quinta-feira, janeiro 20, 2011

Despedimentos: professores na mira! :-(



Uma boa análise e um bom discurso de Mário Nogueira, sobre o novo(hiper-mega-) despacho a ser implementado no próximo ano lectivo e que tem por único objectivo "ceifar" mais professores e auxiliares nas escolas, numa política cega de poupar uns tostões para gastar nos "desgovernos" que todos já sabemos.
Pena que a garra aqui demonstrada seja tantas vezes abafada por outos "timings" extra-escolares, nomeadamente partidários ou de interesses da vidinha sindical. Não digo que seja responsabilidade exclusiva do próprio MN, cujo ímpeto se vê tantas vezes segurado por vozes mais medrosas e calculistas...
Mas se agora não for tempo de agir a sério, não vejo quando será! Pobre País!
E agora, MN , sindicatos, movimentos independentes, professores em geral? Vamos deixar que mais estes crimes sejam cometidos? Ou vamos tomar acções sérias, de verdadeiro protesto para alertar o país?! (não falo da entrega de papelitos em instâncias que se borrifam para eles, nem de passeatas pré-programadas).
( O nosso agradecimento à Sílvia, pela atempada chamada de atenção para este video).

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Solidariedade para com os dirigentes detidos | ADENDA

_________________ADENDA______________________

Passo a transcrever um e-mail que me chegou com pedido de divulgação:

Breve relato dos actos de repressão policial de ontem, 18 de Janeiro de 2011

por Sofia Barcelos a Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2011 às 11:27  Já após o Plenário ter terminado, cerca das 16h30, e quando os manifestantes tentavam abandonar o local, a PSP estabeleceu um 2º cordão policial, com cerca de 30 agentes, impedindo os trabalhadores e trabalhadoras de se deslocarem livremente para suas casas
Estes, vendo inedita e arbitrariamente coarctada a sua liberdade constitucional de circulação, naturalmente, ignoraram a ordem ilegítima e forçaram o cordão, desfazendo-o. Seguiu-se a reacção violenta da força repressiva, com empurrões, bastonadas e pontapés a manifestantes, incluindo alguns já caídos no chão - entre os quais mulheres (!) - e até um disparo efectuado para o ar.
A somar a estas violências, a detenção de dois dirigentes sindicais, um deles professor, o Marco, do SPZS/FENPROF, algemados, introduzidos à força num carro-patrulha e conduzidos à esquadra do Calvário, como vulgares criminosos de delito comum, para estupefacção e revolta de todos os presentes.
Entretanto, alertados, compareceram solidariamente no local da concentração alguns deputados com destaque para Bernardino Soares, o primeiro a chegar.
Depois de algumas intervenções de dirigentes sindicais e deputados, mais de uma centena de manifestantes teimou em não arredar pé do local, gritando palavras de ordem como "Ninguém sai daqui", "Fascismo nunca mais" e "O povo unido jamais será vencido", exigindo a libertaçao imediata dos detidos.
Esta libertação veio finalmente a concretizar-se cerca de quatro horas depois, pela acção de advogados dos sindicatos, não obstante os sindicalistas terem recebido ordem para serem presentes ao tribunal Campus Justiça, na zona Expo hoje, dia 19, pelas 10h00.
O dia 18 de Janeiro fica assim assinalado a negro. Um aviso para os mais distraídos, os que já esqueceram as pidescas "visitas" policiais às escolas antes das grandes greves de professores, a infiltração de polícias à paisana em plenários sindicais ou a inflexibilidade dos Governos Civis perante comunicações de manifestações.
Eis a repressão policial no seu "melhor", obedecendo a ordens emanadas do MAI do Governo Sócrates, que nos faz relembrar a todos como o mês de Abril já está distante, pela acção nefasta desta gente. Gente, que urge correr, pela força da luta dos trabalhadores e do povo português, quanto mais cedo melhor.
NÃO À REPRESSÃO! PELAS LIBERDADES CÍVICAS!
25 DE ABRIL SIM, FASCISMO NUNCA MAIS!
A LUTA CONTINUA!
PS: Um abraço solidário, em primeiro lugar aos sindicalistas alvo de detenção arbitrária, depois para todos os presentes que ontem exerceram os seus Direitos Cívicos com risco da própria integridade física e da liberdade.

Paulo Ambrósio
(membro da Coordenação da Frente de Desempregados do SPGL/FENPROF, Sofia Barcelos (membro da Comissão de Contratados do SPGL/FENPROF) - presentes no Plenário da Frente Comum de dia 18 de Janeiro de 2011)

Solidariedade para com os dirigentes detidos

... e para quem age em prol de um Ensino de Qualidade. Em especial, ao Marco Rosa, amigo conhecido pelo seu pacifismo, integridade e profissionalismo, um grande abraço.
Não conheço o outro colega, para ele, um bem-haja também.

Vídeos 

Dirigentes sindicais detidos na concentração da Função Pública em São Bento

terça-feira, janeiro 18, 2011

É que já não prendem só perigosos terroristas e anarquistas ... agora também os sindicalistas que cumprem o seu ganha-pão ....

por DN.pt com Lusa20 Novembro 2010
Dois dirigentes sindicais foram hoje detidos junto a residência oficial do primeiro-ministro, após uma concentração contra os cortes salariais que terminou com confrontos entre manifestantes e agentes policiais.

“Isto é uma vergonnha. Nunca se viu”, disse à Lusa Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública, explicando que os sindicalistas foram impedidos de descer a calçada da Estrela após o final da ação de protesto
Ana Avoila adiantou que a recusa da polícia em permitir que os manifestantes pudessem descer essa rua levou a que alguns deles tentassem forçar a barreira o que desencadeou a situação de confronto.
Dois dos dirigentes sindicais que participavam na iniciativa, um do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local e outro do Sindicato dos Trabalhadores dos Professores do Norte, foram detidos e levados para a esquadra de Alcântara.
Cerca de 150 manifestantes decidiram manter-se no local até que os seus colegas sejam libertados.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
SAPO c/Lusa

É a vidinha, pá!

'Pedido de escusa de cargo de professor relator...'


Exma. Senhora
Presidente da Comissão Administrativa Provisória
Agrupamento de Escolas da Moita
Dra. Isabel Roma
ASSUNTO: Pedido de escusa do cargo de relator

O artigo 40º do Estatuto da Carreira Docente, intitulado  “Caracterização e objectivos da avaliação do desempenho” refere, no  ponto 3, alíneas a), b) e h), respectivamente: “contribuir para a  melhoria da prática pedagógica do docente”; “contribuir para a  valorização do trabalho e da profissão docente” e “promover o trabalho  de cooperação entre os docentes, tendo em vista a melhoria do seu  desempenho”.
Contudo, a realidade da nossa escola, no decurso do seu labor  quotidiano, corre o risco de comprometer esse objectivo. As tarefas  burocráticas
exigidas ao professor/relator vêm ocupar o tempo destinado à preparação das actividades lectivas, à construção de materiais didácticos que se querem inovadores, ao acompanhamento de projectos diversos. Além disso, a existência de quotas vai perturbar a  vida escolar pois suscita a competição entre pares e põe em causa o  trabalho colaborativo. Como poderia este modelo de avaliação – em que se é relator de um seu parceiro e em que se concorre com ele por meio de quotas – contribuir para a melhoria da função docente?

A aplicação deste modelo de avaliação tem implicações negativas no funcionamento da escola, nomeadamente a nível das relações interpessoais e da redução das horas de acompanhamento dos alunos.
 
O modelo envolve, de forma continuada, todos os professores como avaliados e muitos como avaliadores, num processo complexo em que os avaliadores não estão legitimados, pese o questionável critério da senioridade, imposto pela lei.

A avaliação é feita pelos pares. Avaliados e avaliadores concorrem às mesmas quotas sem que estejam garantidos os princípios da isenção e de ausência de conflito de interesses.
A prioridade estabelecida para este processo e o tempo que inevitavelmente consumirá conduzirá à redução das horas de acompanhamento dos alunos.
O tempo necessário para fazer o acompanhamento de todos os professores, tendo em conta padrões de desempenho, definição de  instrumentos de avaliação, preenchimento das fichas de avaliação,  realização de reuniões da Comissão de Avaliação e Júri de Avaliação,  assistências a aulas, entrevistas, etc…, acabará inevitavelmente  também por recair sobre a componente de trabalho individual dos professores tão essencial à preparação de aulas, produção de materiais, correcção de trabalhos, etc…

Apesar de estarmos a poucos meses do fim do ciclo de avaliação em curso e cuja duração foi fixada em dois anos, existem inúmeras dúvidas, lacunas e incongruências legais.
Sendo as quotas (% de Muito Bons e Excelentes) por escola, como se resolve o conflito de interesses existente quando elementos da Comissão de Avaliação e relatores concorrem à mesma quota dos professores a quem atribuem Excelente ou Muito Bom?
Qual a legitimidade de os coordenadores poderem assistir a aulas dos relatores e o Director dos coordenadores, não avaliando a qualidade  científica do trabalho? Faz sentido separar a dimensão pedagógica da científica, quando se observa uma aula?
A legislação sucessivamente publicada e os esclarecimentos que a DGRHE  tem vindo a dar às escolas, por vezes de legalidade duvidosa, não  ajudam e confirmam que o modelo não é exequível.
Por exemplo, no que respeita ao tempo, o Decreto Regulamentar nº  2/2010 de 23 de Junho, refere explicitamente no artigo 14º, ponto 3  “Os relatores que não exerçam em exclusividade as funções… beneficiam da redução de um tempo lectivo por cada três docentes a avaliar.” O  despacho n.º 11120-A/2010 de organização do ano lectivo, publicado em  6 de Julho de 2010, refere no Artº 8º, ponto 1 “Para efeitos de  avaliação do desempenho do pessoal docente deve considerar-se o critério, por relator, de um tempo lectivo semanal para avaliação de três docentes” e a informação da DGRHE – ORGANIZAÇÃO DO ANO ESCOLAR, de 26 de Julho de 2010 – refere “As horas de redução a que os relatores têm direito para o exercício das funções de avaliação de desempenho de outros docentes aplicamse em 1º lugar sobre as horas de  redução da componente lectiva que o docente beneficia ao abrigo do  art.º 79 do ECD e sobre horas da componente não lectiva de estabelecimento e só depois, em caso de insuficiência, na componente  lectiva”. A circular B10015847T estabelece que “a função de avaliação dos relatores pelo coordenador de Departamento curricular integra-se  nas funções de coordenação deste, não existindo qualquer previsão legal para uma redução específica de componente lectiva em razão desta função”. Ou seja os coordenadores de departamento não têm qualquer tempo destinado ao desempenho das funções de relator, embora possam ter de avaliar vários professores/relatores? Como podem desenvolver, de forma séria, este e todo o trabalho de coordenação previsto na lei e no Regulamento Interno da escola? Afinal há ou não direito a redução da componente lectiva de 1 hora para 3 professores avaliados?

As recomendações da Comissão de Avaliação podendo, em abstracto, fazer sentido do ponto de vista teórico, não ajudam à concretização da implementação do modelo por não estarem minimamente reunidas condições para a sua aplicação, tornando-se por isso inúteis.

Pelo que foi dito não restam dúvidas que o actual modelo de avaliação é injusto, confuso e não exequível. Em vez de “contribuir para melhorar a prática pedagógica, valorizar o trabalho e a profissão, promover o trabalho de colaboração” fomenta conflitos e, em virtude da sua questionável exequibilidade, tem implicações negativas na prática pedagógica e na qualidade da escola pública.
Parece evidente que o único objectivo atingível é a introdução de quotas para efeitos de progressão na carreira docente. Mas mesmo este  objectivo está colocado em causa pelo congelamento anunciado.

De acordo com a alínea d) do nº 2 do Artigo 14.º do Decreto Lei  2/2010, compete ao relator:
“ … Apresentar ao júri de avaliação uma ficha de avaliação global, que inclui uma proposta de classificação final”
 
Mas como pode ele fazê-lo com imparcialidade, se se insiste na determinação das quotas da ADD por Agrupamento de Escolas não considerando o universo de professores por grupos específicos.
 
Também no Decreto Lei 75/2010 pode ler-se no número 3 do artigo 46º:

3 — Por despacho conjunto dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da educação e da Administração Pública são fixadas as  percentagens máximas para a atribuição das classificações de Muito bom  e Excelente, por escola não agrupada ou agrupamento de escolas, as  quais terão por referência os resultados obtidos na avaliação externa da escola.
A inexistência de quotas por grupos de docentes faz com que a ADD assente num princípio em que o Relator sendo parte interessada na proposta de classificação final discrimina o grupo dos avaliados não relatores.
Avaliadores e avaliados são concorrentes na mesma carreira profissional, o que fere inapelavelmente as garantias de imparcialidade.
As perspectivas de progressão na carreira de cada professor dependem, não apenas da sua própria classificação, como também da que os outros professores da mesma escola/agrupamento tiverem. Ora, avaliados e avaliadores pertencem à mesma escola/agrupamento e são muitas vezes concorrentes aos mesmos escalões da carreira, o que (por si só) constitui um forte motivo de impedimento.
E, mesmo quando pertencem a escalões diferentes, é óbvio que o avaliador tem interesse directo nas classificações atribuídas ao seu avaliado: se estiver posicionado em escalão superior, só terá a perder com a subida de escalão daquele, pois tornar-se-á concorrente directo numa futura transição de carreira, aumentando ainda as hipóteses de o poder vir a substituir como avaliador; se, o que a lei permite em determinados casos, o avaliador pertencer a um escalão de carreira  inferior ao do seu avaliado, é-lhe oferecida a possibilidade de, através da classificação que atribuir, o fazer marcar passo na carreira e poder alcançá-lo, conferindo assim solidez ao seu recém-adquirido estatuto de avaliador.
Independentemente dos incontornáveis impedimentos legais, dificilmente se poderia conceber um esquema mais maquiavélico de “avaliação entre  pares”, que só poderá ter como resultado a degradação do clima de trabalho na escola. Quanto ao princípio da imparcialidade, foi feito em pedaços.
Assim, de acordo com as alíneas a), c) e d) do artigo 44º do Código do Procedimento Administrativo, declaro o meu impedimento em avaliar os docentes que me foram confiados no processo de ADD, bem como, ao  abrigo dos números 1 e 2 do artigo 48º do Código do Procedimento  Administrativo, solicito escusa do cargo de relator para o qual fui  nomeado.

 
Peço deferimento,
João António Cavaco Medeiros
(Professor de Economia do Grupo 430) 


Fonte: http://educar.wordpress.com/2011/01/06/coerencias-joao-medeiros/

Professores perdem estatuto especial na Função Pública

Más notícias da Dr.ª Isabel Alçada...
Professores perdem estatuto especial na Função Pública 
 

 
REENVIO COMO RECEBI, POR CONSIDERAR MUITÍSSIMO PREOCUPANTE: "As desventuras vêm aí...

«Não sei se este Estatuto da Carreira Docente tem pernas para andar, mas os professores têm pernas para voltar a descer a Avenida da Liberdade», alerta Mário Nogueira, depois de receber do Ministério uma proposta «que nunca tinha estado em cima da mesa» e acaba com os quadros de escola e os concursos de docentes  
 
Professores perdem estatuto especial na Função Pública   

«Os sorrisos da ministra já não nos enganam». Mário Nogueira, dirigente da Federação Nacional de Professores (Fenprof) assume a ruptura total com Isabel Alçada, depois de ter recebido do Ministério da Educação uma proposta de Estatuto da Carreira Docente com aspectos «que nunca foram alvo de negociação». 
O fim dos concursos de professores e dos quadros de pessoal, assim como a criação da figura da «cedência por interesse público» constantes no documento enviado aos sindicatos são, para Nogueira, alterações inaceitáveis que o Ministério está a fazer de forma ilegal. 
«É ilegal, porque de acordo com a lei 23, o Ministério tem de submeter essas matérias à negociação». Ora, apesar de os sindicatos estarem em negociações com o Governo desde Setembro, estas propostas «nunca foram apresentadas à discussão», sublinha o líder da Fenprof. 
Mário Nogueira diz que «neste momento, ainda nem sabemos bem quais as consequências do fim dos quadros de escola e da sua substituição por mapas de pessoal». Mas não tem dúvidas quanto às intenções do Governo nesta matéria: «Vai embaratecer os custos com pessoal e aumentar a precariedade». 
Na prática, as novas regras vão fazer com que «os contratados entrem apenas para mapas e não para quadros, ou seja, não façam parte da carreira e, por isso, não sejam abrangidos pelas progressões». 
Outra consequência será a instabilidade: «Segundo as regras gerais da Função Pública, os mapas de pessoal são definidos anualmente», recorda Nogueira, alertando para a possibilidade de vir a acontecer o mesmo na Educação. 
Mas é ao nível do recrutamento e da mobilidade que as mudanças mais se vão fazer sentir. «Acabam os concursos. Os professores não vão poder concorrer para mudar de escola». 
Se quiserem mudar de escola, os docentes «vão ter de recorrer à mobilidade interna, que permite estar noutra escola por períodos renováveis de um ano, até ao máximo de quatro». 
«Caso contrário, só vão poder mudar quando e se o Ministério quiser, através de uma coisa chamada cedência de interesse público, que nem sabemos bem o que é», critica. 
Concursos, requisições, destacamentos e comissões de serviço «deixam de existir». 
As novas regras permitem ainda ao Estado colocar funcionários públicos em mobilidade especial a dar aulas. «Depois de termos lutado tanto pela formação de professores, não se percebe como se pode fazer isto», questiona o sindicalista. 
Esta terça-feira, a Fenprof pediu ao Ministério «uma reunião com carácter de urgência», mas no sábado o sindicato deverá já pôr em cima da mesa a discussão sobre formas de luta. 
«Com papas e bolos se enganam os tolos e esta ministra pensa que nos engana com sorrisos, mas é ela quem está enganada», diz Nogueira, recordando que a proposta de Isabel Alçada vai contra o prometido por Maria de Lurdes Rodrigues «que em 2009 assegurou que as regras da lei 12/A da Função Pública não eram para aplicar na Educação».  
DIVULGUEM POR TODOS OS VOSSOS CONTACTOS!  
A UNIÃO DE TODOS É MAIS DO QUE NUNCA NECESSÁRIA!"

'Vamos todos impugnar a redução ilegal dos salários!'

Caro Colega,

No âmbito das iniciativas que a FENPROF e os seus sindicatos têm vindo a desenvolver contra o iníquo e inadmissível corte nos salários, vimos, agora, propor-lhe que tome a iniciativa e intervenha, também, com o seu contributo pessoal.

Depois das Providências Cautelares interpostas por todas as organizações da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública e, por isso, também, pela FENPROF e pelos seus sindicatos, chegou a hora de entregarmos uma reclamação sobre o acto cometido de redução salarial, tendo a FENPROF agendado para o dia 25 de Janeiro esta importante acção.

Assim, propomos que, numa acção concertada a nível nacional, envolvendo docentes e investigadores de todos os níveis de educação e ensino, acompanhem as seguintes orientações:
  1. Esta minuta de reclamação pode ser fotocopiada e distribuída por outros professores;

  2. Para fazer esta reclamação, deve solicitar, previamente, o respectivo recibo de vencimento (em Janeiro, tendo em conta a coincidência do dia 23 com um domingo, os vencimentos serão pagos a 21, 6.ª feira);

  3. Depois de preenchida, deve ser entregue no dia 25 de Janeiro ou, caso tal seja impossível neste dia, deve fazê-lo num dos dias seguintes;

  4. No acto da entrega deve solicitar-se uma cópia carimbada com data de entrega para desenvolvimento deste processo;

  5. Esta minuta encontra-se disponível para descarregar em www.fenprof.pt, com indicações precisas quanto aos procedimentos a tomar.  

MINUTAS DE RECLAMAÇÃO
ENSINO NÃO SUPERIOR
ATENÇÃO! Tentando contornar a ilegalidade com que os novos vencimentos seriam processados, o Ministério da Educação está a proceder à emissão de recibos de vencimento tomando por base os índices constantes no ECD e não os valores que resultam da aprovação do Orçamento de Estado para 2011. Nesse sentido vimo-nos forçados a alterar a minuta de reclamação que temos estado a distribuir desde de 4ª feira, 12 de Janeiro.


INFORMAÇÃO LEGAL

De acordo com o código de procedimento dos tribunais administrativos,
  1. O acto de processamento de vencimento constitui um acto administrativo impugnável.

  2. O prazo para impugnação contenciosa do referido acto é de três meses a contar da data em que o interessado teve conhecimento do mesmo.

  3. A reclamação, meio administrativo de impugnação, deverá ser apresentada à entidade responsável pelo processamento do vencimento, no prazo de 15 dias úteis contados da data em que o interessado teve conhecimento do acto de processamento do vencimento.

  4. A apresentação da reclamação suspende o prazo de impugnação contenciosa do acto administrativo, prazo este que só retoma o seu curso com a notificação da decisão proferida sobre a impugnação administrativa ou com o decurso do prazo legal para a Administração (30 dias úteis) proferir tal decisão (caso esta não seja comunicada em data anterior).

  5. Verificada qualquer das situações previstas no ponto anterior, deverão os docentes e investigadores que pretendam proceder à impugnação contenciosa do acto administrativo em questão, dirigir-se aos Serviços de Apoio a Sócios ou do Contencioso do respectivo Sindicato.
Fonte: FENPROF


_______________________ ADENDA ________________________



ATENÇÃO! Tentando contornar a ilegalidade com que os novos vencimentos seriam processados, o Ministério da Educação está a proceder à emissão de recibos de vencimento tomando por base os índices constantes no ECD e não os valores que resultam da aprovação do Orçamento de Estado para 2011. Nesse sentido vemo-nos forçados a alterar a minuta de reclamação que temos estado a distribuir desde de 4ª feira, 12 de Janeiro.
Tendo em conta que ela se encontra em preparação pelo Gabinete Jurídico da FENPROF, contamos durante o dia de hoje poder disponibilizá-la.
  • Minuta de Reclamação (PDF) (uma nova reclamação será disponibilizada em breve)
    basta imprimir e preencher
  • Minuta de Reclamação (DOC) (uma nova reclamação será disponibilizada em breve)
    para preencher as lacunas no seu computador
Fonte: FENPROF
_______________________ ACTUALIZAÇÃO _______________________

MINUTAS DE RECLAMAÇÃO
ENSINO NÃO SUPERIOR
ATENÇÃO! Tentando contornar a ilegalidade com que os novos vencimentos seriam processados, o Ministério da Educação está a proceder à emissão de recibos de vencimento tomando por base os índices constantes no ECD e não os valores que resultam da aprovação do Orçamento de Estado para 2011. Nesse sentido vimo-nos forçados a alterar a minuta de reclamação que temos estado a distribuir desde de 4ª feira, 12 de Janeiro.

ENSINO SUPERIOR


INFORMAÇÃO LEGAL

De acordo com o código de procedimento dos tribunais administrativos,
  1. O acto de processamento de vencimento constitui um acto administrativo impugnável.
  2. O prazo para impugnação contenciosa do referido acto é de três meses a contar da data em que o interessado teve conhecimento do mesmo.
  3. A reclamação, meio administrativo de impugnação, deverá ser apresentada à entidade responsável pelo processamento do vencimento, no prazo de 15 dias úteis contados da data em que o interessado teve conhecimento do acto de processamento do vencimento.
  4. A apresentação da reclamação suspende o prazo de impugnação contenciosa do acto administrativo, prazo este que só retoma o seu curso com a notificação da decisão proferida sobre a impugnação administrativa ou com o decurso do prazo legal para a Administração (30 dias úteis) proferir tal decisão (caso esta não seja comunicada em data anterior).
  5. Verificada qualquer das situações previstas no ponto anterior, deverão os docentes e investigadores que pretendam proceder à impugnação contenciosa do acto administrativo em questão, dirigir-se aos Serviços de Apoio a Sócios ou do Contencioso do respectivo Sindicato.

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Aníbal Cavaco Silva, Grande Timoneiro da Wainfleet, Pavilhão da Mafia Russa, em Portugal







Já me zanguei e reconciliei com muita coisa, neste desastre adiado, a que ainda chamamos Portugal. Contudo, há uma com a qual, irredutivelmente, nunca me reconciliarei, aliás, considero-a uma excrescência da minha contemporaneidade, e em todos os textos que escreva, ela será referenciada como o grande tumor da liberdade nacional. Evidentemente, não falo de Sócrates, mas da sombra, que, in extremis, me poderia fazer reconciliar com a pessoa que mais tenho combatido, ao longo do consulado desse mesmo José Sócrates.

José Sócrates é aquilo que os Franceses chamam um "parvenu", um novo rico, recém chegado, com poucas habilitações e umas sapatilhas, que o calçavam, e calçam, da cabeça aos pés.
Aníbal, ao contrário, é uma espécie de irmã badalhoca daquelas Cinderelas dos contos, que tentou calçar as botas de Salazar, e, quando as quis tirar, já se lhe tinham soldado aos pés.
A criatura é muito baixa, e até já parecia desativada pela doença, mas o ímpeto da campanha, a promiscuidade com os caixões, as velhas com cheiro a bolor, os crucifixos rançosos, os velhos camaradas do baixo crime, os ares frios de Viseu, as santarias, os comprimidos do Professor Lobo Antunes, e, penso, alguma iluminação de faróis extintos, que vêem nele o último fôlego e oportunidade de se instalarem na prateleira dos abutres da Nação, deram-lhe algo parecido com as melhoras da morte.

Naquele país de que eu não gosto, e que, em ficção, o poderia reeleger, para destruir o pouco que resta, e lhe deixar nas mãos o título efetivo, que, em potência já tem, o de Carrasco de Portugal, andam a movimentar-se demasiadas forças subterrâneas, para o meu gosto.
O homem é sinistro, e está a voltar aos ardores de antigamente, quando não se enganava e mandava disparar sobre os Portugueses. Não posso vê-lo, e sempre que o vejo, tenho vontade de vomitar. Aníbal Cavaco Silva representa os antípodas de tudo aquilo em que acreditei, acredito, e acreditarei. A sua existência é-me totalmente irrelevante, porque, de aqui a cem anos, ele será uma mancha na História, e os meus textos, modéstia à parte, integrarão a crónica da lucidez, de quem chamou os bois pelos nomes, e traçou os rostos da desgraça da Nação, com ele à cabeça.

Não sou inovador, nem tenho pretensões: o desastre do final da Monarquia, e o desastre da Primeira República tiveram suficientes escritores de craveira, para denunciar excrescências do tecido político muito semelhantes a Cavaco. A diferença é que, antes de Salazar, a crítica da Coisa Política tinha um cheiro, e depois de Salazar, qualquer ente que a ele se queira comparar, é hiperbolizado pelo vómito, e pelo anacronismo de uma tentativa de vogar num tempo em que é, e terá de ser,  irremediavelmente obsoleto.

Quando o algarvio -- e a precisão geográfica é aqui propositadamente ofensiva -- recomenda aos outros que "nasçam duas vezes", para lhe poderem chegar aos calcanhares, eu aceito o desafio, e alinho numa reincarnação conjunta com ele, mas para poder voltar a escrever o mesmo, e com o duplo tom de acidez, de desprezo, e de rejeição que ele me inspira.

Suponho que nem Deus, ao banir Lúcifer, tenha sentido tudo aquilo que eu eu sinto, de asco, por Cavaco Silva.

O grande argumento, que geralmente se cola a Salazar, é o de que foi um "homem honesto", e isso é-me desinteressante, porque Salazar não integra a minha história pessoal, mas, ao pensar na minha história coletiva, reservo-me o direito de dizer que é complicado que haja um país onde um homem honesto, por plenos poderes, tenha conseguido transformar um simpático litoral no país mais atrasado do Continente.
Para mim, sonhador e romântico, cri que isso pudesse ter acontecido uma vez, e servido, de emenda, para sempre.
Não serviu: o ranço, o cheiro a bafio, as teias de aranha mentais, intelectuais, culturais e a visão limitada do Sr. Aníbal e da Srª. Maria são tanto mais incomportáveis quanto estamos no século dos desvarios tecnológicos e das maiores proezas da imaginação humana. Gosto das torres do Dubai, das arquiteturas orgânicas da Nova China, dos computadores quânticos, dos espantosos aviões paquetes, das magníficas fibras dos novos vestuários, da glória das potências emergentes, das casas inteligentes, onde os cidadãos do mundo instalarão as suas proles educadas. Portanto, não suporto que, sempre que abra as janelas à procura de coisas dessas no meu território de residência, o veja, por oposição, pejado de presépios, com vaquinhas em forma de Leonor Beleza, com santinhas de joelhos esfolados por sucessivas idas e vindas a Fátima, por urubus, vestidos de negro, de cujas cabeças saem pensamentos que nem aos inquisidores canónicos lembrariam, e, sobretudo, não suporto que o velho argumento do "homem honesto" me ponha a pagar BPNs e porcarias afins. Só num país destes é que o BPN ainda não foi imediatamente declarado falido, encerrado, e as criaturas que o criaram e dele viveram, no regime de dona branca, não tenham sido desde logo enjauladas, ao lado do seu mentor, esse tal de Sr. Aníbal.

O Sr. Aníbal não tem perfil para coisa nenhuma, exceto para vender em cobertores de feira, como fazia o seu defunto pai, que dizia "o meu filho é o homem mais inteligente de Portugal". Do Portugal dele, suponho, que, pelo que atrás escrevi, era, e é,  totalmente disjunto do Portugal abstrato em que vivo, ou gostaria de que me deixassem, pelo menos por uns tempos, viver.

O Sr. Aníbal era bom para deixar o Palácio de Belém, e ir dirigir, agora que o BPN já "não está a dar", com o Dias Loureiro e a Leonor Beleza, a Wainfleet, a maior empresa exportadora de "Portugal", pilar da Mafia Russa, e que muito deve ter contribuído para este artificial aumento das exportações, 25% das quais passa pelo célebre "off-shore" da Madeira, onde não se vende nada, exceto papéis, onde os produtos em trânsito são artificialmente encarecidos, e a pior escória de Portugal enche os bolsos, à sombra do Sr. Alberto, outro "homem honesto", que nem sabe (?) que isto lhe acontece debaixo do nariz. Podiam fazer-me essa favor: de facto, em 23 de janeiro, não reelegiam Cavaco Silva, para acabar em agonia, na Presidência da República, mas nomeavam-no para a direção da Wainfleet, com a sua Maria, tão importante neste bolor das coisas, como padroeira da "Swatch", outra das maravilhosas grandes exportadoras de Portugal, que tanto faz passar e sair por aqui, sem nada cá produzir, e até podiam continuar a fabricar Mourinhos, como sobremesas.

Só peço desculpa, por este texto, aos 1800 postos de trabalho, que, na Madeira se dedicam ao preenchimento de papéis fantasma, para defraudar o Fisco: alegrem-se, Cavaco Silva será um bom patrão para vocês.

terça-feira, janeiro 11, 2011

COMO É? O que dizia sobre Desporto Escolar?! :-/



É sempre interessante rever os sucessos televisivos e voltar a escutar discursos edificantes, "a la Obama" (alá ôba mâ, em novilíngua do Acordo Ortográfico) em versão poupadinha em ideias e em retórica. Isto para não dizer ,até, em versão,digamos, dadaísta.
Há uns meses, era esta a defesa do desporto escolar pela actual ME.
O que disse então?! Ora cliquem e escutem (centrem-se no conteúdo, por favor e esqueçam o estilo, imaginem uns sons de violinos de fundo e pétalas alvas de flores a cair do céu):
-"O desporto Escolar é muito importante para a prática desportiva" ?!?!
- O desporto (escolar) é importante para a felicidade.......?!?!
- Ninguém gosta de praticar desporto sozinho....?!?!
Pois agora chegaram os devidos louros para todos os professores de Educação Física que promoviam as actividades de Desporto Escolar nos estabelecimentos de Ensino.
Mais uma vez sob a larga capa das medidas de contenção e com a planeada reorganização de créditos horários para as escolas, o ME sob a "alçada" da mesma oradora acaba de dar a última machadada quase fatal sobre as actividades de Desporto Escolar extra-curriculares, com mais um projecto de despacho( que já se prevê que será "mêmo" despachado sem dó nem piedade). E outra consequência, para já invisível, nas próximas décadas será a destruição de boa parte das modalidades desportivas ainda sobreviventes no país e que eram alimentadas pelos jovens valores que migravam do Desporto Escolar.
É no que resulta (des)governar para o imediato.
Eis a notícia, ou parte dela (in "Público", 11-1-2011):
"Escolas dizem que não vão ter horas para desporto
A partir do próximo ano lectivo, as actividades desportivas nas escolas do ensino básico e scundário irão sofrer uma redução drástica. O alerta é feito pelos directores e professores ouvidos pelo PÚBLICO, que falam mesmo de uma morte a prazo do Desporto Escolar, uma actividade de complemento curricular, que no ano passado mobilizou cerca de 160 mil alunos.
Esta será, afirmam, uma das consequências das alterações propostas pelo Ministério da Educação à organização do trabalho nas escolas. O projecto de despacho foi já "chumbado" por unanimidade pelo Conselho de Escolas (CE), um órgão consultivo do ME onde estão representados os directores. Os pareceres do CE têm sido ignorados pelo ministério.(...)"
"até agora as escolas conseguiam garantir muitas das actividades extra-aulas através da redução do tempo lectivo dos professores que estavam à frente dos projectos. É o que se passa, por exemplo, com os docentes de Educação Física que, em simultâneo, asseguram as actividades de Desporto Escolar. Estas ocupam uma média semanal de quatro tempos lectivos, desenvolvidos depois do período normal de aulas. Com o novo despacho, estes professores deixarão de poder usufruir de uma redução da sua componente lectivo normal e, em resultado, as escolas poderão ter de reduzir em mais de 30 por cento o número de horas consagradas ao desporto escolar (...)" (ver link de toda a notícia mais abaixo)
....como diz um Director citado na notícia, o Desporto Escolar é para a maioria dos alunos a única actividade física, para além das aulas de Educação Física, quando tanto se fala no combate ao sedentarismo e à obesidade...
Para a ME , como vimos e ouvimos,era até fundamental para a FELICIDADE humana!
Será este o retoque final, então, para generalizar a infelicidade a todo o cidadão português, que não há muitos anos era considerado pobrezinho mas razoavelmente feliz, nos estudos sobre o tema, mas que ultimamente tem descido de forma drástica nessa "mêma" tabela?
Ver toda a notícia AQUI.