sábado, março 12, 2011
sexta-feira, março 11, 2011
Desculpem lá qualquer coisinha ....
Este artigo versa sobre professores, bloggers e manifestações de amanhã. Pessoalmente, alinho no Protesto da Geração À Rasca. Já não acredito nas manifestações dos Sindicatos ... Ouvi muitas vezes, com o chegar das 19h, por exemplo, alguém com um megafone a dizer para 'a malta' regressar aos autocarros... A festa acabou, pá ... E a tantos de nós, soube a pouco. E a coisa repetia-se e a outros alguns de nós parecia que o caminho não era este.
Servem estas palavras para dizer que a jornalista responsável por esta reportagem, Clara Viana, me contactou, muito amavelmente e que em desabafo lhe contei algumas coisas paralelas, nomeadamente o que me fizeram na escola onde 'sou efectiva' e também o que penso da maioria dos professores. Espero não ofender ninguém ... E se assim for ... só tenho é de lamentar.
O mais importante é que o Protesto, tal como parece ser sentido pelos seus autores, amigos e pessoas solidárias, tem voz e caras.
Um abraço e ... até amanhã
Os professores do ensino básico e secundário têm estado no olho do furacão, mais de 30 mil deles estão literalmente “à rasca” todos os anos. Professores contratados, anualmente à espera do último dia de Agosto para saber se e onde vão ser colocados. Um lugar significa para muitos estar dois dias depois ao serviço a muitos quilómetros de distância, em mais uma escola provisória. Onde vão estar amanhã? No Campo Pequeno com os sindicatos? Ou nos protestos da “Geração à Rasca”?
José, 31 anos, autor do blogue “Professores contratados”, anda há cerca de dez anos a “passear por Portugal”. Este ano foi colocado em Braga. Não tem dúvidas onde estará: “A minha escolha recai sobre o protesto da “Geração à Rasca” seja em Lisboa, Porto ou em qualquer lugar”. É uma escolha por identificação e rejeição.
Identificação porque os promotores dos protestos independentes de hoje têm “frustrações semelhantes” às dos professores contratados: “A frustração de sermos tratados como números, sem valor e sem futuro.” Rejeição porque, afirma, também se sentem tratados assim pelos sindicatos: “As razões que os movem são as reivindicações dos professores efectivos e não dos contratados. Apenas lembrando-se de nós quando é necessário fazer número.” Para quem governa, para quem está instalado, José deixa um alerta: “Estão a esquecer-se nós, ao esquecerem-se de nós estão a esquecer o futuro.”
No último concurso nacional de professores, realizado em 2009, apenas entraram para o quadro cerca de duas centenas de docentes. Dos cerca de 140 mil professores do ensino básico e secundário, 22 por cento são contratados. Com os cortes anunciados para a educação poderão ser os primeiros a ficar sem emprego já no próximo ano lectivo.
“À rasca estamos quase todos”
Anabela Magalhães, autora de um blogue com o mesmo nome, não está nesta situação. É professora do quadro. Lecciona História em Amarante, tem 49 anos e estará amanhã em Lisboa. Tem um plano: começar no Campo Pequeno, no plenário convocado pela Federação Nacional de Professores (Fenprof) e outros sindicatos, e “tentar acabar a tarde na Avenida da Liberdade, na manifestação convocada pela Geração à Rasca. Porque aí faria o pleno”. Vai estar no Campo Pequeno para manifestar a sua oposição “aos múltiplos ataques à escola pública de qualidade”, aos cortes anunciados pelo Ministério da Educação, que prefere poupar em professores em vez de “cortar nas obras da Parque Escolar”, e também contra o modelo de avaliação de desempenho docente. Um modelo “aberrante” que ao promover a avaliação entre pares, “corrompe a independência da avaliação” e o “trabalho colaborativo nas escolas”: “Há amigos do peito a avaliar amigos do peito e o oposto também pode acontecer.”
Mas Anabela também estará na rua, em Lisboa, para expressar o seu descontentamento "pela falta de políticas de criação de emprego, pela acentuada precariedade reservada aos mais jovens” e "porque à rasca estamos quase todos nós neste país”.
E porquê duas manifestações no mesmo dia? André Pestana, 34 anos, professor contratado de ciências, sindicalizado e promotor do movimento 3 R (Renovar, Refundar, Rejuvenescer), olha com desconfiança para a Fenprof, que anunciou a data da sua concentração já depois de os jovens do movimento Geração à Rasca terem escolhido o seu 12 de Março. Para ele, é mais uma tentativa dos sindicatos de impedirem que a sua base de apoio parta para outras. Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, explica que a data para o plenário no Campo Pequeno foi escolhida em Janeiro – e anunciada a 10 de Fevereiro - e que resultou de uma exclusão de possibilidades. Inicialmente, os sindicatos tinham apontado para uma manifestação para o final de Março, vários apoiantes propuseram a sua antecipação para o início do mês. Como o primeiro sábado era o do Carnaval e o terceiro já estava ocupado por uma manifestação da CGTP, restou o dia de hoje. “Acho óptimo que estejam professores nos dois lados. São iniciativas de origem diferente, mas que têm a mesma razão de ser: a contestação das políticas actuais”, diz.
João Labrincha, um dos promotores do protesto dos jovens, também não vê problemas na coexistência. “Há muitos professores que nos têm contactado a dizer que vão estar nas duas. É óbvio que existe uma complementaridade”, afirma.
André Pestana também queria estar no Campo Pequeno, mas irá marcar presença na Avenida da Liberdade. “Não tenho o dom da ubiquidade”. E estará na Avenida da Liberdade porque, como professor precário, identifica-se com a posição dos jovens à rasca, mas também porque eles estão a dar corpo a “um fenómeno novo”. “É um sinal dos tempos e é daí que virá a mudança e não com os velhos dirigentes sindicais". Alguns dos 3R estarão no Campo Pequeno a distribuir um comunicado onde explicitam esta sua opção. Eles “não são parvos”
Paulo Ambrósio já passou dos 40, continua a ser professor contratado de Educação Visual, actualmente não se encontra colocado em nenhuma escola. Portanto é um contratado/desempregado e sócio do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa. “A minha postura sindical é de autonomia, de independência e, tantas vezes, de oposição democrática ao status quo”, esclarece. Vai estar no Campo Pequeno onde chegará incluído num desfile promovido pela Associação de Professores de Educação Visual e Tecnológica. Por enquanto podem respirar de alivio, já que o decreto-lei que reduzia para metade o número de professores desta disciplina foi revogado pelo parlamento.
Era uma “autêntica fábrica de desemprego”, diz sobre aquele diploma. Foi uma “luta nobre e justa conduzida exemplarmente pela nossa associação profissional”, afirma. É uma das razões que o leva ao Campo Pequeno. Só que, acrescenta, “gostaria de ter o dom da ubiquidade para também estar presente no protesto da geração à rasca no qual me revejo”.
Margarida Azevedo, professora do quadro desde 1995 e uma das autoras do blogue “Uma aventura sinistra”, não estará ao lado dos sindicatos. “Tenho 40 anos, sou professora de um mega agrupamento de escolas e apesar das circunstâncias serem outras também me se sinto à rasca”, desabafa.
Devido ao que passa no país e ao que se passa com ela própria. Com uma doença oncológica, e depois de dois anos de baixa, deram-lhe 13 turmas, 300 alunos no total, espalhados por três escolas diferentes. Foi-se abaixo, mas tenciona regressar: “Sou professora por opção. Luto por justiça e estou ao lado de quem faz o mesmo”. Amanhã estará ao lado dos mais jovens. Um gesto solidário: “Não será por mim que irei estar presente mas por eles que têm mostrado muito bem que sabem o que se passa, que não são parvos e que estão dispostos a lutar. Coisa que, por exemplo, a maioria dos professores parece não querer”.
Os que estarão no Campo Pequeno irão ser chamados a avaliar o Ministério da Educação. Segundo anunciou hoje a Fenrpof, as fichas para o efeito serão entregues ao secretário de Estado da Educação, Alexandre Ventura, que receberá os sindicatos ao final da tarde de amanhã. É no ME, e após um desfile até à Avenida 5 de Outubro, que terminará a iniciativa dos sindicatos.
Fonte: Público online
O mais curto mandato de Cavaco Silva
Imagem do KAOS
Como dizem os provérbios, há sempre um tempo para as vinganças, que, quando vêm, melhor se servem em pratos frios.
Entre os tumultos e as inseguranças internacionais, nada se assemelha hoje mais a uma tempestade do que o mês de Março, em Portugal.
É bem feito: custou, mas foi. É o tempo justo, com os protagonistas certos nas posições corretas. Para os atiradores furtivos e para os atiradores diretos é o tempo do alvo e da mudança.
Dia 9 de Março, um dia funesto para a Nação Portuguesa, assistimos a um fenómeno que nos é particularmente próprio, o do lixo, em vez de cair para baixo, cair para cima, neste caso, para a mais alta magistratura do Estado, a Presidência da República.
Investido na sua segunda (in)dignidade, dizem que o discurso do Sr. Aníbal, de Boliqueime, foi uma vergonha. Não o vi, nem ouvi, pelo que estou perfeitamente à vontade para o comentar.
Concluído o Ciclo do Império, em que a Múmia de Santa Comba Dão deixou as colónias por explorar, e em que éramos senhores de algumas das maiores riquezas à face da Terra, deixadas escapar, para depois serem devastadas por caciques locais e predadores mundiais, ficámos perante o ciclo da última esperança, que era a de um retorno ao destino europeu.
A coisa era, então, elementar: havia um núcleo de países ricos, e desenvolvidos, que reunidos pelos critérios da manutenção da paz e da cooperação económica, iam adotando, um a um, os seus irmãos mais pobres. Portugal, recém saído da sua bruma de autoritarismo, a mais longa do Velho Continente, viu-lhe estendida a mão do Continente, nos idos de 1985. As condições não eram desagradáveis, e até tinham a melancolia da simpatia e a esperança da juventude: anualmente, em projetos conjuntos, reorganizava-se e modernizavam-se a Agricultura, as Pescas e a Economia, apostava-se fortemente na Educação e na afinação da classificação profissional, erradicava-se o analfabetismo, as batrracas e as manchas de pobreza, desapareciam as fronteiras, e passávamos todos a ser cidadãos de um espaço comum, de direitos, deveres, qualidades e distinções.
O que Portugal, ou, mais precisamente, quem governava Portugal, fez foi desbaratar esta derradeira oportunidade de modernidade e abundância. A Agricultura foi substituída por papéis fraudulentos, onde se inventavam tratores e sementeiras que nunca aconteceram, as árvores endógenas deitadas abaixo, para plantar eucaliptos, que forneciam, em monocultura, fonte de celulose para os ávidos importadores, e, se é certo que não chegámos aos extremos italianos de pôr árvores de plástico, que enganavam as fiscalizações apressadas das entidades europeias, multiplicámos esquemas cuja história, a ser um dia feita, revelaria o país infame, em toda a sua pequenez.
A rede ferroviária, espinha dorsal, desde a revolução industrial, de qualquer estado, foi desmantelada, e as suas alternativas transformadas em estradas e autoestradas desenhadas por amadores, que poupavam na camada de desgaste do pavimento, e faziam os percursos em ziguezague, de modo a coincidirem com os terrenos onde mais se pudesse sacar nas expropriações, ditadas por supremos juízes jubilados, ou mumificados, do regime deposto. O resultado foram pistas da morte, rios de dinheiro esbanjados, e anomalias viárias, que tornaram Portugal um potencial emissor do CO2 da gasolina e do petróleo, que não produzia, mas cada vez mais importava.
Os dinheiros da formação profissional, que incluíam pagamentos a formadores e formandos foram ficando pelas mãos das escolas fantasmas, ligadas aos tubarões da nova situação e a sindicalistas de caráter dúbio, que depois se casaram com badalhocas de Cascais, e desapareceram do mapa. O resultado foi mais uma multidão de analfabetos funcionais, rodeados de novas contas na Suíça, e por onde calhava.
Fundos para a edição de livros desapareceram em raízes de eucaliptos, muito deles mandados plantar por ministros sinistros, que tutelavam o Ambiente (!), ou faziam anedotas sobre hemodialisados, quando não poupavam em lotes de sangue infetados com HIV.
Os bancos, petrificados pelos excessos da Revolução, foram sendo vendidos a velhos donos, que, após indemnizações, imediatamente os vendiam a España, recebendo duas e três vezes pelo mesmo, ao colocá-los nas mãos do exterior.
O pato bravismo, que era uma receita do sou ignorante, mas quero, posso e mando, assaltou o poder, e os poucos lugares deixados vagos por um regime decapitado na rua foram ocupados por gente duvidosa, de baixa formação académica, baixa moral, péssimo civismo e desmesurada ambição, enfim, pura avidez no campo do desviar capitais.
O dinheiro abundava, podendo governar-se com três orçamentos, o do Estado, o das privatizações e o dos Fundos Estruturais.
Esta brincadeira durou dez anos, com gente a especular na Bolsa, através da posse de envelopes com informação cifrada, que anunciavam que ações iriam subir, ou cair, no dia seguinte. Fizeram-se fortunas miraculosas, ao ponto de a Bolsa ter de ser fechada, e o sistema desacreditado.
Havia gestores encarregados de fazer falir empresas, e colocar na rua operárias que se prostituíssem. Nas esquinas das pastelarias, abria um novo banco, sentava-se um novo drogado, e dormia um novo pedinte, e os industriais do Norte vinham buscar ruis pedros, para a sodomia, e a coprofilia.
O circuito da droga instalou-se, e o "jet-set" deste "bas-fonds" gastava, numa noite, o salário de multidões imensas, com o desprezo que a gentalha que subia pelas escadas fáceis nutria pelos menos espertos, que não sabiam como a coisa se fazia.
Multiplicaram-se cargos e assessores, de joelhos e na horizontal. As 100 famílias que governavam Portugal foram substituídas por 300, mais próximas das famílias da Mafia do que da Genealogia e do Apelido.
Era o "Pugrèsso", e estávamos no pelotão da frente da Europa, mano a mano com a Grécia, uma gente horrível, sem história, que se atrevia a desafiar-nos.
Quando a coisa começou a ser suspeita, resolvemos acelerar o processo, e desmantelar a frota pesqueira, cobrir os terrenos agrícolas de urbanizações de "luxo", onde se branqueavam os capitais da coca e da heroína, vender os têxteis, fechar os estaleiros, e passar, com esse dinheiro, a importar, de gente que dava comissões a alguns, à custa da destruição do trabalho de muitos, e da ruína de todos.
Dez anos passados, estávamos num pântano, e instalou-se a cultura do salve-se quem puder.
O "pügrèsso" de Portugal tinha sido falhar todas as metas para as quais a Europa tinha andado a injetar dinheiro.
Ah, esqueci-me de dizer o nome do homem que presidia a isto tudo: chamava-se Aníbal Cavaco Silva, e era sósia do cadáver que, dia 9 de Março, fez descer o cargo de Presidente da República à indignidade de o ver reeleito.
Este senhor Cavaco era casado com uma mulher de horizontes limitados, que dava o ano zero, na Católica, e que, mal o marido foi eleito primeiro ministro, passou a ir, no mini em que sempre seguia para as aulas, com motorista. O motorista do mini era o próprio pai, enquanto não arranjou dinheiro para pagar a um profissional (!)
Eu sei que tudo isto, contado assim, parece fruto de um cérebro doente, e é, mas não do meu, que sou só mero narrador: é o cérebro doente de um país inteiro, que se faz representar por esta gentalha.
Santana Lopes, que presidiu à Cultura, pagava fortunas por uma noite passada com uma puta brasileira, que fazia "cultura" como se faz hoje, mas a verdadeira epígrafe e epitáfio do regime foi o Arquiteto Taveira, um ogre, que copiava, como o Miguel Sousa Tavares, hoje, umas coisas que se faziam lá fora, e pareciam "modernas", cá por dentro, onde o gosto nunca foi famoso.
A grande prática do Cavaquismo foi o sexo anal, tal como o senhor Taveira evangelizou.
e foi esse senhor Aníbal que também deixou que proliferasse tudo o que era falso, de universidades privadas, de cursos de papelão, a escritores de escaparate de hipermercado e famílias de serviçais, que faziam, a metro, o que a baixeza e a mediania consumiam.
Eram tempos difíceis, como dizia o escroque do Senhor Júdice, ligado à Pedofilia e ao tráfico de armas e influências, quando aconselhava a miúda, da Geração à Rasca, que queria ser atriz, a servir, de dia, à mesa (!), e a a representar, à noite. Supomos que seja assim que o cavalheiro tenho posto o paneleiro do filho à frente da Quinta das Lágrimas, nas urbanizações de Coimbra, em mata protegida, e a pagar 150 € de renda por um restaurante de luxo, quando a atriz decerto estará a penar 600 €, para toda a vida, por um cubículo frio na Margem Sul.
Esta escumalha, que se instalou em todos os lugares decisórios, não os quer abandonar, a bem, nem permite que se exerça o direito de sucessão. Como todos os medíocres, necessita de se rodear de ainda mais medíocres, para que possa, por relação, brilhar, de preferência, para sempre.
Todas estas coisas somadas destruíram um país, e tornaram a coisa de tal modo imobilizada que já não será pelas forças da Razão que se resolve: são décadas de compadrio, de vícios, de coisas feitas por debaixo da mesa, de sociedades secretas que violam o princípio da paridade e da transparência, que violam o direito de isenção da Lei, que fundem os poderes político e judicial.
Elas são os princípios do Cavaquismo, a serem levados ao seu último apuro e estertor.
Quando, a tremer, o homem que passa por Presidente da República de 15% de Portugueses pronunciou o seu ridículo discurso, pronunciou-o demasiado tarde. Devia ter apelado à insurreição social, quando entrava, em cascata, o dinheiro que podia ter desenvolvido Portugal, e ele o fazia desaparecer imediatamente.
Em 1994, toureando-o na Ponte 25 de Abril, com o criminoso Dias Loureiro a disparar sobre a multidão, o Povo fê-lo cair o chão.
Não teve vergonha, e voltou, dez anos depois, esquecido de ter patrocinado todos os horrores atrás descritos. Não se lhe ouviu, nesse discurso, uma palavra sobre os 9 000 000 000 € (!) que estamos a pagar, por causa das brincadeiras dos seus amigos cadastrados do BPN, nem da incredulidade que gera a manutenção dessa obscenidade, nos mercados financeiros internacionais.
Cavaco Silva deixou sucessores, que terão levado a esta geração à rasca, mas a grande obra dessa criatura, cobarde e reptilínea, não foi uma, mas várias gerações, um país inteiro, à rasca. Quando agora apela a sublevações sociais, não é a razão que o está a fazer falar: são o medo e a cobardia, o mesmo medo ressuscitado daquelas multidões da Ponte, que o poderiam ter apeado, como qualquer múmia do Magreb.
Não era um Presidente da República que discursava: era um gajo acagaçado, um tal Aníbal de Boliqueime, filho de um poço e de uma marquise, a tentar pôr-se de lado, como se ele não fosse o alvo primordial do protesto desta geração do pântano.
Em 1985, este homem gangrenou a Democracia, a Cultura, a Economia e viabilidade do mais velho estado nação da Europa. Ele é o inimigo público nº 1, de Portugal, foi o ovo da serpente, permitiu que a serpente se tornasse fértil, e procriasse, multiplicou-a, transformou-a em sucedâneos, e deixou-a espalhar-se em prole. Hoje, senil, mal se move, senão pelos discursos farseados dos canalhas que dele precisam, na retaguarda, para sobreviver.
Todavia, é uma serpente mumificada, que, já nem no chão, agora, se consegue contorcer: vão ser preciso fortes patadas, para que volte a apresentar sinuosas curvas, na sua pele mumificada de remorsos.
(Quinteto da indignação, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", no "Uma Aventura Sinistra", e em "The Braganza Mothers")
quinta-feira, março 10, 2011
Passar a palavra | "A Tertulia Liberdade na manif da geração à rasca"
Olá,
No próximo sábado, dia 12, a Tertúlia Liberdade, estará presente, na manif da "geração à rasca."
Encontramo-nos às 15H. na Avª. da Liberdade, junto ao Diário de Notícias, para manifestar a nosso apoio não só a esta "geração à rasca", como a todo um povo enrascado pelos poderes rascas que nos desgovernam e se governam à nossa custa.
Levaremos faixas, distribuiremos comunicados (vê em anexo) e demonstraremos que queremos a erradicação de toda esta rasquice.
Um abraço,
**+***
PARTICIPA! DIVULGA! PARTICIPA! DIVULGA!
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O POVO ENRASCADO E OS PODERES RASCAS
Perante a brilhante iniciativa da “geração à rasca”, parece oportuno chamar a atenção para outras “rasquices” por cá existentes.
De facto, não é só essa geração que, uma vez terminados os estudos, se encontra sem emprego, com trabalho precário ou em actividades totalmente diferentes da sua formação académica. Na realidade a grande maioria do povo português encontra-se completamente à rasca. É este o caso de outros jovens que, provenientes de famílias pobres, não tiveram a mínima possibilidade de se dedicarem ao estudo. Desde muito jovens, quase crianças, que buscam emprego, uma qualquer saída que permita a obtenção dos recursos mínimos que lhes assegurem a sobrevivência no seio desta sociedade competitiva e exigente, onde os apelos ao consumismo, ao “cartão jovem” e outras manobras políticas, não têm a mínima correspondência com a realidade profissional em que se procuram integrar.
O que lhes aparece é o trabalho, sempre precário e mal remunerado, destinado aos pobres. Vão para as obras ou para as fábricas que ainda restam, “aprender um ofício” e trabalhar duramente sob ritmos brutais. Empregam-se em lojas, supermercados, pizarias, hotelaria, pequenas oficinas, em mil e um negócios e expedientes, onde são explorados até ao tutano, onde nem sequer a esperança lhes resta. A obrigação é trabalhar arduamente e obedecer, recebendo o ordenado mínimo ou ainda menos. São muitas centenas de milhares de jovens, de que pouco se fala, que, tal como os seus antecessores, se arrastam em busca da pretensa felicidade consumista prometida pelos políticos e media dominantes, mas que jamais chega.
Mas, além destes, temos os seus pais, cansados e desiludidos por um trabalho estupidificante, mal pago e em grande parte vitimas da precariedade, quando não do desemprego. Na maioria, vivem em casas antigas da cidade maior ou em subúrbios distantes, que lhes acrescentam 2 a 3 horas diárias de labor, ou mais, ao volante em filas sucessivas ou transportes públicos superlotados. A sua existência está permanentemente condicionada pelo garrote das prestações mensais, sobretudo da casa e muitas vezes do carro, que lhes levam uma enorme fatia do rendimento. O tempo para o lazer, a cultura, o divertimento, a família, a intervenção social e as amizades, é mínimo. Resta a bola e a senhora de Fátima., como escape quotidiano. Os mais velhos, já reformados, sobrevivem na maioria com reformas miseráveis, que são, em grande parte, encaminhadas para os laboratórios farmacêuticos e tratamentos que lhes mantém uma triste existência.
É esta a realidade da maioria da população à rasca, nas condições de vida degradantes determinadas pelos políticos e capitalistas que subjugam o país. Estes poderes rascas, exímios sucessores da “pátria de negreiros” que fomos, mantém a mesma mentalidade de poder autoritário, exibicionista e ignorante, perante um povo que dominam sem vergonha, digna dos senhores de escravos seus antecessores.
Semelhantes poderes rascas estabeleceram um consórcio infame entre o capital e a política, saltando de um lado para o outro sem qualquer vergonha. É uma prática corrente a recruta dos políticos do poder nas maiores empresas e, retirados dos postos de comando, correrem a albergar-se na direcção dessas mesmas empresas. As fraudes, desvios, burlas e trapaças de toda a ordem, fazem parte do cardápio dos privilegiados do mando e dos “grandes” empresários. A fuga aos impostos, através de off-shores, incluindo o da Madeira, e mil e um expedientes, é não só permitida como encoberta. E, se por acaso, algum escândalo maior é posto a nu, logo a justiça se encarrega de encobri-lo através de meras questões formais. No caso dos pobres e trabalhadores, deparamos com uma situação completamente diferentes. Títulos e vozearia estridente, tratam de estigmatizar um pobre que roubou um saco de laranjas, um desempregado que recebeu um subsídio indevido., ou um morador num bairro pobre, apodado de “problemático”. A mentalidade dos negreiros de há dois séculos persiste entre os grupos dominantes, que se pavoneiam e intrigam entre futilidades e gastos sumptuários, face a um povo pobre, trapaceado, anestesiado e enrascado.
TERTULIA LIBERDADE- www.tertulialiberdade.blogspot.com - www.liberdade365.com
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TERTULIA LIBERDADE
Isto é que não!!!!!!!!!!! Homens da Luta para a frente! Solidariedade!!!!!
Os Homens da Luta poderão não ir a Düsseldorf e ser excluídos do Festival Eurovisão da Canção. A notícia foi avançada pelo site Oikotimes, que cita o regulamento da prova.
De acordo com a Blitz, só para a semana é que o juri vai avaliar as canções, entre elas "A Luta é Alegria", e apenas depois se saberá se é ou não aceite.
Olhando para o regulamento do Festival "não serão permitidos quaisquer gestos, letras ou discursos de natureza política".
Esta não seria uma decisão inédita, em 2009, uma canção da Geórgia foi afastada da competição graças ao seu conteúdo político.
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Podemos ser fãs ou não mas o que queremos é liberdade de expressão!
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festival da canção,
Homens da luta
250 mil computadores vão começar a ser distribuídos mas ... no próximo ano!!!!
É sempre tão lindo ouvir-la ....
Portanto, está tudo em ordem. Os 47 mil é que .... bom, é como diz o outro: não se pode ter tudo. Mas que La Palaçada ....
A ministra da Educação, Isabel Alçada, disse hoje que no início do novo ano lectivo irão começar a ser distribuídos mais 250 mil computadores portáteis "ultraleves" no âmbito da iniciativa "e.escolinhas". (Jornal de Negócios online)
Portanto, está tudo em ordem. Os 47 mil é que .... bom, é como diz o outro: não se pode ter tudo. Mas que La Palaçada ....
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