquerda.net | Artigo | 3 Maio, 2011 - 16:39)
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"Escolas e Tic no jogo da cabra cega" | João Ruivo
Escolas e Tic no jogo da cabra cega
João Ruivo (www.rvj.pt/ruivo)
Como podem as escolas e os professores enfrentar com êxito o desafio de incorporar na escola e na sala de aula as Tic, enquanto meios auxiliares do ensino e da aprendizagem? Como devem reagir a resultados tão opostos, quando estudados os efeitos da utilização das Tic na promoção do sucesso escolar e educativo dos nossos alunos? Como evitar este jogo da cabra cega com que, volta e não volta, nos encontramos cercados?
Imagem @ Ensino Magazine
Iniciada a segunda década do século XXI, temos já a bater-nos à porta uma terceira vaga dessa revolução digital. E ela aí está, mais enérgica que qualquer das outras, a deixar-nos cada vez mais interdependentes, a mudar tudo à nossa volta, a mergulhar-nos num mundo de ficção, de perplexidade e de imaginário.
A primeira vaga foi sustentada pela popularização e democratização dos computadores pessoais e dos telemóveis; a segunda, pela massificação do acesso à Internet e da oferta low cost da banda larga; a terceira está a ser protagonizada pela redução de todas as fontes da cultura, do saber e do lazer ao formato digital, acompanhada pela vulgarização do comércio electrónico de bens e serviços, também eles em formato digital. A tendência é apetecível, as novas gerações de consumidores já lhe deram o seu consentimento, logo, o caminho anuncia-se irreversível. Sem ilusões: nada mais vai ser como dantes…
Metaforicamente, poderíamos afirmar que, no futuro próximo, as grandes “fontes de poder” vão estar ancoradas nas “fontes de água” e nas “fontes de saber”. As primeiras vão rarear, as segundas, pelo contrário, irão proliferar. O que resultar desta antinomia, deste confronto dialéctico entre o “saber” da natureza e o “saber” do Homem, converter-se-á no futuro, futuro esse onde iremos passar o resto das nossas vidas.
Mais depressa, e de forma mais eficaz e definitiva, do que os CDs substituíram os discos de vinil, a música em formato digital fará desaparecer, num curtíssimo espaço de tempo, o suporte musical em formato de CD. Hoje, quem entrar num quarto de um adolescente já não vê caixas de CDs, nem livros espalhados por todo o lado. A música e os textos circulam em suportes digitais, configurados em leitores Mp3, em Pen Flash Drives, discos rígidos externos, ou em leitores tipo Kindle. E os filmes também. Não se vai à loja, à discoteca ou à livraria formais. Vai-se à Net e faz-se um download, legal ou ilegal, tanto faz, desde que cumprido o objectivo. Permutam-se discos, filmes e textos à velocidade de um clic, toma lá, dá cá. Uma parte das revistas e livros em suporte de papel têm os dias contados. As bases de dados digitais constituirão uma fonte inesgotável de conhecimento ao alcance dos dedos de uma das mãos. Devido a isso, o crescimento do conhecimento vai evoluir de uma forma exponencial. A humanidade poderá combater melhor as desigualdades, as doenças, a fome, a miséria, o nepotismo e todas as formas de degradação do Homem. A humanidade poderá, ainda, ser una e mais solidária, face ao desenvolvimento social e ao progresso científico proporcionado por esta revolução digital.
A Amazon divulgou que quarenta e sete por cento dos livros vendidos o foram já em formato digital (e-books). Ao preço de um telemóvel topo de gama pode-se comprar um gadget (Kindle, Cool-Er…) armazenador e leitor de revistas e livros com capacidade para guardar uma biblioteca de cerca de quatro mil volumes. Estes livros e revistas podem ser adquiridos on-line, por wireless, ou através de uma ligação 3G a preços populares, devido à óbvia diminuição de custos, em livrarias virtuais. Pouco faltará para que se possa trazer no bolso a biblioteca de Oxford, com possibilidade de aceder aos textos através de um motor de busca à base de palavras-chave. Mais de cinquenta mil filmes são alugados ou comprados no iTunes todos os dias. A publicidade na Net já alcançou mais de metade do valor investido nos meios tradicionais de comunicação social…
Aviso: não se trata do fim dos livros, jornais e revistas em suporte de papel. Como não o foi o anunciado fim dos discos de vinil. Mas é um novo renascer dos modelos de divulgação da cultura, da informação e da ciência, só comparável ao renascimento proporcionado, nos finais da época de quatrocentos, pela prensa de Gutenberg. Um novo renascimento que possibilitará crescimentos culturais e científicos em ordem geométrica, dada a possibilidade de divulgação da informação de forma generalizada e em poucos segundos.
E a escola? E os professores e educadores? Já o afirmámos variadíssimas vezes: vivemos um tempo que pretende reconfigurar a sociedade e a escola, atribuindo-lhe um novo formato, centrado em renovadas formas de receber e transmitir a informação. Isto implica uma busca permanente do conhecimento disponível e das suas fontes de informação. Para alcançar tal objectivo, imputa-se à escola mais uma responsabilidade: a de contribuir significativamente para que se atinja o que se convencionou designar por analfabetismo digital zero.
Para tal, a educação para a utilização das novas tecnologias digitais precisa ser planeada, com base no conhecimento pedagógico, desde o jardim-de-infância. Sem preconceitos ou desnecessárias coacções, sem substituir atabalhoadamente o analógico pelo digital, mas sim reforçando a capacidade cognitiva dos alunos e guiando a descoberta de novos horizontes. Formando os professores e equipando as escolas. Este movimento deve ser capaz de preparar os jovens para serem leitores críticos e escritores aptos a desenvolver essas competências em qualquer dos meios suportados pelas diferentes tecnologias.
É que nem tudo parece ser um mar de rosas… Por exemplo, as escolas que viram a sua média descer ou subir menos do que a média global nos exames do 9.º ano de escolaridade, em 2010, são tipicamente as que mais usaram a Internet", como referiu Rodrigo Belo, co-autor do estudo "The Effects of Broadband in Schools: Evidence from Portugal", realizado em parceria com Pedro Ferreira e Rahul Telang. Estes investigadores do Instituto Superior Técnico, Universidade Católica e Carnegie Mellon University, sublinham que o estudo não mede os eventuais impactos positivos do acesso generalizado aos computadores e à Internet na vida futura dos alunos e apenas alerta para o facto de o acesso às novas tecnologias não garantir, por si só, uma melhoria dos desempenhos.
Os professores da designada geração digital também já estão a chegar às escolas. E, com eles, as mudanças pedagógicas vão ser mais rápidas, porque baseadas no domínio de novas competências, na experiência e na forte motivação para o uso das novas tecnologias. A escola tradicional vai mudar. Desde logo necessitará de menos espaços físicos. Através da comunicação on-line, o contacto com o mundo exterior e com as outras escolas da aldeia global será permanente. Desta “conexão” de escolas globais – as connecting classrooms - resultarão aprendizagens, também elas globais, e em simultâneo, proporcionadas pelos vários docentes globalizantes, porque globalizadores do conhecimento e da tutoria dos aprendentes.
O que vamos fazer do “pátio dos recreios” quando, nos intervalos, os jovens já só se confinarem à manipulação dos telemóveis ou das iPads? A resposta depende de acreditarmos, ou não, de que a escola nunca deixará de ser a Escola e de que nós nunca deixaremos de ser Professores.
jruivo@almada.ipiaget.org
segunda-feira, maio 02, 2011
Depoimentos | 1º de Maio | Ricardo Noronha
02/05/11
O que vi em Setúbal durante a manifestação anti-capitalista do 1º de Maio
por Ricardo Noronha
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Vias de Facto
Comunicado da PAGAN sobre violência policial | 1 de Maio 2011
Violência policial no 1º De Maio Anticapitalista em Setúbal
A Plataforma Anti-Guerra Anti-NATO condena a atuação da polícia na manifestação anticapitalista e antiautoritária que assinalou o dia 1º de Maio em Setúbal.
Após uma manifestação sem incidentes, a polícia cercou os manifestantes no Largo da Fonte Nova e disparou balas de borracha e gás pimenta, tendo ferido várias pessoas com alguma gravidade. Foram também disparadas munições reais para o ar e houve detenções.
Cerca de 200 pessoas foram atacadas pela polícia quando já tinham cessado o desfile de comemoração do Dia do Trabalhador: este ataque constitui uma afronta à cidadania e não poderá passar incólume. Os responsáveis pelo aparelho de "segurança" do
Estado têm que de garantir o direito de todos à liberdade de expressão. A violência veiculada por um Estado que se mostra cada vez mais repressivo é um indicador dos tempos que temos pela frente.
A PAGAN lamenta também a ausência dos meios de comunicação social, cuja presença inibiria certamente a brutal e totalmente desajustada actuação policial.
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Violência policial no 1º De Maio
País sinistro!!!! Nojo, é o que sinto!
02/05/2011 - 18:55
02/05/2011 - 14:47
02/05/2011 - 14:02
02/05/2011 - 00:57
02/05/2011 - 00:15
02/05/2011 - 00:04
01/05/2011 - 23:09
01/05/2011 - 20:40
01/05/2011 - 19:03
01/05/2011 - 17:39
01/05/2011 - 06:24
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Pagan
Autópsia de um crime consentido, no início da segunda década do séc. XXI: João Paulo II, santo súbito, santo já
Josef Staline deixou o Mundo com 50 000 000 de mortos na consciência (?). Hitler foi mais modesto, se não o lermos como uma pederástica comadre de Estaline. A Santa Inquisição ficou por 2 000 000 de corpos; a Peste Negra ceifou 25 000 000 de vidas. Pol Pot assassinou 2 000 000 de pessoas. Mao Tse Tung, grande inspirador de Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia, foi mais audaz, e limpou 70 000 000 dos seus conterrâneos. Os 800 000 mortos de Bagosora são uma bagatela, e o próprio Milosevic só conseguiu extripar 200 000, enquanto a PIDE ficou por umas dezenas de milhar. Bush filho só conseguiu limpar 152, Leonor Beleza foi ainda mais modesta, com o sentenciar dos seus 32 hemofílicos, e Jack, o Estripador, bateu todos em fama, mas com apenas 5, comprovados.
Comparativamente, o papel do cidadão polaco, Karol Wojtyla foi um misto de extensão, com intenção, já que, entre o início do seu pontificado e 2009, tinha provocado 25 000 000 de mortos, muitos dos quais já depois de ter entregue a alma ao Demo. Antes de uma estatística afinada, poderemos afirmar que, até 2005, ano em que a Besta nos abandonou, já tinham morrido cerca de 20 000 000 de seres humanos, com a promessa de que os tempos os permitiriam replicar.
Eu sei que a soma de todos os mortos, atrás enunciados, pode parecer enorme, mas tem uma pequena diferença: estas chacinas nunca foram premiadas, exceto em dois casos, o de Leonor Beleza, que se refugiou na Presidência de uma Fundação, e na do mineiro Wojtyla, que foi o único que chegou a... Santo.
Não há memória, na História da Igreja, longa de crimes e abusos, do nome de um qualquer Papa que tenha ficado associado a tão grande genocídio. Perverso, mesmo depois da morte, a herança que deixa é a de a mancha se poder continuar a perpetuar, alastrando e disseminando, para que o nome do seu padrinho jamais se apague da face da Terra. Faz bem: como diz o outro, porque mais vale ter mau hálito do que hálito nenhum.
A memória que o cidadão livre guardará deste ser é a do exemplo de como se não deve viver, e como se não deve morrer. Tudo, nele, foi contrário ao ensinamento lapidar do Cristo: "vive, e deixa viver". Desrespeitoso para com as mulheres, procurou apagar a memória da sua vida sexual, anterior à celebridade, e recusou qualquer forma de afetividade que não fosse a mais conservadora, excetuada a pedofilia. Ensinou que a Fé é demasiado elevada, para multidões que se contentam com a crendice, e transformou a Santa Madre Igreja Católica Apostólica e Romana num enorme empório de venda e revenda de indulgências.
Ao reintegrar a Miséria, mas uma miséria medieval, como um dos lugares possíveis do longo caminho de penitência do Ser Humano, igualmente validou a Riqueza, como um dos espaços de impunidade da desgraça do Homem.
No final do seu pontificado, cada ser humano estava consideravelmente mais empobrecido e tinha-se tornado num polícia fundamentalista de si próprio e do Outro.
Incapaz de perceber a renovação dos tempos, deixou que o sua dignidade apodrecesse com o seu corpo, arrastando o Papado para uma crise só comparável à da pré Reforma e dos Grandes Cismas medievais.
Se João XXIII colocou Deus e a Igreja ao serviço da felicidade do Homem, e Paulo VI travou a felicidade do Homem para a colocar ao serviço dos dogmas da Igreja, João Paulo II foi mais longe, e colocou "Deus", a Igreja e o Homem ao serviço das trevas de uns poucos.
Nada devemos a João Paulo II, exceto o exemplo daquilo de que nos devemos desviar: autoritário, omnipresente, esmagou o Mundo inteiro com a sua obsessiva presença. Permanentemente coligado com o pior da oligarquia dos humanos, não há, na sua biografia, um único momento de humildade, e apenas um, de remorso, o de ter percebido que deveria perdoar ao homem que tentara livrar a Humanidade do flagelo da sua presença.
A Igreja perdeu um quarto de século com a sua persistência no Trono de Pedro, o que equivaleu a mais de 100 anos de regressão de doutrina. Pior do que ele, só a sombra que o construiu e sustentou, Ratzinger, cuja vaidade de anticristo permitiu uma subversão nunca ousada em 2000 anos de Cristianismo: agarrar na carcaça podre do seu antecessor, para a beatificar, ainda em tempo útil, assim mostrando que as coisas divinas já nada tinham a ver com o domínio da Fé, mas tão só da impertinência de certos homens sombrios, entregues à deriva da decadência do Ocidente, no início do séc. XXI.
Esta manhã, Lúcifer foi acordado mais cedo: tinha à porta uma delegação da última Monarquia Absoluta do Mundo, a Cidade do Vaticano. Queriam levar, do Último Círculo, o Gelado, a Alma de Wojtyla, para ser exposta à Necrofilia, à Idolatria e à Vaidade do Mundo, no esplendor da Basílica de Pedro, o Pescador. Certo de que Cristo não estaria presente, o Senhor das Trevas terá acedido, com a condição de que o penitente lhe fosse devolvido ao fim da noite, para continuar a sua pena eterna, que, como se sabe, é muito longa, sobretudo, na sua extensão final.
À hora a que escrevo este texto, Wojtyla já deverá ter regressada à sua lúgubre e profunda morada. Que lhe seja infinita.
(Quinteto dos muitos milhões de mortos, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Uma Aventura Sinistra", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")
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