terça-feira, fevereiro 22, 2011

TOMADA DE POSIÇÃO DOS PROFESSORES DA ESCOLA SECUNDÁRIA JOSÉ GOMES FERREIRA

– SOBRE A AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO PESSOAL DOCENTE
Exmo. Senhor Director da Escola Secundária José Gomes Ferreira 
Os docentes, abaixo assinados, da Escola Secundária José Gomes Ferreira, vêm, através deste documento, fazer uma declaração nos seguintes termos:
O SISTEMA DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOCENTE (ADD):
a)      Não garante a imparcialidade nem a transparência, gerando injustiças, na medida em que:
  • permite a subjectividade e a arbitrariedade do processo;
  • praticamente no final deste ciclo avaliativo, ainda não estão clarificados todos os aspectos que regem a ADD, nomeadamente a situação das quotas e os universos a que as mesmas se referem: é do conhecimento que não existe legislação que atribua, de um modo diferenciado, quotas para cada uma das categorias de professor, designadamente “Professor do Quadro” e “Professor Contratado”, do mesmo modo, não há quotas diferenciadas para Relatores, Coordenadores e restantes docentes em processo de avaliação;
  • o sistema de quotas não assegura uma real e efectiva avaliação do mérito dos professores, obrigando, de forma arbitrária, a descer classificações atribuídas pelos relatores gerando, por vezes, incoerências entre a avaliação qualitativa e a quantitativa;
  • os instrumentos de avaliação utilizados pelas escolas são susceptíveis de apresentar substanciais diferenças entre si podendo criar discrepâncias significativas na classificação final a atribuir;
  • a avaliação a efectuar pelos relatores, não garante a objectividade do processo devido ao excesso e à complexidade do modelo relativamente aos domínios e indicadores dos descritores para cada uma das dimensões;
  • este modelo é dificilmente exequível também pelo trabalho exigido aos relatores que passa pela observação de aulas, apreciação dos relatórios de auto-avaliação e respectivos anexos e evidências, preenchimento das fichas de avaliação global, entrevistas com os avaliados, reunião do júri de avaliação, entre outras tarefas a desenvolver dentro do respectivo horário de trabalho;
  • o processo de ADD teve início sem terem sido definidos e divulgados aos avaliados critérios de desempate de acordo com as quotas.
b)     Não garantiu à partida a formação especializada dos relatores.
c)     Não contribui para a melhoria da qualidade do serviço educativo e das aprendizagens dos alunos.
d)     Não garante a melhoria das práticas pedagógicas dos docentes.
e)     Os processos previstos induzem práticas que agravam as condições de trabalho na Escola, conferindo mais importância à dimensão administrativa em detrimento da dimensão pedagógica.
f)      Ao associar a avaliação do desempenho à progressão na carreira introduz elementos que distorcem a dimensão formativa da avaliação.

Assim, face ao exposto, declaramos não estarem reunidas as condições para continuar o processo de avaliação docente na Escola Secundária José Gomes Ferreira. 
Os docentes abaixo assinados, informam ainda V. Ex.ª que darão conhecimento do presente documento às seguintes entidades:

- Gabinete da Exma. Sr.ª Ministra da Educação
- Conselho Científico para a Avaliação de Professores
- Exmo. Sr. Director da Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo
- Presidente do Conselho de Escolas
- Conselho Pedagógico da Escola Secundária José Gomes Ferreira
- Director da Escola Secundária José Gomes Ferreira
- Conselho Geral da Escola Secundária José Gomes Ferreira
- FENPROF
- Órgãos de Comunicação Social

Escola Secundária José Gomes Ferreira, 17 de Fevereiro 2011

Continuamos.

sábado, fevereiro 19, 2011

Segue assim .... como se fosse uma dica .... NNNormas para exames, já saíram

.... andam a sair as orientações para os exames mas são grandes e estou com preguiça e o meu braço tem de ser poupado ..... de as colocar em scribd

Imagem daqui
-Norma-01-EB-2011.pdf-Norma-01-EB-2011.pdf
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-Norma-01-ES-2011.pdf-Norma-01-ES-2011.pdf
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O JNE ainda não divulgou as orientações do Ensino Básico.
Orientacoes-Gerais-ES-NEE-2011.pdfOrientacoes-Gerais-ES-NEE-2011.pdf
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Pedido de esclarecimento. Assunto: Estatuto do aluno - o PIT

Imagem daqui
"...Plano Individual de Trabalho já que a leitura da lei 38/2010 de 2 de Setembro e do V. Oficio Circular 2011/2 , não é consensual . Coloco aqui as duas opiniões que decorrem em paralelo na leitura dos diplomas acima nomeados:

a) O aluno só pode fazer um PIT por ano lectivo  e este pode englobar uma ou várias disciplinas.  Se entretanto exceder o limite de faltas a outra disciplina  não coberta pelo PIT, terão que ser tomadas outras medidas , por exemplo  análise da situação em Conselho de Turma ou outra mas não poderá realizar outro PIT.

b) O aluno pode fazer vários durante um ano lectivo mas só um por disciplina, ou seja, excede o limite de faltas a Português e é-lhe aplicado um PIT, posteriormente excede a Inglês e é-lhe aplicado um PIT e assim sucessivamente.

Qual das alíneas a) ou b) consideram espelhar melhor a legislação? Na minha opinião é alínea a) mas não é uma opinião partilhada por todos os meus pares. "
Enviei este mail para a DGIDC porque com tanta informação contrária àminha, começo a ficar confusa.
Poderiam ajudar?
Obrigado.

Por Leonor Alves

: ) ou LOL


...
Imagem daqui mas descoberta no Correntes

Greve às horas extraordinárias?

Fonte aqui (passem por lá)
A manter-se o desrespeito pelo trabalho extra dos professores - recorde-se que o Governo decidiu baixar o valor da hora lectiva extraordinária, impondo o seu cálculo na base as 35 horas - a FENPROF anuncia uma greve ao serviço docente extraordinário entre 1 de Março e o final do ano lectivo.
Calculando assim a hora extraordinária, o Governo impõe que todo o trabalho individual a ela adstrito se desenvolva para além do horário de trabalho do docente, ou seja, em regime de voluntariado!...
Para além disso, o valor pago pelo serviço extraordinário soma ao salário-base para fazer aumentar a designada "taxa de redução remuneratória". Isto é, provoca uma redução ainda maior do salário e do valor da hora extraordinária.

Como se tudo isto não bastasse, por ordem do ME, as escolas foram impedidas, em Fevereiro, de requisitar verbas para pagar o serviço extraordinário. Milhares de professores, este ano, nada receberam por um serviço que lhes foi marcado no horário.
Não podemos aceitar esta imposição.
Tal como no passado, com êxito, os professores irão fazer greve às horas extraordinárias.

O Governo tem de resolver este problema até final de Fevereiro. Se não o fizer, a partir de Março, os professores farão greve às horas extraordinárias.

Fonte: FENPROF

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

O Dia da Ira





Imagem do Kaos


Fazia parte das minhas pequenas fantasias ver o Sr. Aníbal, de Boliqueime, atascado na merda que fez em Portugal, desde 1985, mas, desta vez, a fazer de Grande Timoneiro num país sem capitais.
Começou por nos atraiçoar, depois de termos sido espremidos pelo FMI de Soares, e deve, por critérios de justiça, penar agora, às mãos desse mesmo FMI.
Quero ver o tal Cavaco, que nos arruinou com tsunamis de dinheiro, a tirar-nos do buraco da penúria, sem um cêntimo no bolso.
É a minha "revanche" contra essa figura irrelevante do panorama mundial, que durante décadas no vexou no exterior.

Eu sei que isto nos vai custar a todos, mas é um pouco a vingança do ceguinho. A Europa, a mesma, da qual ele desviou, e permitiu que fossem desviados, os fundos fundamentais, para que Portugal tivesse dado o salto da sua pequena mundividência de Santa Comba Dão para coisas mais elevadas, como Milão, Londres ou Paris.
Sei que há um tempo para a ingenuidade, e outro para a verdade.
No tempo da ingenuidade, havia quem acreditasse que o Sr. Aníbal raramente tinha dúvidas e nunca se enganava. Eu era dos poucos que não tinha dúvidas nenhumas, e sabia que, mais tarde ou mais cedo, haveria uma multidão que iria ver o preço de estar a ser completamente enganada. Aparentemente, esse dia está próximo, como indicam os sites de apostas, onde diariamente se especula sobre o que virá primeiro: o encarceramento de João Paulo II, em Rikers Island, a canonização de Renato Seabra, ou a Bancarrota.
Por mim, virão as três em conjunto, mas isto é só uma opinião.

O Governo, previdente, na reta final de mais de vinte anos de Cavaquistão, do qual herdou todos os vícios e manhas da segunda geração, está em agonia, o que quer dizer que se encontra relativamente de boa saúde, quando comparado com o país, que já está morto.
Há uns sectores do comentarismo hilariante, como o eterno Professor Marcelo, que acredita, qual Maria Cavaca, que, com a exportação de presépios, vamos ter retoma ainda em Março, logo que a Múmia de Boliqueime, dada a Constituição que temos, tome posse do par de sapatos de cimento com que logo a seguir vai ser empurrada para o Tejo.

Defronte do Palácio, parece, já está a ser convocada uma manifestação, por sms, para repetir a cena da Praça Tahrir, em que o grunho ainda haverá de estar a perdigotar "juro, por minha honra...", etc, no meio dos babas do costume, e, já cá fora, os 11% de desempregados, os 30% que vivem abaixo do limiar da pobreza, os hemofilizados com HIV, os diplomados sem utilidade, os reciboesverdeados, os funcionários públicos que estão a pagar o BPN, o BPP, os submarinos, os assessores de levar na peida do cartão do Partido, os endividados e os sobreendividados, os que já não têm pão para os filhos, os que odeiam a simples ideia de ter Aníbal de Deus Thomaz em Belém, e enquanto o grunho diz "juro, por minha honra... etc", toda a gente tirará o sapato, e começará a mostrar-lho, e a ulular, para o outro se borrar pelas pernas abaixo, mais o traste da sua Maria, que sofre de elefantíase da cintura para baixo e de microcefalia da corcunda para cima.

Desta vez, não teremos Dias Loureiro para mandar disparar sobre a multidão, mas talvez a multidão decida disparar sobre Dias Loureiro.

Eu não quero este Portugal, e não sou o único.
É chegado o dia da ira, e eu não sou daqueles que gostam de profetizar a desgraça: prefiro que a desgraça recaia agora sobre a cabeça dos que nos desgraçaram, e que, em vez de pessimismo, lhes suceda toda a multidão de coisas péssimas que nos possam desagravar.

Mal cá entre o FMI, vai perguntar o que é isso do BPN, que está completamente falido, e consome um milhão de euros de prejuízo por minuto, e quem está, esteve e estaria ligado a ele; quanto ganham os cabrões que administram empresas sistematicamente ruinosas, e que abismo justifica os lucros de monopólios de escravidão, numa sociedade pretendida de concorrência e mercado.

Parece que a coisa é já para Abril, mas é indiferente Abril, Setembro, Outubro ou Novembro: o importante é que regressem os pavões à base, e o Sr. Constâncio e o Sr. Barroso, por exemplo, sejam julgados em praça pública, e interrogados sobre como foi possível deixar o Estado chegar ao momento de ruína em que se encontra. Se estivéssemos em 1793, não chegariam as guilhotinas para essa corja toda, mas as guilhotinas são hoje outras, e a coisa vai acabar mal: somos demasiado magrebinos, pela miséria, e temos antecedentes históricos, lusitanos, de balear gente que não presta. Não por acaso, as operações de brigadas stop multiplicam-se, mas aquilo que elas procuram, garanto-vos, já está suficientemente resguardado para impedir o que aí vem, e vem forte, como os ventos deste Inverno.

Como se costuma dizer, cá se fazem, cá se pagam. Não tirámos lição nenhuma do apodrecimento da Monarquia, nada aprendemos com o fedor da I República, nem com as conversas em família do período de Alzheimer da Velha Senhora.
A III República vai apanhar com uma lição doutoral: o seu professor será gigante, e dará aulas em ruas repletas de gente insurreta.

(Cinco quinas, a relembrar Portugal renascido, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", no "Uma Aventura Sinistra" e em "The Braganza Mothers" )

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Em destaque | Tiago Mota Saraiva em 5dias.net

Tomar as ruas para romper o silêncio

Eles são homossexuais e estamos bem com isso! - Mas o ME ....

"Dois dos cartazes que seriam distribuídos pela associação nas escolas" (Foto: DR)
A Rede Ex-Aequo queria levar o combate à homofobia às escolas. Mas tropeçou nos contactos com os serviços do ministério, que consideraram a campanha ideológica. BE e PCP questionam
Leia a notícia toda aqui:

Serviços da Educação barram campanha "ideológica" contra a homofobia nas escolas

...
17.02.2011 - 10:59 Por São José Almeida