sexta-feira, abril 08, 2011
Leitura recomendada, a bem da nação desgovernamental
Coisas do dia-a-dia 1
Muito se fala do clima geral nas escolas e do sentimento geral dos docentes. Vamos começar a falar das pequenas coisas do dia-a-dia. Não irei apresentar aqui discursos sobre causas ou consequências, apenas situações para reflexão e, espero eu, para debate.
Hoje irei apresentar uma situação relativa a uma turma minha de Inglês, 7º ano. Digam-me o que pensam disto:
No 1º período foi-me atribuída uma turma de 7º ano de Inglês (Língua Estrangeira I, nível 3) com cerca de 20 alunos. Iniciei o ano com a leccionação normal do programa, verificando grandes dificuldades e falta de hábitos de estudo nos alunos, traduzidas em dois momentos de avaliação escrita com apenas 4 positivas em cada um. (e não, os testes não eram exageradamente difíceis). Logo no início do ano sugeri um horário de estudo para os alunos, que elaboramos em aula, e disponibilizei telefone, e-mail, MSN e FB para os alunos tirarem dúvidas para além das aulas.
No 2º período parei a leccionação do programa e procedi a revisões de 5º ano (ou seja, comecei do zero). Cerca de metade da turma conseguiu adquirir conhecimentos básicos do 5º ano.
Em Março voltei à leccionação do programa, revendo ainda os conteúdos do final do 1º período.
Dito isto, quando chegaram ao momento de avaliação já se tinha revisto três vezes a rotina diária e quatro vezes dois tempos verbais (Present Simple e Present Continuous). O teste era o mesmo teste do final do 1º período (já dado e corrigido) e continuo a ter quatro positivas...
Porquê?
Os resultados dependem apenas do docente?
Devo ser, de acordo com o modelo moribundo da ADD, ser avaliada/classificada por estes resultados?
Onde fica a avaliação/classificação das responsabilidades dos alunos e dos encarregados de educação a que se comprometem aquando da assinatura dos planos de recuperação e acompanhamento?
Foi adequado voltar atrás para garantir que os alunos adquirissem os pré-requisitos necessários para acompanhamento do programa do 7º ano ou deveria simplesmente ter seguido em frente?
Devo ir a casa dos alunos à noite para ver se cumprem o plano????????
Hoje irei apresentar uma situação relativa a uma turma minha de Inglês, 7º ano. Digam-me o que pensam disto:
No 1º período foi-me atribuída uma turma de 7º ano de Inglês (Língua Estrangeira I, nível 3) com cerca de 20 alunos. Iniciei o ano com a leccionação normal do programa, verificando grandes dificuldades e falta de hábitos de estudo nos alunos, traduzidas em dois momentos de avaliação escrita com apenas 4 positivas em cada um. (e não, os testes não eram exageradamente difíceis). Logo no início do ano sugeri um horário de estudo para os alunos, que elaboramos em aula, e disponibilizei telefone, e-mail, MSN e FB para os alunos tirarem dúvidas para além das aulas.
No 2º período parei a leccionação do programa e procedi a revisões de 5º ano (ou seja, comecei do zero). Cerca de metade da turma conseguiu adquirir conhecimentos básicos do 5º ano.
Em Março voltei à leccionação do programa, revendo ainda os conteúdos do final do 1º período.
Dito isto, quando chegaram ao momento de avaliação já se tinha revisto três vezes a rotina diária e quatro vezes dois tempos verbais (Present Simple e Present Continuous). O teste era o mesmo teste do final do 1º período (já dado e corrigido) e continuo a ter quatro positivas...
Porquê?
Os resultados dependem apenas do docente?
Devo ser, de acordo com o modelo moribundo da ADD, ser avaliada/classificada por estes resultados?
Onde fica a avaliação/classificação das responsabilidades dos alunos e dos encarregados de educação a que se comprometem aquando da assinatura dos planos de recuperação e acompanhamento?
Foi adequado voltar atrás para garantir que os alunos adquirissem os pré-requisitos necessários para acompanhamento do programa do 7º ano ou deveria simplesmente ter seguido em frente?
Devo ir a casa dos alunos à noite para ver se cumprem o plano????????
Mas que título mais ridículo:
Ao ritmo e ao compasso de Piazzolla, venha de lá um tango a três. Tinha de ser coisa do futebol ... iluminados!
quinta-feira, abril 07, 2011
quando a crise aperta, os índices sobem ...
Preferia ter pessoas participativas e que aparecessem, por aparecer do que aquelas que fazem a flecha disparar ... Quanto a mim, não me interessam nadinha os rankings desta aventura. Interessa-me mais saber quem não se emociona, porque me preocupo e quem cusca porque é sua natureza.
Sintam-se numa casa que não é a vossa. Podem desaparecer ou aparecer, tanto me faz.
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| aproximação a este blogue desde que apareceu ... a imagem é daqui |
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do que estou a falar,
ironia,
não tem importância
Grão a grão
Diz uma notícia do Público online que "Metade dos eurodeputados portugueses não abdica de viagens em executiva"... Bem, eu também não abdicava de parte do meu ordenado, mas não fui tida nem achada... Também não abdicava do abono de família... ninguém quis saber.
Então, custa-me perceber como é que estes senhores ainda têm opção na matéria! Por mim, era simplesmente passar-lhes um ofício a dizer que a partir de hoje deixam de viajar em 1ª classe e ponto final. Esses senhores e essas senhoras andam a dar-se demasiados ares de importantes, só porque trabalham no "estranjero".
Ora aí estão uns bons candidatos para "despedimentos"... Acho que já tapava o buraco um bocadinho e grão a grão...
Então, custa-me perceber como é que estes senhores ainda têm opção na matéria! Por mim, era simplesmente passar-lhes um ofício a dizer que a partir de hoje deixam de viajar em 1ª classe e ponto final. Esses senhores e essas senhoras andam a dar-se demasiados ares de importantes, só porque trabalham no "estranjero".
Ora aí estão uns bons candidatos para "despedimentos"... Acho que já tapava o buraco um bocadinho e grão a grão...
Uma ou A?
Aqui estou eu... convidada pela Margarida para contribuir para "Uma Aventura Sinistra", mas não para A Aventura Sinistra. Aceitei de bom grado e só espero que não me faltem palavras para escrever.
Goretti
(ex-britcom d'O Cartel)
Goretti
(ex-britcom d'O Cartel)
Mais do Ramiro, desta vez porque ...
estou a relembrar um blogue que marcou a história dos blogs portugueses sobre educação. Contributo precioso, timoneira à altura!
Passo a referenciar um post do Ramiro e depois a transcrevê-lo:
A estória de Brit Com e do blog O Cartel
"Durante alguns anos (entre 2004 e 2006), Brit Com foi frequentadora assídua e participante activa no Fórum do Educare. Nessa altura, Brit Com decidou organizar o 1º jantar Fórum e, de seguida, o 2º jantar. O blog O Cartel surgiu em Outubro de 2005. Na sequência da saída de Brit Com do fórum do website Educare, foi "aberto concurso" para Cartelista e registaram-se dezenas de adesões.
Imagem em 'O Cartel' após 2 anos de luta.
Mais tarde, foi criado o Fórum d'O Cartel, que conta já com quase 400 utilizadores registados. O Fórum d'O Cartel passou ao Fórum O Cartel dos Profs Lusos. O Cartel conta hoje com mais de 100 membros e pauta-se por um espírito de respeito e solidariedade.
Nas últimas semanas, tem tido entre 400 a 600 visitas diárias. Actualmente, há 120 Cartelistas. Brit Com é professora e mãe de dois filhos. Vive e trabalha numa pequena cidade do interior do país. Concilia a sua actividade profissional com a edição de O Cartel e a educação dos filhos. Brit Com é motivada pela necessidade de criar espaços de liberdade de expressão em torno da escola e da educação. O Cartel é um espaço onde muitos bloggers se encontram. É um espaço de liberdade e de solidariedade. Um espaço de defesa da profissão de professor. (...) "
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Ramiro Marques
em destaque | Ramiro Marques na primeira pessoa
Os professores melhoram com o tempo?
"Se olhar para a minha vida profissional, diria que não. Os anos em que fui melhor professor - isto é, mais motivado, entusiasmado e cumpridor - foram os anos de ensino logo a seguir ao meu estágio: entre o 5º e o 10º ano.
Tinha, nessa altura, entre 25 e 30 anos. Paradoxalmente, nessa altura ganhava um terço do que viria a ganhar mais tarde. Não quero dizer com isto que os professores não devam ganhar mais com o tempo. O que eu quero dizer é que a diferença de salário entre o início e o fim da carreira é demasiado grande. Seria preferível pagar mais um pouco no início da carreira e um pouco menos no final."
Leia o texto completo no blogue do Ramiro: PROBLOG, aqui
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