domingo, março 06, 2011

Totalmente totalitarista .....

Mas .... de que está ela à espera? Que se aplauda a continuação das medidas desastrosas? E a oposição, é para ela um conto de fadas como os livros que escreve sob o mesmo nome falso. Sim .... Uma coisa é ter-se um pseudónimo outra é brincar com ele aos MINISTROS de um Estado .....

A Bola Online
A Ministra da Educação, Isabel Alçada, reagiu à anulação da reorganização curricular decidida, esta sexta-feira anunciando que não vai recuar em nenhuma das alterações visadas na revisão curricular do ensino básico.

Alçada considera que a iniciativa da oposição visa, única e exclusivamente, «obstruir a acção governativa», acrescentando que «as propostas da oposição não trazem melhoria à nossa proposta», afirmou.

Numa conferência de imprensa na Direcção Regional de Educação do Norte, a Ministra da Educação mostrou-se surpreendida com a oposição, referindo «que estão sempre a exigir medidas de redução de despesas» e que «boicotam sistematicamente» aquelas em que o Governo se empenha.

A extinção da disciplina de Área de Projecto e do par pedagógico (dois professores) na disciplina de Educação Visual e Tecnológica (E.V.T.), assim como, a limitação do estudo acompanhado a alunos com dificuldades, são medidas que Isabel Alçada considera serem determinantes para reduzir o orçamento e tornar o ensino «mais eficiente». A ministra declara, ainda, que por de trás do chumbo estiveram «razões políticas».

O CDS-PP foi o único, dos partidos da oposição, a apresentarem uma proposta de alteração do par pedagógico em Educação Visual e Tecnológica e o aproveitamento do tempo de Área de Projecto que o governo socialista pretende extinguir para ver reforçada a carga horária nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática.

Questionada sobre o caminho a tomar, a Ministra da Educação considera que vão ser analisadas outras possibilidades, já que lembra que o Orçamento de Estado foi feito a pensar nesta reorganização do Ensino Básico que recorda que irá levar à poupança de 43 milhões de euros.

Ministra da Educação não cede e acusa oposição de «boicotar contenção de despesas» | Por Redacção | A Bola | 20:06 - 04-03-2011

quarta-feira, março 02, 2011

Depoimentos | 12 Março | Protesto Geração à Rasca

MANIFESTO DE APOIO À MANIFESTAÇÃO DO DIA 12 DE MARÇO
Estou  descontente!  Sinto-me responsável por não fazer nada e deixar que esta “gentalha” que nos governa,  continue à espera que a economia, por si, resolva  a precariedade em que se encontra esta chamada “geração parva”.
Parvos somos nós, parvos são os pais e avós desta geração que estão na política activa. Parvo sou eu que contribui com dois filhos lindos e ainda nunca lutei, em termos políticos, porque pensava (ingenuamente) que as “pessoas políticas” aceitavam os cargos e  dominavam os seus dossiers e áreas de governação; pensava que Valter Lemos e outros fenómenos ocos iguais, que são pau para toda as áreas governativas, eram uma excepção!  Pensava que as pessoas depois de desgovernarem os seus ministérios, não teriam coragem de escrever um livro sobre o seu magnífico lixo...Pensava que só os Ministros e nem sempre (apenas em representações oficiais) utilizavam viaturas do estado nas suas deslocações...
Esta “classe política” tem coragem de aceitar uma forma subsidiada de ir para o emprego...Tem coragem de aceitar subsídios de apoio à sua habitação, porque  estão longe de casa! (subsídios muito mais altos que o salário mínimo!). Tem coragem de negar subsídios de habitação ou de apoio a rendas à “ geração parva”. Esta gentalha está a roubar, digo ROUBAR democraticamente, ROUBAR legalmente! São tão inocentes... É normal isto acontecer aos políticos, é tão difícil ser político... Muitas destas mordomias e roubos deste nobres cidadãos políticos,  que roubam tão democraticamente, são manchetes de jornais, mas as pessoas pensam que esses jornalistas são pagos pela oposição para fazer essas manchetes ou então essas manchetes são uma mentiras para vender e atrair leitores e aumentar as vendas.
Esta “gentalha do poder”,  esperam que estes “parvos” quando estiverem no poder, continuem a pagar-lhes reformas e regalias várias vezes acima do salário mínimo e mil vezes acima dos recibos verdes! (SÓ SE FOREM MESMO PARVOS!)
Isabel Stilwell e outras estrelas caducas e o jornal onde escreve (que podia ser  um rolo de papel higiénico),  estas pretensas pessoas,  pensam  que podem cuspir impunemente  em cima de “crianças parvas”,  acreditam que a “geração à rasca” não sabe ler, não sabe interpretar textos, não tem conhecimentos suficientes, não decoraram as estações de comboios e os apeadeiros, não conhecem os afluentes dos rios, não sabem a importância ontológica dos  recibos verdes! 
Eu sou professor desta geração e sei o valor deles, merecem o  melhor! São resultado de nós, mas são melhores, mais qualificados, sensíveis e dispostos a trabalhar.
VOU ESTAR NO DIA 12 DE MARÇO, COM OS MEUS FILHOS,  COM MUITA PAIXÃO E ORGULHO, COM ESTA GERAÇÃO QUE  AGUENTA  AS MINHAS AULAS E O MEU INCONFORMISMO!
Jorge Fernandes
(Professor na margem sul...)

Na prática, em Portugal, já se acabou com a bebé Inclusão há algum tempo mas ... A integração é fictícia.

.... é dramático que seja considerado como sucesso colocar turmas com os piores, sejam eles quais forem.
Pelo que sei, alguns anos de estudo, lutou-se sempre por NÃO segregar. Colocar alguém desfavorecido entre outros em iguais circunstâncias ou piores? Se agora essa é a indicação pedagógica, acho que deveria ser assumida a nível governamental e não ministerial. É completamente anti-pedagógico. É desumano. É ilegal!

Nota: A integração também parece que acabou .... não estou certa porque , agora, uma criança com deficit enorme é considerada normal dentro dos parâmetros estabelecidos pelos novos legisladores, aqueles que ignoram a Lei de Bases da Educação e a própria Constituição .... e não só! Há Direitos Humanos!

Bom, note-se então um outro apanágio da novelista Isabel Alçada AKA Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar, os modelos Fénix e TurmaMais.

 Consta então que: 
O Programa Mais Sucesso Escolar, criado pelo Ministério da Educação (ME), como medida de combate ao insucesso escolar, apoia o desenvolvimento de projetos de escola, tendo como referência os modelos Fénix e TurmaMais.

De acordo com informação do ME, a tipologia Fénix prevê a constituição de turmas mediante critérios de homogeneidade, o que significa que em cada ano de escolaridade são constituídas turmas com alunos com dificuldades específicas de aprendizagem.P

Pode continuar a ler em Programa Mais Sucesso Escolar revelou capacidade de autonomia das escolas

 
Lusa / EDUCARE | 2011-02-21

terça-feira, março 01, 2011

Canções de Protesto Séc. XXI | Ah, grande Vítor Rua!!!






... e há mais!

VOTE | Isabel Stilwell vs Gonçalo Morgado Marques

Resposta ao artigo “Parva da Geração Parva” do editorial do Destak da Isabel Stilwell, por Gonçalo Morgado Marques , no seu Facebook.

Fonte: aqui e para votar, é ali também
Esta mulher ganhou um cognome, dá-me ideia ...

Locais de protesto (12 de Março) por todo o Portugal Continental e Ilhas!

 Não deixem de visitar o blogue Protesto da Geração À Rasca

Nota: Ao que parece, alguém se deu ao trabalho de listar os vários locais de protestos. Agradecemos e publicaremos mais informação se no-la enviarem. Lá estaremos, pelo menos alguns de nós, 'cotas' solidários e .... provavelmente, à rasca tb .... Quanto à formatação, recebi assim e não vou 'desincriptar', ok?
________________________________________________________
LISBOA
Hora: S·bado, 12 de MarÁo ‡s 15:00 - 13/3 ‡s 15:30
Local: Avenida da Liberdade -> PraÁa LuÌs de Camıes - Lisboa
Criado por: Jo„o Labrincha, Alexandre De Sousa Carvalho, Paula Gil, AntÛnio Fraz„o
PORTO
Hora: S·bado, 12 de MarÁo ‡s 15:00 - 13/3 ‡s 15:30
Local: PraÁa da Batalha - Porto
Criado por: Jo„o Labrincha, Alexandre De Sousa Carvalho, Paula Gil, AntÛnio Fraz„o
PONTA DELGADA
Local:Portas da Cidade, Ponta Delgada
Hora:S·bado, 12 de MarÁo de 2011 15:00
CASTELO BRANCO
Hora:S·bado, 12 de MarÁo de 2011 15:00 - 18h00
Local: Av.™ Nuno Alvares - PraÁa Largo da  Devesa - Gov. Civil
COIMBRA
Hora: S·bado, 12 de MarÁo ∑ 15:00 - 23:30
Local: Coimbra - PraÁa da RÈpublica
Criado por: Filipe Jorge Marques (hide)

VISEU
Hora: S·bado, 12 de MarÁo ∑ 15:00 - 18:00
Local: Rossio, em frente ‡ Camara Municipal de Viseu - Viseu
Criado por: K·tia Outeiro, Paulo Agante
BRAGA
Hora: S·bado, 12 de MarÁo ∑ 15:00 - 18:00
Local: Avenida Central, Braga (junto ao chafariz)
Criado por: Joana Mota
LEIRIA
Hora: S·bado, 12 de MarÁo ∑ 15:00 - 18:00
Local: Fonte Luminosa
Leiria, Portugal
Criado por: C·tia Machado (hide), Ricardo Sousa, Paula Gaspar
FARO
Hora: S·bado, 12 de MarÁo ∑ 15:00 - 18:00
Local: Largo de S„o Francisco, Faro
Criado por: Dario Martins, Ruben Dias, JosÈ Martins Martins

"No dia 12, se me aceitarem, ali me terão na rua, tão à rasca como eles .... Oscar Mascaranhas" | ÍDEM!!!



A lambada dos parvos

Ontem

A mim, quando a ouço e vejo cantar, entala-se-me um soluço na garganta, tremelica-me o beiço e desce-me uma cortina de água nos olhos que tenho de suster com o cuidado de não piscar - não vá eu fazer-me ainda mais parvo do que o parvo que sou! Mas o mesmo sol que amolece a minha cera de parvo endurece o barro (os burros?) dos implacáveis comentadores do 'establishment', entrincheirados nas suas covas, prontos a rasoirar à metralha essa erva daninha, esse escalracho de protesto que quer crescer ao calor das palmas e gritos de uns parvos tão parvos como os parvos dos Deolinda.
Onde eu vejo quase uma litania de humor cáustico em crescendo que passa a raiva e rebenta num vulcão de revolta, os da situação apenas encontram pretexto para lambada - nos parvos a quem lhes deu a tineta de se inconformarem.
Levanta-se um espingardeiro que há mais de vinte anos anda a saltar a pés juntos sobre a sua própria campa, a ver se calca no esquecimento o que foi nos idos de Abril - e manda os jovens deixarem de ser parvos e emigrar. Uma precoce 'tia' alinhada da Linha e de um-chocho-só dá, grátis, a orientação de que os jovens têm de ser parte da solução e não do problema - e não devem cansar-se de estudar, para poderem decifrar a charada das suas vidas.
Estudar, pois! Vários lêem nos versos «Que mundo tão parvo / Onde para ser escravo é preciso estudar» um resmungo de cábulas e mandriões que nada querem fazer - deixem de ser parvos, toca a pegar nos livros e fazer o terceiro mestrado e o quinto curso de formação para ver se agarram um estagiozinho no 'call center' ou no 'hiper'.
E muita sorte têm esses parvos da Deolinda em que a especialidade dele seja o século XIX e um pedaço do XX, se não, despertariam da sonolência o rabugento do conformismo que diz que já está tudo visto na história, para lhes lembrar que muito tiveram de estudar os gregos para conseguirem ser escravos bem tratados dos romanos - súcia de ignorantes!
Pois eu parvamente senti no cântico mais um bocadinho do «agora é que é!» com que vou nutrindo a minha parva esperança de ver chegar a liberdade com as suas vestes de dignidade para uma geração a quem a mornidão dos costumes lhes roubou o manual da luta e agora está a redigi-lo pelo seu próprio punho.
No dia 12, se me aceitarem, ali me terão na rua, tão à rasca como eles, porque me quero parvo como eles e não como os parvos que pensam que somos parvos.
Os verdadeiros parvos fingiram não ouvir - não lhes dava jeito! - mas o cântico ruge: «E parva não sou!»

oscarmasc@netcabo.pt

______

Acompanhe com:

Para quem não viu, vale a pena ... E dia 12, lá estaremos! Solidariedade

Clique na imagem e 'parta' : )

Garcia Pereira, sobre o escandaloso Prós ... Boa, Professor!

Assistiu-se ontem, segunda-feira, a mais uma lamentável exibição de contra-informação que foi o “Prós e Contras” alegadamente referente à situação actual dos jovens.

Desde logo, por ser um pseudo-debate para cujos intervenientes principais se convidou uma esmagadora maioria de “especialistas” de apenas um dos “lados”, ou seja, defensores do ideário neo-liberal.
Por tal razão, foi possível que não se ouvisse ali uma única voz crítica das teorias que são afinal as responsáveis pela situação dramática com que os jovens se vêem agora confrontados.
A razão disto é que, nas vésperas da realização da manifestação do próximo dia 12 de Março e já não sendo possível ignorar a sua dimensão e importância, se tratou, muito claramente, de procurar “esvaziar o balão” e desviá-lo a todo o transe dos seus objectivos – e é para isso que serve a televisão pública!...
Assim, sem que existisse uma única posição consequente que as desmontasse devidamente, lá vieram teorias como a de que “temos um mercado e uma legislação laboral demasiado rígidas e é por isso que há precariedade”, ou a de que “a grande contradição é entre aqueles que têm demasiados direitos e os que não têm direitos nenhuns e só podem adquirir alguns se os outros os perderem”, ou enfim a de que “quem agora entrar para o mercado de trabalho tem de aceitar ter “mobilidade” ou de ser “flexível”, tem de aceitar trabalhar em condições degradadas (porque mais vale ter um emprego precário do que não ter nenhum…) ou então tem de emigrar”, etc., etc., etc.!

Do mesmo passo que desesperadamente se procurou negar – eles lá sabem o porquê… - qualquer paralelismo com o papel de primeira linha da juventude nas lutas populares no Egipto e noutros países do Magrebe!

Mas afinal, e não obstante todas estas campanhas de contra-informação e de manipulação ideológica, a questão essencial permanece inalterada. E essa é que o modelo político e económico seguido pelo PS e pelo PSD nos últimos 35 anos consistiu, por um lado, em admitir e executar o papel de semi-colónia que a União Europeia, ou seja, os grandes interesses económico-financeiros em particular da Alemanha, lhe pretendem fixar, aceitando submissamente perder a nossa autonomia e independência e destruir o essencial da nossa capacidade produtiva na indústria, nos campos, nos mares e nas minas. E, por outro lado, na aposta taylorista em estratégias de competitividade assentes no trabalho intensivo, pouco qualificado, precário e mal pago (de que precisamente os contratos a prazo, os “recibos verdes” fraudulentos e os estágios não remunerados são instrumentos privilegiados).

Sem romper com este modelo, não será possível aos trabalhadores construírem um futuro mais justo e promissor.

Ora é essa ruptura – cada vez mais necessária e urgente e a que os jovens mostram aspirar de forma cada vez mais assumida – que estas manobras de manipulação afinal, procuram desesperadamente evitar.

Em vão, porém, porquanto a roda da História, muito em particular pela mão dos jovens, não anda para trás!...

E, claro, dia 12, lá estarei na Manifestação!