quinta-feira, dezembro 30, 2010

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O acaso Ensitel 

Publicado por JPG, Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010, às 20:08 | 


Apdeites - Portuguese blogspotting


1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.

Constituição da República Portuguesa, Artigo 37.º

 

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Ai que agora estão a ir ao bolso dos Directores!!! (Por falar em explosões...)

(Imagem daqui)
Já não bastava a prenda no sapatinho dos directores(na véspera de Natal!), subdirectores e adjuntos das Escolas, que reduz drasticamente os subsídios aos respectivos salários (chuif chuif...tadinhos!), para promover em força a implantação dos Giga-mega-mega-Agrupamentos (quanto mais alunos, mais ganham o director e "anexos"), agora o ME vem implicar com o tipo de contratos de "leasing" que as direcções costumavam fazer nas Escolas, o que pode levar os Directores a terem de pagar as futuras falhas nas contas do seu próprio bolso, tudo porque a própria tutela parece ignorar completamente como funciona e sempre tem funcionado a contabilidade escolar.
Ou seja, as coisas estão a "aquecer" também ao nível das direcções.
Será que é desta vez que os ditos elementos das Direcções das Escolas se vão aperceber como não passam de peças descartáveis e também ignoradas no jogo perverso de Xadrez do ME?
Será que é desta vez que certos assessores e outros elementos não eleitos vão regressar às salas de aula, como simples "Zecos"?
Será que agora os directores e sub-subs se vão recordar que os professores das escolas foram um dia seus colegas? Ressurgirá a solidariedade?
Será que a implantação das políticas sinistras vai começar a estalar por este lado?!
Ler a notícia AQUI.

Portugueses podem "explodir", segundo os sociólogos

Segundo os sociólogos António Barreto e Boaventura Sousa Santos, o povo português, tradicionalmente conformista e pouco interventivo, ainda não se apercebeu totalmente das consequências pessoais da crise, mas, quando esta em breve começar a pesar mais no bolso, poderá então ..."explodir".
Resta perguntar: só agora alguns sociólogos descobriram isso?! Ou também serão tradicionalmente conformistas, como bons portugueses? :-((
Leiam o artigo do "Público" AQUI.
"SOCIÓLOGOS DIZEM QUE OS PORTUGUESES RECEBERAM A CRISE COM SURPRESA MAS PODEM PASSAR À «EXPLOSÃO»"

Leitura recomendada

Eugénio Rosa - Economista

O IEFP ELIMINOU 543.892 DESEMPREGADOS DOS FICHEIROS DOS CENTROS DE EMPREGO EM 2010 SEM APRESENTAR QUALQUER JUSTIFICAÇÃO

Sertã fartou-se das armadilhas do ME. Alpiarça, Ílhavo e mais de 100 autarquias continuam descontentes.

Clique para ampliar*
É uma prenda amarga aquela que o governo vai receber na noite de réveillon. A partir de 1 de Janeiro, a Câmara Municipal da Sertã rompe o contrato de transferência de competências que mantinha há um ano com o Ministério da Educação.
Foram "demasiadas decepções" para continuar a manter a cooperação, diz a vereadora com o pelouro da Educação, Cláudia André. Assinaram o protocolo, mas foram descobrindo armadilhas entre cláusulas de letra miúda e anexos acrescentados ao acordo. É o segundo caso depois de o município de Cuba ter anunciado, em Novembro, ter rompido o compromisso que tinha para gerir a rede escolar pública.
E há mais autarcas descontentes e com contratos suspensos, obrigando o ministério de Isabel Alçada a negociar caso a caso com as 111 autarquias que mantêm os protocolos de transferência de competências na área de educação. Com a Câmara da Sertã já nada há a fazer. Ministério e autarquia não se entenderam quanto ao número de funcionários necessários nas escolas ou ao valor das verbas que deviam ser transferidas para manter os edifícios escolares.
"Tivemos muitas surpresas, mas a mais surpreendente foi descobrir num anexo a transferência para a autarquia da Escola Secundária da Sertã, quando legalmente a nossa competência está circunscrita ao ensino básico", conta a vereadora social-democrata. (...)

"Foram tantas as discordâncias que a denúncia do contrato foi aprovada por unanimidade, com os votos dos vereadores socialistas e social-democratas." (Leia o artigo completo no ionline)
* Imagem dali mas com alteração do texto principal

sexta-feira, dezembro 24, 2010

O melhor Natal possível, num mundo ainda tantas vezes sinistro!Save a child's for Unicef

Não há ponto/Acordo sem "nó"/negócio! :-(

E pronto, para rematar a "trilogia" de posts que se iniciou AQUI --e onde uma suspeita nos fazia cócegas ao cérebro -- e que continuou AQUI, onde anunciava, ainda sem explicitar, a confirmação da dita suspeita, vou hoje falar do tal negócio que sempre veio à luz do dia e relativo ao polémico Acordo Ortográfico. Um que certamente não levantara suspeitas até agora, para além dos possíveis negócios a nível editorial ou de influência/predominância cultural de uns países de Língua Oficial Portuguesa sobre os outros.
Fazendo o ponto da situação: este Acordo agora oficializado não interessa ou agrada à maioria dos portugueses e é posto em causa por muitos especialistas (linguístas, tradutores, professores,editores, escritores ou jornalistas) que quase não foram escutados perante um outro pequeno grupo que atamancou o novo Acordo (A.O.), apesar de serem aqueles os que de forma directa terão de lidar diariamente com o problema. Nem no Parlamento foram escutados, nem foi alvo de atenção pelo mesmo parlamento uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos, corajosamente liderada pelo nosso amigo João Pedro Graça.
No Brasil também há inúmeras vozes contra o Acordo, sendo que o AO por vezes nem é carne nem peixe, não respeitando grafias já comuns aos dois países, criando autênticos neologismos ortográficos. Alguns países dos PALOP ainda não assinaram o acordo, sendo críticos ao mesmo.
A quem interessa então a ditatorial legislação e universalização do AO? Aqui cheira a negócio extra-linguístico, diremos logo.
Ora bem, finalmente, na semana passada, lá veio a lume, fruto do ferver de alguma polémica (zangam-se as comadres...) que assim permitiu ao país perceber que mais parcerias público-privadas ou quejandas existiriam por detrás de toda esta aceleração.
Assim, dia 16 de Dezembro último, no Público, surgia a notícia (os sublinhados são meus):
"AR aprova conversor Lince e empresa refuta erros"
O Parlamento vai aplicar o novo Acordo Ortográfico a 1 de Janeiro de 2012, adoptando o Vocabulário Ortográfico do Português (VOP) do ILTEC- Instituto de Linguística Teórica e Computacional e, como suporte informático, irá utilizar o conversor Lince, na sequência da aprovação por unanimidade, ontem, de uma proposta de Jaime Gama. O Governo também já os tinha escolhido na passada semana.
A qualidade do conversor Lince e do vocabulário foi criticada pela empresa concorrente Priberam, que aponta erros ortográficos tanto na conversão da actual para a nova grafia como no VOP do ILTEC. O administrador Carlos Amaral questiona mesmo quem e como avaliou o Lince e a razão para o Governo decidir adoptar oficialmente um programa informático em detrimento de outros, também gratuitos, já existentes no mercado. (...)" (por Maria Lopes) Ler toda a notícia AQUI (Se for assinante da nova versão online,pois..........:-(( )
Portanto: sempre havia um daqueles acordos de café e de atrás da orelha em que os actuais sinistros governantes se tornaram especialistas. E a coisa metia informática ! pois claro! Como não adivinharamos já?! E não se sabia ao certo quem avaliara o quê e, como refuta o ILTEC, ainda está tudo a ser aperfeiçoado e tal... Onde já vimos isto antes?
Ou seja, mais um caso de Lobbies, mas do pitoresco lobby à portuguesa! Grupos de pressão organizados também os há noutros países e cada vez influenciam mais as decisões políticas, mas o lobby à portuguesinha consiste num amigo do amigo ou amigalhaço que é apresentado a um qualquer sub-sub-governante ou aos do topo, num bar ao fim da tarde, numa almoçarada, num cocktail, entre dois rissóis, e basta uns elogios à elegante fatiota, ao poder ou à eventual esperteza saloia, uma referência a palavras como "informática" "computador" ou , melhor, a "tecnologia" e " MODERNIDADE", para se conseguir impingir qualquer coisa sem verificar de toda a sua qualidade, das possíveis alternativas, ou sequer da relação qualidade preço ou real interesse para a nação.Um pouco ao estilo como os vígaros de rua conseguem enganar em três penadas os ingénuos velhinhos ou os ignorantes lapónios chegados à cidade grande, levando-lhes as economias em troco de um relógio avariado ou de uma mala cheia de jóias de fantasia!
Não estamos para já a duvidar das eventuais qualidades do tal "Lince", mas...
Lembram-se do negócio exclusivo com a JP Sá Couto com os famosos computadores Magalhães comprados em barda para as escolas de Primeiro Ciclo?
E lembram-se de negócios com submarinos, fragatas, aviões e helicópteros avariados, tecnologias da energia das ondas (agora monos arrumados a um canto)?
E do programa e-escolas com computadores para estudantes a preços módicos mas com contratos de internet obrigatórios com as operadoras móveis amiguinhas?
E do Programa informático Citius, obrigatório nos tribunais e que tantos magistrados recusam agora usar, por duvidarem da segurança do mesmo, segurança essa não testada por entidade independente mas pelos ... próprios fornecedores?!
E, mais recentemente, o negócio já estabelecido com nova empresa amiga para a criação de chips para os automóveis, a usar nas futuras ex-Scuts e a tentar torpedear a já existente e conceituada empresa Via Verde (que acabou por terminar a rir-se, pois viu esse feitiço a virar-se contra o feiticeiro e acabou por aumentar o seu negócio, visto que as pessoas, revoltadas, optaram por comprar a VV, que agora era mais abrangente),: lembram-se, claro? Toda a pressão para que as scuts tivessem portagens partia afinal de promessas já feitas nesses "acordos" de vão de escada...
E o TGV? Estão a ver a imagem total agora, pois estão?
Pois agora (ontem mais exactamente) veio o Direito a Resposta do ILTEC, liderado pelo prestigiado, não negamos, José Pedro Ferreira. Diz, por exemplo:
"(...) o ILTEC não é uma empresa, é uma associação sem fins lucrativos e unidades de I&D da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. O Lince não é resultado de subcontratação mas de parceria. O ILTEC foi responsável pela definição das características, dados linguísticos, especificações das regras e lógica da conversão do Lince. A KnowlwdgeWorks assegurou a tradução no desenvolvimento do sistema do interface (... blá blá....) Não há programas gratuitos concorrentes d Lince. (...) ". Ver tudo AQUI.
Ok! Agora passaram a existir almoços grátis e todos trabalham e oferecem serviços apenas por amor ao país e tal e tal...
Então e a KnowledgeWorks vive de ar e vento? Não venham dizer que isto também não implica um negócio. E hoje estamos mais que alertados para aquilo em que se tornou o vocábulo "parcerias".
Por isso, se os computadores nacionais começarem a debitar estranhas ortografias e erros vários a esse nível, não esqueçam, contemplem o Lince mas não culpem ninguém e esqueçam quem o negociou, pois este será talvez o único lince que tão cedo não se extinguirá em Portugal.
Alergia (24-12-2010)

quinta-feira, dezembro 23, 2010

NÃO PERCA! Inside Job (num cinema perto de si)


"O poder é sempre injustamente associado à inteligência e, de quando em quando , à dignidade, e não deixa de ser profiláctico, ou curativo, assistir ao espectáculo infantil que nos dão os grandes deste mundo. Não caímos nesta crise pos acaso." (Vasco Pulido Valente, 18/12/2010, in Público, crónica "Valha-nos Deus")
Nesta crónica, V. P. V. referia-se à infantilidade dos políticos portugueses, revelada recentemente pelos telegramas diplomáticos, no Wikileaks. Como por exemplo uma birra do nosso actual PR por não ter sido recebido na sala oval da Casa Branca. Mas o seu teor (e particularmente a última frase) assenta que nem uma luva nos "tubarões" da alta finança retratados neste magnífico documentário, que ainda anda por aí.
Por isso não perca este filme que de forma surpreendente agarra o espectador do primeiro ao último minuto!
Inexplicavelmente, é para maiores de 16 anos, o que é um insulto aos jovens, que mesmo que não entendam por completo os meandros das negociatas dos irresponsáveis jogadores bolsistas e dos políticos a eles associados,-- aliás muito bem explicadas de forma didáctica e acessível-- com facilidade conseguem compreender que o mundo em que vivem está a ser política e economicamente governado por muita gente criminosa, ou pelo menos conivente com o crime de colarinho branco. Qualquer criança de 10 anos inteligente pode entender a essência deste fantástico documentário. Poderá é começar a duvidar da honestidade dos familiares que vê a enriquecer na Bolsa demasiado rapidamente e sem arriscar. Poderá é começar a ter pesadelos com filmes de Terror, desta vez inesquecíveis pois não surgem no reino da Fantasia (com dragões, monstros ou seres mascarados) mas no nosso bem real planeta Terra. E poderá começar a fazer perguntas incómodas...
Perguntas sobre como é possível que gananciosos psicopatas possam jogar com o dinheiro dos outros e do país com o desconhecimento dos respectivos proprietários; como é possível que não sejam castigados pelos desastres financeiros que desencadeiam; como é possível que gente dita poderosa e culta, desde governantes a eméritos e "inteligentes"(?!) Doutores universitários, possam revelar-se tão patéticos e risíveis; ou como é possível que os vilões sobrevivam quase todos e que tenhamos sem dúvida que esperar, aterrorizados, pela "sequela" desta revoltante saga da vida real.
Pois, apesar de ter o formato de um documentário, "Inside Job- a Verdade da Crise" é ao mesmo tempo um verdadeiro filme de terror, um verdadeiro "reality show" e também uma comédia daquelas em que rimos para não chorar.
O filme é de um Terror invulgar: está recheado de psicopatas deslumbrados que, ao contrário de outros, não se "limitam" a massacrar e a sacrificar as vidas dos que os rodeiam (acabando quase sempre destruídos ou pelo menos abandonados e entregues às consequências dos seus pobres delírios). Não! Estes sacrificam sem piedade ou remorso milhões de vidas humanas num raio de milhares de quilómetros transfronteiriços. E os seus delírios vão avante e com múltiplos cúmplices.
Na Era das Trevas, os gatunos, por muito menos, acabavam a enfeitar muralhas,com as suas cabeças espetadas em paus. Nos tempos em que a Democracia e a Justiça tinham algum valor, depois de identificados, eram julgados, muitos iam para prisões de alta segurança. Hoje...
Portanto VEJAM o filme. E depois disto releiam muito bem as notícias que dão grande credibilidade às chamadas agências de rating , aos bancos actuais e a outros antros de crime organizado (e desregulado). Talvez aí comecem a ver esta crise mundial noutra perspectiva.
Parece que já contei demais, mas não. Só vendo mesmo!
Alergia

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